{"id":14904,"date":"2025-12-25T09:33:23","date_gmt":"2025-12-25T12:33:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/?p=14904"},"modified":"2025-12-24T16:38:22","modified_gmt":"2025-12-24T19:38:22","slug":"the-last-of-us-presenca-de-fungo-zumbiinspira-nome-de-trilha-no-sul-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/2025\/12\/25\/the-last-of-us-presenca-de-fungo-zumbiinspira-nome-de-trilha-no-sul-da-bahia\/","title":{"rendered":"The Last of US: presen\u00e7a de fungo \u00b4zumbi`inspira nome de trilha no Sul da Bahia"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Thiago Dias<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da s\u00e9rie\u00a0<em>O \u00daltimo de N\u00f3s\u00a0<\/em>(<em>The Last of Us<\/em>)\u00a0come\u00e7a em 1968, num programa de TV. Diante do audit\u00f3rio e das c\u00e2meras, o apresentador interage com dois epidemiologistas. O primeiro especialista fala sobre os danos que uma pandemia viral poderia causar. O segundo, Dr. Neuman, admite que o evento mataria milh\u00f5es de pessoas, mas diz n\u00e3o se preocupar com essa possibilidade, ponderando que, apesar das baixas, os humanos sempre venceram as guerras contra os v\u00edrus.<\/p>\n<p>Ter\u00edamos problemas maiores se, ao inv\u00e9s de viral, a pandemia fosse provocada por um fungo, acrescenta Neuman, citando esp\u00e9cies que parasitam formigas e outros insetos. Elas assumem o comando do sistema nervoso e usam o corpo do hospedeiro para se desenvolver e se dispersar.<\/p>\n<p>Quando Neuman descreveu a hip\u00f3tese de uma pandemia f\u00fangica, o outro epidemiologista refutou, lembrando que os parasitas desse reino n\u00e3o amea\u00e7am os humanos. Os fungos n\u00e3o sobrevivem a mais de 35 graus, e a temperatura m\u00e9dia do corpo humano \u00e9 de 36 graus. Mas, retrucou Neuman, se as condi\u00e7\u00f5es ambientais passassem a exigir, por exemplo, uma adapta\u00e7\u00e3o dos seres vivos a temperaturas mais elevadas:<\/p>\n<p>\u2013 A\u00ed, sim, o fungo teria por que evoluir. Um gene sofre muta\u00e7\u00e3o, e um\u00a0<em>Ascomiceto<\/em>,\u00a0<em>Candida<\/em>,\u00a0<em>Espor\u00e3o-do-centeio<\/em>,\u00a0<em>Cordyceps<\/em>,\u00a0<em>Aspergillus<\/em>, qualquer um deles poder\u00e1 se cravar no nosso c\u00e9rebro e tomar o controle, n\u00e3o de milh\u00f5es de n\u00f3s, mas de bilh\u00f5es. Bilh\u00f5es de fantoches com a mente envenenada, voltados a um objeto comum: espalhar a infec\u00e7\u00e3o a todo ser humano vivo, custe o que custar. E n\u00e3o h\u00e1 tratamento. N\u00e3o h\u00e1 profilaxia nem cura.<\/p>\n<p>\u201cE se isso acontecer?\u201d, pergunta o apresentador do programa. \u201cVamos perder\u201d, responde Neuman. Assim termina o pr\u00f3logo da s\u00e9rie.<\/p>\n<p><strong>CORDYCEPS, N\u00c3O ESTAMOS A PERIGO<\/strong><\/p>\n<p>Estudioso do Reino Fungi, Alexandre Rafael Lenz explica que o fungo representado na s\u00e9rie \u00e9 do g\u00eanero\u00a0<em>Cordyceps<\/em>, que foi dividido em dois,\u00a0<em>Cordyceps<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Ophiocordyceps<\/em>. \u201cEles infectam insetos, artr\u00f3podes, e conseguem controlar o sistema nervoso, transformando esses insetos em zumbis\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m esclarece que, na distopia adaptada de um videogame e lan\u00e7ada pela\u00a0<em>HBO<\/em>\u00a0em 2023, o salto evolutivo do fungo destoa do ritmo real de transforma\u00e7\u00e3o dos seres. Ao contr\u00e1rio dos personagens Joel Miller e Ellie Williams, protagonistas da fic\u00e7\u00e3o dist\u00f3pica, n\u00e3o corremos o risco de ser tomados pelo fungo que devasta a maior parte da humanidade na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u201cPode ser que um dia esse fungo evolua para infectar humanos. Se isso ocorrer, a gente n\u00e3o vai estar mais aqui, porque a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo lento. N\u00e3o ocorre de um dia para o outro. Na atualidade, o que a gente tem \u00e9 infec\u00e7\u00e3o de insetos\u201d, disse ao PIMENTA o professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).<\/p>\n<p>Cientista da Computa\u00e7\u00e3o e doutor em Biotecnologia pela Universidade de Caxias do Sul, Alexandre coordena pesquisas sobre bioinform\u00e1tica e \u00e9 um dos idealizadores do projeto Micotrilhas da Bahia, que formatou quatro trilhas para a observa\u00e7\u00e3o de fungos. Duas delas ficam na Chapada Diamantina, e as outras no Parque Estadual da Serra do Conduru, que se estende por mais de nove mil hectares, nos limites de Ilh\u00e9us, Uru\u00e7uca e Itacar\u00e9, no sul do estado.