{"id":13106,"date":"2025-09-09T13:28:45","date_gmt":"2025-09-09T16:28:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/?p=13106"},"modified":"2025-09-09T09:37:13","modified_gmt":"2025-09-09T12:37:13","slug":"pesquisa-da-ufsb-destaca-o-papel-do-budiao-azul-na-manutencao-de-recifes-de-coral-no-sul-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/2025\/09\/09\/pesquisa-da-ufsb-destaca-o-papel-do-budiao-azul-na-manutencao-de-recifes-de-coral-no-sul-da-bahia\/","title":{"rendered":"Pesquisa da UFSB destaca o papel do budi\u00e3o-azul na manuten\u00e7\u00e3o de recifes de coral no Sul da Bahia"},"content":{"rendered":"<p>O papel do peixe popularmente conhecido como budi\u00e3o-azul na renova\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o dos recifes de corais est\u00e1 amea\u00e7ado pela pesca excessiva. Com isso, essa esp\u00e9cie end\u00eamica do Brasil j\u00e1 \u00e9 considerada funcionalmente extinta em alguns pontos da costa. Uma pesquisa desenvolvida no curso de\u00a0<a href=\"https:\/\/ufsb.edu.br\/cfcam\/graduacao\/ciencias-biologicas\/apresentacao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/ufsb.edu.br\/cfcam\/graduacao\/ciencias-biologicas\/apresentacao&amp;source=gmail&amp;ust=1757502984667000&amp;usg=AOvVaw2o90-aIu8qMUb_v4lTRJAF\"><strong>Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas<\/strong><\/a>, do Centro de Forma\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Ambientais da Universidade Federal do Sul da Bahia (<a href=\"https:\/\/ufsb.edu.br\/cfcam\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/ufsb.edu.br\/cfcam&amp;source=gmail&amp;ust=1757502984667000&amp;usg=AOvVaw3AjBWzzzd4rt2LrlXVjVM4\"><strong>CFCAM\/UFSB<\/strong><\/a>) confirma que o budi\u00e3o-azul \u00e9 essencial para os recifes de coral no Arquip\u00e9lago de Abrolhos, em uma expans\u00e3o do que a ci\u00eancia sabe sobre o papel ecol\u00f3gico desse peixe. O artigo\u00a0<em><a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s00227-025-04710-8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s00227-025-04710-8&amp;source=gmail&amp;ust=1757502984667000&amp;usg=AOvVaw2jodXwc7mk0IlrI1axc-x6\"><strong>Dynamics of grazing scars of Scarus trispinosus, the largest and most endangered parrotfish of the southwestern Atlantic<\/strong><\/a>\u00a0(Din\u00e2micas de cicatrizes do Scarus trispinosus, o maior e mais amea\u00e7ado peixe-papagaio do Sudoeste do Atl\u00e2ntico<\/em>) foi publicado na revista cient\u00edfica\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/journal\/227\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/link.springer.com\/journal\/227&amp;source=gmail&amp;ust=1757502984667000&amp;usg=AOvVaw08tpa0dPw7BueNZ4Z4npYd\"><strong><em>Marine Biology<\/em><\/strong><\/a>\u00a0e\u00a0\u00e9 assinado por Arilda S. Rossi, Nat\u00e1lia C. Roos, Jo\u00e3o L.L. Feitosa, Fabiana C. F\u00e9lix-Hackradt e\u00a0Carlos Werner Hackradt.<\/p>\n<p>A pesquisa realizada mostrou que h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o entre o tamanho do peixe, sua mordida e a abertura de \u00e1reas livres no substrato dos recifes. Isso porque h\u00e1 uma disputa por recursos e pontos de fixa\u00e7\u00e3o naquela \u00e1rea, entre esp\u00e9cies de algas e os p\u00f3lipos de coral. O papel do budi\u00e3o-azul, a depender do seu tamanho e idade, que determinam o tamanho da mordida no substrato, varia de raspador a escavador.