{"id":18236,"date":"2026-07-08T09:15:24","date_gmt":"2026-07-08T12:15:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/?p=18236"},"modified":"2026-07-07T11:17:47","modified_gmt":"2026-07-07T14:17:47","slug":"apogeu-e-declinio-da-producao-de-cacau-na-bahia-ao-longo-dos-ultimos-cinquenta-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/2026\/07\/08\/apogeu-e-declinio-da-producao-de-cacau-na-bahia-ao-longo-dos-ultimos-cinquenta-anos\/","title":{"rendered":"Apogeu e decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o de cacau na Bahia ao longo dos \u00faltimos cinquenta anos"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Givaldo Ferreira Couto<\/p>\n<figure id=\"attachment_15969\" aria-describedby=\"caption-attachment-15969\" style=\"width: 288px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-15969\" src=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/PHOTO-2026-03-03-12-34-37-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"288\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/PHOTO-2026-03-03-12-34-37-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/PHOTO-2026-03-03-12-34-37-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/PHOTO-2026-03-03-12-34-37.jpg 675w\" sizes=\"(max-width: 288px) 100vw, 288px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-15969\" class=\"wp-caption-text\">Givaldo Ferreira Couto<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao longo de cinco d\u00e9cadas, entre 1974 e 2024, a produ\u00e7\u00e3o de cacau apresentou diferentes taxas de crescimento nos oito territ\u00f3rios produtores que se estendem do Rec\u00f4ncavo Baiano a Medeiros Neto, no extremo sul da Bahia.<\/p>\n<p>Depois de introduzido em Canavieiras h\u00e1 280 anos, o cacau foi semeado em outros espa\u00e7os rurais do sul da Bahia, que ao longo da hist\u00f3ria foram emancipados, como Ilh\u00e9us e Uru\u00e7uca que tornaram-se grandes produtores da commodity. \u00a0A fronteira agr\u00edcola da cultura do cacau avan\u00e7ou ao longo do litoral no bioma Mata Atl\u00e2ntica, ocupando, hoje, uma \u00e1rea de aproximadamente 430.000 hectares com 69.000 estabelecimentos rurais pertencentes a milhares de posseiros e propriet\u00e1rios.<\/p>\n<p>Paralelamente a cultura da soja, introduzida no oeste da Bahia na d\u00e9cada de 1970 e com forte expans\u00e3o agr\u00edcola a partir da segunda metade dos anos 1980, ocupa uma \u00e1rea aproximada de 1,5 milh\u00e3o de hectares, apresentando valor de produ\u00e7\u00e3o superior a 14 bilh\u00f5es de reais em 2024. Contudo, essa riqueza encontra-se concentrada em menos de mil estabelecimentos rurais, de acordo com o \u00faltimo Censo Agropecu\u00e1rio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Portanto, \u00a0a cacauicultura revela-se de elevada import\u00e2ncia social, por gerar maior n\u00famero de empregos e promover a distribui\u00e7\u00e3o de renda em, aproximadamente, setenta mil propriedades rurais. Apesar da sojicultura se destacar com o maior valor econ\u00f4mico da produ\u00e7\u00e3o, na Bahia, a cacauicultura sobressai por sua import\u00e2ncia socioecon\u00f4mica e pela ampla participa\u00e7\u00e3o de produtores rurais da agricultura familiar na sua cadeia produtiva.<\/p>\n<p>Historicamente, a produ\u00e7\u00e3o de cacau cresceu em alguns munic\u00edpios que atualmente integram os Territ\u00f3rios de Identidade da Bahia, enquanto em outros a produ\u00e7\u00e3o foi reduzida em decorr\u00eancia de fatores como o semiabandono de propriedades, redu\u00e7\u00e3o da produtividade dos cacaueiros consorciados com \u00e1rvores da mata atl\u00e2ntica, concorrentes em luminosidade e nutrientes, e com baixa densidade de plantas por hectare. Esse conjunto de fatores contribui para que a regi\u00e3o apresente rendimento m\u00e9dio de aproximadamente 16 arrobas por hectare, evidenciando a menor produtividade da cacauicultura brasileira.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os demais setores da economia: com\u00e9rcio, servi\u00e7os e ind\u00fastria, especialmente nos munic\u00edpios de Ilh\u00e9us e Itabuna, serviram de alternativas econ\u00f4micas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, contribuindo para a redu\u00e7\u00e3o dos investimentos no setor prim\u00e1rio. Paralelamente, a migra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o rural para os centros urbanos elevou o \u00edndice de urbaniza\u00e7\u00e3o do Litoral Sul para 82%, percentual superior \u00e0 m\u00e9dia da Bahia (76%) e bem superior ao \u00edndice de\u00a0 urbaniza\u00e7\u00e3o \u00a0registrado no Baixo Sul (47%).