<\/p>\n<p>A s\u00e9rie inspirou o nome da trilha Cordyceps, mas a ideia do projeto se deve ao document\u00e1rio\u00a0<em>Fungos Fant\u00e1sticos<\/em>, lan\u00e7ado em 2019 e dirigido por Louie Schwartzberg. A refer\u00eancia \u00e0 s\u00e9rie, diz Alexandre, \u00e9 um link com a cultura pop e uma forma de despertar a curiosidade do grande p\u00fablico para o universo pouco conhecido dos cogumelos. \u201cEles s\u00e3o utilizados para a degrada\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico, limpeza de \u00e1gua polu\u00edda, produ\u00e7\u00e3o de embalagens recicl\u00e1veis, biocombust\u00edvel, medicamentos e alimentos. S\u00e3o v\u00e1rias possibilidades, e a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o conhece\u201d.<\/p>\n<p>De todas as possibilidades de uso dos fungos, Alexandre tem se dedicado, especialmente, \u00e0s da farmacologia e orienta pesquisas na \u00e1rea. \u201cTrabalho com prospec\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas de cogumelos que tenham potencial antic\u00e2ncer\u201d. Ele explica que seu giro da Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o para a Farm\u00e1cia tem como pano de fundo o entendimento do potencial da biodiversidade do Brasil, sobretudo da Mata Atl\u00e2ntica. Com as Micotrilhas, o pesquisador abriu caminho nesse bioma para os visitantes do Parque Estadual da Serra do Conduru.<\/p>\n<p><strong>A TRILHA<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_377605\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 365px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-377605\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-377605 not-transparent entered lazyloaded\" src=\"https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Fungo-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-1024x768.webp\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Fungo-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-1024x768.webp 1024w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Fungo-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-300x225.webp 300w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Fungo-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-768x576.webp 768w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Fungo-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA.webp 1280w\" alt=\"\" width=\"365\" height=\"273\" data-od-replaced-sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" data-od-unknown-tag=\"\" data-od-xpath=\"\/HTML\/BODY\/MAIN[@id='content']\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[6][self::SECTION]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[2][self::ARTICLE]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::SECTION]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[4][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[16][self::FIGURE]\/*[1][self::IMG]\" data-dominant-color=\"72625d\" data-has-transparency=\"false\" data-lazy-srcset=\"https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Fungo-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-1024x768.webp 1024w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Fungo-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-300x225.webp 300w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Fungo-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-768x576.webp 768w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Fungo-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA.webp 1280w\" data-lazy-sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" data-lazy-src=\"https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Fungo-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-1024x768.webp\" data-ll-status=\"loaded\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-377605\" class=\"wp-caption-text\">Tipo de fungo orelha-de-pau || Foto Thiago Dias\/PIMENTA<\/figcaption><\/figure>\n<p>O PIMENTA se juntou \u00e0 segunda turma de visitantes da trilha Cordyceps, que foi inaugurada em 2024. O trajeto tem pouco mais de um quil\u00f4metro, mas \u00e9 feito vagarosamente, sob a orienta\u00e7\u00e3o de guias treinados para localizar e descrever as dezenas de esp\u00e9cies de cogumelos encontradas no percurso. A trilha Amanita fica no mesmo parque. Juntas, as duas trilhas j\u00e1 tiveram mais de 160 esp\u00e9cies de fungos catalogadas, segundo o professor Alexandre Lenz.