\u00a0 &#8220;Os\u00a0budi\u00f5es (n\u00e3o s\u00f3 essa esp\u00e9cie, mas em geral) s\u00e3o animais considerados &#8216;jardineiros do recife'&#8221;, explica o professor Carlos Werner Hackradt, atuante no\u00a0<a href=\"https:\/\/ufsb.edu.br\/cfcam\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/ufsb.edu.br\/cfcam&amp;source=gmail&amp;ust=1757502984667000&amp;usg=AOvVaw3AjBWzzzd4rt2LrlXVjVM4\"><strong>Centro de Forma\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Ambientais da Universidade Federal do Sul da Bahia (CFCAM\/UFSB)<\/strong><\/a>\u00a0e no\u00a0<a href=\"https:\/\/ufsb.edu.br\/lecomar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/ufsb.edu.br\/lecomar&amp;source=gmail&amp;ust=1757502984667000&amp;usg=AOvVaw2jyxayAal0c-LIAZwPJyfc\"><strong>Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o Marinha (LECOMar)<\/strong><\/a>. Ao raspar ou escavar o fundo e remover a cobertura, o budi\u00e3o-azul abre espa\u00e7o no recife para novos recrutas, sejam as algas ou os cnid\u00e1rios que formam os corais: &#8220;Corais s\u00e3o organismos de crescimento muito lento, mil\u00edmetros ao ano. Algas, por outro lado, podem crescer cent\u00edmetros ao dia. Sendo assim, as algas s\u00e3o organismos com alto valor competitivo e normalmente levam a melhor. Por exemplo: um prop\u00e1gulo de uma alga tem uma probabilidade muito maior de se fixar e crescer no substrato que a larva de um coral. Assim, como os budi\u00f5es est\u00e3o ali diariamente abrindo espa\u00e7o no recife, eles aumentam consideravelmente as chances das larvas de corais em acharem um local adequado no substrato, se fixarem e se desenvolverem&#8221;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-13108\" src=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/abrolhos_geral.jpg\" alt=\"\" width=\"438\" height=\"247\" srcset=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/abrolhos_geral.jpg 460w, https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/abrolhos_geral-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/abrolhos_geral-390x220.jpg 390w\" sizes=\"(max-width: 438px) 100vw, 438px\" \/><\/p>\n<p>O ponto \u00e9 que o budi\u00e3o-azul \u00e9 bastante visado pela pesca artesanal e esportiva, e apesar de ser end\u00eamico do litoral brasileiro, sua popula\u00e7\u00e3o foi reduzida em 50% e sua pesca hoje \u00e9 proibida. &#8220;Hoje a pesca do budi\u00e3o-azul est\u00e1 proibida em todo territ\u00f3rio nacional, com exce\u00e7\u00e3o das RESEX [reservas extrativistas] do Corumbau e do Cassuruba. Nestas duas unidades de conserva\u00e7\u00e3o federais, a esp\u00e9cie conta com um plano de gest\u00e3o local da pesca e podem ser capturados em certa medida. Entretanto, sabe-se que a esp\u00e9cie ainda \u00e9 amplamente pescada em diversos locais e nos extremos de sua \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o a esp\u00e9cie est\u00e1 funcionalmente extinta &#8211; isso quer dizer que se v\u00eam estes animais, por\u00e9m eles n\u00e3o desempenham mais seu papel ecol\u00f3gico poque est\u00e3o em n\u00fameros muito baixos. Os dados gerais da esp\u00e9cie indicam que o PARNA Abrolhos \u00e9 o \u00faltimo reduto da esp\u00e9cie, e que, fora do Parque, as popula\u00e7\u00f5es est\u00e3o presentes em pequenas quantidades quando comparadas com a situa\u00e7\u00e3o de apenas 30 anos atr\u00e1s&#8221;, conta o professor Carlos. O problema aumenta quando se sabe que n\u00e3o h\u00e1 outra esp\u00e9cie de peixe que cumpra essa fun\u00e7\u00e3o de abrir espa\u00e7o para expans\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o dos corais.<\/p>\n<p>Mesmo assim, o budi\u00e3o-azul segue visado, e o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, onde a pesquisa foi realizada, \u00e9 um dos poucos espa\u00e7os seguros para essa esp\u00e9cie. O professor Carlos pontua que, quanto maior o peixe e quanto mais mordidas ele d\u00e1, maior \u00e9 a marca deixada e portanto e mais &#8220;duradoura&#8221; ela tamb\u00e9m \u00e9, favorecendo a sucess\u00e3o ecol\u00f3gia e a renova\u00e7\u00e3o dos recifes de coral. &#8220;Se os grandes budi\u00f5es, que s\u00e3o os que desempenham mais e melhor essa fun\u00e7\u00e3o s\u00e3o removidos pela pesca, essa fun\u00e7\u00e3o pode ser perdida ou reduzida drasticamente, isso limita a capacidade dos corais em se fixarem e as algas v\u00e3o lentamente tomando conta do recife. Essa altera\u00e7\u00e3o promove o que chamamos de mudan\u00e7a de fase (ou regime) do recife que passa de um regime coral\u00edneo (com alta cobertura coral\u00ednea) para um regime menos produtivo e mais degradado de cobertura algal.