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Produtores de alimentos da Rede de Agroecologia Povos da Mata ampliam oportunidades de negócios na Bio Brazil Fair

Agroindústrias agroecológicas valorizam qualidade de vida

Stands com mais de 40 tipos de alimentos beneficiados e in natura produzidos por famílias agricultoras e por agroindústrias agroecológicas baianas que integram a Rede de Agroecologia Povos da Mata chamaram atenção de empresários nacionais e internacionais na Bio Brazil Fair & NaturalTech, a maior feira especializada na cadeia produtiva de alimentos orgânicos na América Latina. No evento realizado em São Paulo entre os dias 08 e 11 de junho, marcaram presença 12 marcas de produtoras e produtores que recebem direta ou indiretamente acompanhamento técnico em beneficiamento da Muká Plataforma Agroecológica, um projeto correalizado pela Rede e pela Tabôa Fortalecimento Comunitário. Além dessas duas organizações, as participações também foram viabilizadas pelo Sebrae. De volta à Bahia, as agroindústrias voltam a produzir para dar conta das oportunidades de negócios geradas durante o evento.

Entre os produtos que ganharam o gosto do público estão chocolates, geleias, nibs, frutas congeladas e desidratadas, café, todos com certificação orgânica conferida pela própria Rede de Agroecologia Povos da Mata, que é o primeiro Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade Orgânica (OPAC) da Bahia, atuando na certificação de produtos que passam a ser vendidos com o Selo Brasil Orgânico.

O presidente da Rede, Hércules Saar, destaca que as oportunidades de interação entre os produtores e os lojistas durante o evento aumentaram as possibilidades de comercializar a produção. “Essa experiência ampliou a visão dos produtores sobre como negociar com outros mercados. Também percebemos o amadurecimento de dois anos e meio do trabalho da plataforma Muká, que acompanhou tecnicamente a regularização de 22 agroindústrias da Rede, auxiliando, entre outros processos, a criação de rótulos do produtos alimentícios, melhorando a apresentação, atraindo novos clientes”, avalia Hércules.

Foi também a percepção de Maria Adrelice Silva, a dona Del, matriarca e mestra na mistura de sabores e saberes, que participou do evento levando alguns dos inúmeros produtos que beneficia. À frente da agroindústria Dandel Produtos Agroecológicos, localizada no Assentamento Dandara dos Palmares, em Camamu, ela relata como passou a ter outra perspectiva sobre comercialização. “Durante a Feira, fiz contato com lojistas para fornecer os meus produtos, e compreendi melhor como devemos nos comportar diante das vendas e como as embalagens ajudam na hora de comercializar. Agora, já estou vendo essa questão de estoque e produção”, comenta dona Del.

“Vamos ver como o mercado reage a partir do momento em que sabe que tem produtos processados de várias formas”, avalia a produtora Paula Ferreira, da agroindústria Orgânicos do Quinta, de Barro Alto. A participação no evento realizada de forma coletiva fortaleceu ainda mais o trabalho do OPAC. “Acho que cumprimos o nosso dever de casa enquanto empreendimento, enquanto Rede de Agroecologia Povos da Mata, de ser a certificadora na Bahia que tem agroindústrias certificadas e que está apresentando essa produção ao Brasil e ao mundo também. As nossas expectativas foram atendidas, fizemos muito contato e já tem clientes nos procurando para estabelecer relações comerciais”, celebra.

Nos stands da Rede, o público da Bio Brazil Fair & Naturaltech conheceu produtos das seguintes agroindústrias: Dandel Produtos Agroecológicos (Camamu), Morada do Japu (Ilhéus), Da Mata (Itajuípe), Selva e Paz (Piraí do Norte), Orgânicos do Quintal (Barro Alto), Chocolate Ubá (Itacaré), Café Gaviãozinho (Barra do Choça), Celeiro Orgânico (Porto Seguro), Chocolate do Assentamento Dois Riachões (Ibirapitanga), Sítio Arcanjo (Morro do Chapéu), Açaí Bahia Plus (Maraú) e os produtos in natura do Entreposto Raízes do Sertão (Irecê).


Agregando valor: o caminho da roça ao pote

Beneficiar o alimento traz vantagens na geração de renda do produtor, uma vez que o chocolate, por exemplo, custa mais do que as amêndoas. “Por isso, organizar e potencializar a base, contribuindo com a regularização, legalização, rastreabilidade, rotulagem e controle social, é o trabalho que fazemos no eixo de Beneficiamento da Muká junto às agroindústrias da Rede, e que tem gerado resultados como este: os produtos expostos no evento têm potencial de mercado e divulgam a riqueza dos nossos quintais produtivos e das nossas florestas para o Brasil e para o mundo”, explica a coordenadora dos eixos de Produção e Beneficiamento da plataforma Muká, Tatiane Botelho.

A maioria das agroindústrias que recebem acompanhamento técnico é conduzida por mulheres e têm como base o beneficiamento de alimentos saudáveis, de base agroecológica, produzidos por famílias que vivem do campo. Para potencializar ainda mais o caminho de quem decide dar um passo rumo ao beneficiamento de produtos, a plataforma Muká lançou o Guia para Regularização de Agroindústrias Familiares Agroecológicas, disponível em https://guiaagroindustria.muka.org.br/

Para conhecer mais o trabalho da Rede de Agroecologia Povos da Mata, acesse: https://povosdamata.org.br/ e acompanhe as redes sociais @povosdamata. Para conhecer mais sobre a Muká Plataforma Agroecológica, projeto que busca potencializar o trabalho da Rede, com correalização da Tabôa Fortalecimento Comunitário, acesse www.muka.org.br e as redes @mukaagroecologia

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