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do PIMENTA e dos guias, o grupo da incurs\u00e3o incluiu dois seguran\u00e7as da empresa que administra o Parque e cinco visitantes. A busca pelos cogumelos foi minuciosa e bem-sucedida. No percurso, encontramos alguns exemplares do\u00a0<em>Cordyceps<\/em>\u00a0acoplados a insetos, sobretudo formigas.<\/p>\n<p>A trilha tamb\u00e9m \u00e9 um prato cheio para quem aprecia a culin\u00e1ria baseada no Reino Fungi. Com ajuda do cat\u00e1logo disponibilizado aos visitantes e com a experi\u00eancia dos guias, \u00e9 poss\u00edvel distinguir esp\u00e9cies comest\u00edveis.<\/p>\n<div class=\"g g-4\">\n<div class=\"g-single a-113\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<figure id=\"attachment_377604\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 351px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-377604\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-377604 not-transparent entered lazyloaded\" src=\"https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Fungo-zumbi-acoplado-a-uma-formiga-em-trilha-na-Serra-do-Conduru-em-Urucuca-Foto-PIMENTA-1-1024x780.webp\" alt=\"\" width=\"351\" height=\"267\" data-od-unknown-tag=\"\" data-od-xpath=\"\/HTML\/BODY\/MAIN[@id='content']\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[6][self::SECTION]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[2][self::ARTICLE]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::SECTION]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[4][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[21][self::FIGURE]\/*[1][self::IMG]\" data-dominant-color=\"97978a\" data-has-transparency=\"false\" data-lazy-src=\"https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Fungo-zumbi-acoplado-a-uma-formiga-em-trilha-na-Serra-do-Conduru-em-Urucuca-Foto-PIMENTA-1-1024x780.webp\" data-ll-status=\"loaded\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-377604\" class=\"wp-caption-text\">Fungo \u2018zumbi\u2019 acoplado a formiga na Serra do Conduru, em Uru\u00e7uca || Foto Thiago Dias\/PIMENTA<\/figcaption><\/figure>\n<p>A experi\u00eancia na trilha ajuda a dimensionar apenas uma fra\u00e7\u00e3o do imenso Reino Fungi. Um universo ainda pouco conhecido pela ci\u00eancia e quase invis\u00edvel para o grande p\u00fablico, apesar de seu potencial para enfrentar alguns dos principais problemas criados pelo pr\u00f3prio ser humano.<\/p>\n<p>\u201cA gente pode usar fungos para resolver, praticamente, qualquer problema que o homem criou at\u00e9 hoje\u201d, afirma Alexandre Lenz. Segundo o pesquisador, eles j\u00e1 s\u00e3o estudados e utilizados na degrada\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos, na limpeza de ambientes contaminados, no tratamento de \u00e1gua polu\u00edda, na produ\u00e7\u00e3o de embalagens recicl\u00e1veis, biocombust\u00edveis, medicamentos e alimentos. \u201cS\u00e3o v\u00e1rias alternativas utilizando os fungos, e a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o conhece\u201d.<\/p>\n<p>Esse desconhecimento tamb\u00e9m se expressou na institucionalidade. Durante d\u00e9cadas, os fungos ficaram \u00e0 margem das pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o. \u201cEles sempre foram muito negligenciados. Para voc\u00ea ter uma ideia, at\u00e9 2018 nenhum programa de conserva\u00e7\u00e3o previa a prote\u00e7\u00e3o dos fungos, apenas de flora e fauna\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>Foi nesse contexto que surgiu o termo\u00a0<em data-start=\"2491\" data-end=\"2498\">funga<\/em>, criado para colocar o Reino Fungi no mesmo patamar das plantas e dos animais nas estrat\u00e9gias de preserva\u00e7\u00e3o ambiental. \u201cEst\u00e1 tudo conectado. A floresta n\u00e3o fica de p\u00e9 sem fungos.\u201d<\/p>\n<p><strong>INTELIG\u00caNCIA EMERGENTE<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_377606\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 381px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-377606\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-377606 not-transparent entered lazyloaded\" src=\"https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Diversidade-de-especies-de-fungos-e-atrativo-de-micotrilha-na-Serra-do-Conduru-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-1024x768.webp\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Diversidade-de-especies-de-fungos-e-atrativo-de-micotrilha-na-Serra-do-Conduru-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-1024x768.webp 