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Medi\u00e7\u00e3o por cor<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-13109\" src=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/coleta-de-dados.jpeg\" alt=\"\" width=\"272\" height=\"408\" srcset=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/coleta-de-dados.jpeg 512w, https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/coleta-de-dados-200x300.jpeg 200w\" sizes=\"(max-width: 272px) 100vw, 272px\" \/><\/p>\n<p>Para investigar essa a\u00e7\u00e3o do budi\u00e3o-azul em \u00e1guas da costa brasileira, a equipe de cientistas se baseou em estudos realizados em recifes da regi\u00e3o indo-pac\u00edfica. Estudos similares na regi\u00e3o sudoeste do oceano Atl\u00e2ntico ainda s\u00e3o escassos, o que motivou a busca de dados. O trabalho realizado se baseou no monitoramento di\u00e1rio de cicatrizes de pastejo, termo t\u00e9cnico para as marcas de mordidas do peixe nos recifes. Assim, 21 cicatrizes de pastejo em matrizes de algas epil\u00edticas (EAM) foram fotografadas diariamente por oito dias. As fotos serviram para quantificar as mudan\u00e7as na recoloniza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea das mordidas por algas ou por prop\u00e1gulos de coral, usando par\u00e2metros de cor (espa\u00e7o L*a*b) para diferenciar esses processos. As imagens das \u00e1reas das cicatrizes foram processadas e analisadas via aplicativos ImageJ, com an\u00e1lise de cor via Photopea. Os dados tiveram tratamento estat\u00edstico, com as \u00e1reas das cicatrizes comparadas em termos de diferen\u00e7a de cor com \u00e1reas-controle (sem cicatrizes) via Permanova, e uso de Modelos Lineares Generalizados Mistos (GLMMs) para tratar os efeitos de tamanho corporal dos peixes e n\u00famero de mordidas. Com isso, a equipe analisou as rela\u00e7\u00f5es entre as vari\u00e1veis tamanho corporal dos peixes, que variaram entre 15 e 60 cm; o n\u00famero de mordidas consecutivas no mesmo local (o &#8220;foray&#8221;, que varia de 1 a 4 mordidas); e a \u00e1rea das cicatrizes e a trajet\u00f3ria de recoloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conforme o professor Carlos Hackradt, o tempo de avalia\u00e7\u00e3o das cicatrizes foi definido tanto com base em um estudo pr\u00e9vio (de Bonaldo e Bellwood, 2009) quanto no tempo vi\u00e1vel de perman\u00eancia no arquip\u00e9lado de Abrolhos. Isso porque a embarca\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel precisa retornar ao porto para limpeza e reabastecimento. Ele avalia que esse aspecto log\u00edstico limitou a coleta de dados, dado que a observa\u00e7\u00e3o indicou que no final dos oito dias a cor da mordida no substrato do recife ainda n\u00e3o havia estabilizado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-8630\" src=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/bud-2.jpg\" alt=\"\" width=\"414\" height=\"218\" srcset=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/bud-2.jpg 655w, https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/bud-2-300x158.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 414px) 100vw, 414px\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 a an\u00e1lise de cor levou em considera\u00e7\u00e3o a comunidade bent\u00f4nica estudada. &#8220;Os organismos estabelecidos no turf (matriz de algas epil\u00edticas: algo semelhante a um tapete de algas min\u00fasculas que recobre os recifes) variam de cor em fun\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies. As marcas mais claras, com altos valores de branco, s\u00e3o as marcas deixadas pela mordida dos budi\u00f5es, e representam basicamente um substrato sem cobertura. A medida que os dias passam e a mordida vai sendo colonizada por microrganismos marinhos ela vai mudando de cor e tende a ser cada dia mais semelhante do controle (peda\u00e7o do substrato no entorno). Assim o padr\u00e3o de cores foi usado como um proxy da comunidade bent\u00f4nica e do processo de sucess\u00e3o que ocorre ap\u00f3s a mordida causada pelo budi\u00e3o-azul, trazendo uma forma de entender a fun\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica que ele desempenha&#8221;.