1024w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Diversidade-de-especies-de-fungos-e-atrativo-de-micotrilha-na-Serra-do-Conduru-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-300x225.webp 300w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Diversidade-de-especies-de-fungos-e-atrativo-de-micotrilha-na-Serra-do-Conduru-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-768x576.webp 768w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Diversidade-de-especies-de-fungos-e-atrativo-de-micotrilha-na-Serra-do-Conduru-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA.webp 1280w\" alt=\"\" width=\"381\" height=\"285\" data-od-unknown-tag=\"\" data-od-xpath=\"\/HTML\/BODY\/MAIN[@id='content']\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[6][self::SECTION]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[2][self::ARTICLE]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::SECTION]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[4][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[27][self::FIGURE]\/*[1][self::IMG]\" data-dominant-color=\"787d63\" data-has-transparency=\"false\" data-lazy-srcset=\"https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Diversidade-de-especies-de-fungos-e-atrativo-de-micotrilha-na-Serra-do-Conduru-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-1024x768.webp 1024w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Diversidade-de-especies-de-fungos-e-atrativo-de-micotrilha-na-Serra-do-Conduru-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-300x225.webp 300w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Diversidade-de-especies-de-fungos-e-atrativo-de-micotrilha-na-Serra-do-Conduru-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-768x576.webp 768w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Diversidade-de-especies-de-fungos-e-atrativo-de-micotrilha-na-Serra-do-Conduru-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA.webp 1280w\" data-lazy-sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" data-lazy-src=\"https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Diversidade-de-especies-de-fungos-e-atrativo-de-micotrilha-na-Serra-do-Conduru-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-1024x768.webp\" data-ll-status=\"loaded\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-377606\" class=\"wp-caption-text\">Diversidade de esp\u00e9cies \u00e9 atrativo de micotrilha na Serra do Conduru || Foto Thiago Dias\/PIMENTA<\/figcaption><\/figure>\n<p>A conex\u00e3o entre as diversas formas de vida vai al\u00e9m do vis\u00edvel. Cerca de 90% das \u00e1rvores dependem de fungos associados \u00e0s ra\u00edzes para sobreviver. S\u00e3o as micorrizas, respons\u00e1veis por formar uma vasta rede subterr\u00e2nea que permite a troca de nutrientes e sinais qu\u00edmicos entre as plantas, descreve Alexandre Lenz. \u201cSe uma \u00e1rvore \u00e9 infectada por um pat\u00f3geno, ela consegue avisar \u00e0s outras \u00e1rvores por meio da rede dos fungos\u201d.<\/p>\n<p>Estudos conduzidos em universidades da Europa e da Am\u00e9rica do Norte j\u00e1 demonstraram esse tipo de comunica\u00e7\u00e3o, que vem sendo descrita por pesquisadores como uma forma de intelig\u00eancia distribu\u00edda da floresta.<\/p>\n<p>O conceito de intelig\u00eancia, nesse caso, n\u00e3o se refere a uma consci\u00eancia individual, como estamos acostumados a pensar, mas \u00e0 capacidade da de armazenar informa\u00e7\u00f5es, responder a est\u00edmulos e tomar decis\u00f5es coletivas em favor da autopreserva\u00e7\u00e3o do sistema. \u201cEstamos falando de mem\u00f3ria e tomada de decis\u00e3o. Uma rede que abrange uma floresta inteira pode ter muito mais conex\u00f5es do que um c\u00e9rebro humano\u201d, constata o pesquisador.<\/p>\n<p>Demonstrar isso em grande escala ainda \u00e9 um desafio cient\u00edfico. \u201c\u00c9 algo extremamente complexo de avaliar, mas pequenos estudos indicam que essa intelig\u00eancia distribu\u00edda pode existir\u201d, afirma. Essa perspectiva, segundo ele, desloca a forma como a humanidade se v\u00ea em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente. \u00c9 a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio ecol\u00f3gico: \u201cSe todos os seres est\u00e3o conectados e um depende do outro, eliminar alguns vai desequilibrar tudo\u201d.<\/p>\n<p><strong>FLORESTA EM P\u00c9<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_377607\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 364px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-377607\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-377607 not-transparent entered lazyloaded\" src=\"https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/A-beleza-e-o-valor-da-floresta-viva-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-768x1024.webp\" sizes=\"auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px\" srcset=\"https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/A-beleza-e-o-valor-da-floresta-viva-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-768x1024.webp 768w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/A-beleza-e-o-valor-da-floresta-viva-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-225x300.webp 225w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/A-beleza-e-o-valor-da-floresta-viva-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA.webp 960w\" alt=\"\" width=\"364\" height=\"485\" data-od-unknown-tag=\"\" data-od-xpath=\"\/HTML\/BODY\/MAIN[@id='content']\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[6][self::SECTION]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[2][self::ARTICLE]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::SECTION]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[4][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[33][self::FIGURE]\/*[1][self::IMG]\" data-dominant-color=\"565f44\" data-has-transparency=\"false\" data-lazy-srcset=\"https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/A-beleza-e-o-valor-da-floresta-viva-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-768x1024.webp 768w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/A-beleza-e-o-valor-da-floresta-viva-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-225x300.webp 225w, https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/A-beleza-e-o-valor-da-floresta-viva-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA.webp 960w\" data-lazy-sizes=\"auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px\" data-lazy-src=\"https:\/\/pimenta.blog.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/A-beleza-e-o-valor-da-floresta-viva-Foto-Thiago-Dias-PIMENTA-768x1024.webp\" data-ll-status=\"loaded\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-377607\" class=\"wp-caption-text\">Trilha mostra beleza \u2013 e valor \u2013 da floresta viva || Foto Thiago Dias\/PIMENTA<\/figcaption><\/figure>\n<p>No Parque Estadual da Serra do Conduru, o turismo cient\u00edfico pode ajudar a difundir essa perspectiva sobre a Casa Comum. \u201cHoje, a maioria da popula\u00e7\u00e3o nem sabe que o parque existe\u201d, pondera Lenz. A expectativa \u00e9 que atividades de baixo impacto, como as micotrilhas, tragam visibilidade a um dos trechos mais preservados da Mata Atl\u00e2ntica, um dos biomas mais biodiversos do planeta.<\/p>\n<p>Os resultados cient\u00edficos refor\u00e7am a singularidade da \u00e1rea. Nos parques da Chapada Diamantina e da Serra do Conduru, a equipe j\u00e1 coletou 266 esp\u00e9cies de fungos. Cem delas tiveram o DNA sequenciado. Desse total, 62 ainda n\u00e3o puderam ser identificadas. \u201cH\u00e1 uma grande chance de serem esp\u00e9cies novas para a ci\u00eancia\u201d, especula Alexandre Lenz.<\/p>\n<p>Um dos exemplos \u00e9 o cogumelo que d\u00e1 nome \u00e0 trilha Amanita, encontrado at\u00e9 hoje apenas naquele trecho do Parque. \u201cO fato de ocorrer somente ali nos deixa atentos, porque pode ser uma esp\u00e9cie end\u00eamica e sob risco de extin\u00e7\u00e3o\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Entre o que j\u00e1 se conhece e o que ainda permanece oculto no solo da floresta, as micotrilhas revelam um reino silencioso, fundamental para a vida na Terra \u2014 e que come\u00e7a, pouco a pouco, a sair da invisibilidade.<\/p>\n<p><strong>QUER CONHECER?<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 do pr\u00f3ximo domingo (28), o projeto Micotrilhas receber\u00e1 nova turma de visitantes na Serra do Conduru. Interessados podem agendar participa\u00e7\u00e3o pelo telefone\/WhatsApp (73) 99920-3331. Pela BA-001, no trecho Ilh\u00e9us-Itacar\u00e9, o acesso ao parque fica em Serra Grande, distrito litor\u00e2neo de Uru\u00e7uca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Thiago Dias A hist\u00f3ria da s\u00e9rie\u00a0O \u00daltimo de N\u00f3s\u00a0(The Last of Us)\u00a0come\u00e7a em 1968, num programa de TV. Diante do audit\u00f3rio e das c\u00e2meras, o apresentador interage com dois epidemiologistas. O primeiro especialista fala sobre os danos que uma pandemia viral poderia causar. 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