<\/p>\n<p>Dentre os resultados, a equipe constatou que os peixes com mais de 40 cm de comprimento t\u00eam papel desproporcional na abertura de espa\u00e7os nus, colaborando assim para a sucess\u00e3o ecol\u00f3gica, al\u00e9m de serem os reprodutores da esp\u00e9cie. Justamente esses maiores peixes \u00e9 que s\u00e3o visados para a pesca, conforme a regulamenta\u00e7\u00e3o pesqueira brasileira estabelecida pela Portaria MMA 148\/2022, que permite captura de budi\u00f5es-azuis entre de 39\u201363 cm.\u00a0Assim, uma das sugest\u00f5es indicadas no artigo \u00e9 reduzir o\u00a0limite superior de captura para proteger a fun\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica dos maiores esp\u00e9cimes nos ambientes em que a pesca \u00e9 permitida, como maneira de\u00a0ajudar a reverter o quadro. O intuito \u00e9 permitir que indiv\u00edduos maiores da esp\u00e9cie possam funcionar como reprodutores e escavadores, renovando os cardumes e os recifes de coral.<\/p>\n<p>Outros projetos est\u00e3o em andamento no Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o Marinha (LECOMar\/UFSB), que integra a\u00a0rede de pesquisa do Projeto Budi\u00f5es (<span id=\"m_3190826084272644033OBJ_PREFIX_DWT2230_com_zimbra_url\" role=\"link\"><span id=\"m_3190826084272644033OBJ_PREFIX_DWT2244_com_zimbra_url\" role=\"link\"><a href=\"http:\/\/www.budioes.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/www.budioes.org\/&amp;source=gmail&amp;ust=1757502984667000&amp;usg=AOvVaw0tsn34vvK3h2BlTaeSN-xY\">www.budioes.org<\/a><\/span><\/span>). &#8220;Arilda mesmo est\u00e1 desenvolvendo o mestrado dela sobre \u00e1rea de dormida dos budi\u00f5es e outros peixes em Abrolhos. Al\u00e9m desse trabalho, acabamos de publicar um artigo sobre a conectividade populacional de outras duas esp\u00e9cies de budi\u00f5es, estamos finalizando dois estudos do conte\u00fado estomacal dos budi\u00f5es atrav\u00e9s de\u00a0<em>metabarcoding<\/em>\u00a0e estamos avaliando a capacidade do PARNAMAr de Abrolhos em fornecer ovos e larvas de budi\u00f5es para as \u00e1reas de pesca adjacentes ao parque&#8221;, lista o professor Carlos Hackradt.<\/p>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O papel do peixe popularmente conhecido como budi\u00e3o-azul na renova\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o dos recifes de corais est\u00e1 amea\u00e7ado pela pesca excessiva. Com isso, essa esp\u00e9cie end\u00eamica do Brasil j\u00e1 \u00e9 considerada funcionalmente extinta em alguns pontos da costa. Uma pesquisa desenvolvida no curso de\u00a0Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, do Centro de Forma\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Ambientais da Universidade Federal &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13107,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[3051,3049,3047,3050,3048,971],"class_list":["post-13106","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-arquipelago-de-abrolhos","tag-budioes","tag-dinamicas-de-cicatrizes-do-scarus-trispinosus","tag-marine-biology","tag-o-maior-e-mais-ameacado-peixe-papagaio-do-sudoeste-do-atlantico","tag-universidade-federal-do-sul-da-bahia"],"views":368,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13106"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13106"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13106\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13110,"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13106\/revisions\/13110"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13107"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}