<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos cinquenta anos, com base nos dados da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola publicados na plataforma IPEAData, observa-se crescimento da produ\u00e7\u00e3o de cacau em alguns dos atuais Territ\u00f3rios de Identidade da Bahia, com destaque para o Baixo Sul e o Vale do Jiquiri\u00e7\u00e1, conforme a Tabela 1. No Baixo Sul houve um incremento de 34.889 toneladas de cacau em rela\u00e7\u00e3o a 1974, enquanto o Litoral Sul apresentou redu\u00e7\u00e3o de 57.647 toneladas no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p><strong>Tabela 1<\/strong> \u2013 Produ\u00e7\u00e3o de cacau nos Territ\u00f3rios de Identidade da Bahia em 1974, 2004 e 2024<\/p>\n<table width=\"605\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"30\">&nbsp;<\/td>\n<td width=\"220\">Territ\u00f3rios de Identidade<\/td>\n<td width=\"123\">Produ\u00e7\u00e3o (t)\u00a0 1974<\/td>\n<td width=\"109\">Produ\u00e7\u00e3o (t)<\/p>\n<p>2004<\/td>\n<td width=\"122\">Produ\u00e7\u00e3o (t)<\/p>\n<p>2024<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"30\">01<\/td>\n<td width=\"220\">Baixo Sul<\/td>\n<td width=\"123\">13.005<\/td>\n<td width=\"109\">26.243<\/td>\n<td width=\"122\">47.844<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"30\">02<\/td>\n<td width=\"220\">Litoral Sul<\/td>\n<td width=\"123\">99.528<\/td>\n<td width=\"109\">42.414<\/td>\n<td width=\"122\">41.881<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"30\">03<\/td>\n<td width=\"220\">Vale do Jiquiri\u00e7\u00e1<\/td>\n<td width=\"123\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 724<\/td>\n<td width=\"109\">\u00a0\u00a0 4.739<\/td>\n<td width=\"122\">10.634<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"30\">04<\/td>\n<td width=\"220\">M\u00e9dio Rio de Contas<\/td>\n<td width=\"123\">18.080<\/td>\n<td width=\"109\">\u00a0 40.673<\/td>\n<td width=\"122\">\u00a0 23.975<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"30\"><strong>05<\/strong><\/td>\n<td width=\"220\">M\u00e9dio Sudoeste da Bahia<\/td>\n<td width=\"123\">\u00a04.905<\/td>\n<td width=\"109\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 3.838<\/td>\n<td width=\"122\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a01.375<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"30\">06<\/td>\n<td width=\"220\">Costa do Descobrimento<\/td>\n<td width=\"123\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 10.642<\/td>\n<td width=\"109\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 9.005<\/td>\n<td width=\"122\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a06.859<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"30\">07<\/td>\n<td width=\"220\">Extremo Sul<\/td>\n<td width=\"123\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 4.742<\/td>\n<td width=\"109\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 7.862<\/td>\n<td width=\"122\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a03.068<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"30\">08<\/td>\n<td width=\"220\">Rec\u00f4ncavo<\/td>\n<td width=\"123\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 44<\/td>\n<td width=\"109\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 569<\/td>\n<td width=\"122\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 940<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Fonte: Elabora\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria com base em dados do IPEAData.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Diferente da regi\u00e3o tradicional, onde a cacauicultura se consolidou entre os s\u00e9culos XVIII e XIX, a expans\u00e3o da cultura em muitos munic\u00edpios dos Territ\u00f3rios de Identidade do Baixo Sul e\u00a0 Vale do Jiquiri\u00e7\u00e1 ocorreu, principalmente, a partir da d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n<p>Per\u00edodo em que a infraestrutura da BR 101 e estradas vicinais facilitaram\u00a0 a circula\u00e7\u00e3o de material bot\u00e2nico, sementes hibridas, mudas de cacau, insumos agr\u00edcolas e escoamento da produ\u00e7\u00e3o, enquanto no passado remoto a log\u00edstica dependia do transporte fluvial, mar\u00edtimo e, tamb\u00e9m, da utiliza\u00e7\u00e3o de tropas de animais de carga.<\/p>\n<p>Outro fator importante para a expans\u00e3o da cacauicultura foi a instala\u00e7\u00e3o de escrit\u00f3rios da Comiss\u00e3o Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), quando os produtores passaram a ter acesso \u00e0 assist\u00eancia t\u00e9cnica, aos servi\u00e7os de extens\u00e3o rural, e \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de \u00a0projetos para obten\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito rural. Essas a\u00e7\u00f5es favoreceram a ado\u00e7\u00e3o de tecnologias e de pr\u00e1ticas mais eficientes na cadeia produtiva do cacau, estimulando a expans\u00e3o dos plantios e o aumento da produ\u00e7\u00e3o da commodity.<\/p>\n<p>Em 1974, os 26 munic\u00edpios que hoje integram o Litoral Sul da Bahia produziram aproximadamente 100 mil toneladas de cacau, volume equivalente a cerca de 65% da produ\u00e7\u00e3o estadual, conforme a Tabela 1. No ano seguinte, 1975, a Bahia alcan\u00e7ou a produ\u00e7\u00e3o de 271.788 toneladas de am\u00eandoas de cacau que em 2024 foi reduzido para 137.028 toneladas, representando uma queda de 134.760 toneladas ao longo de cinquenta anos.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o Estado do Par\u00e1 ampliou sua produ\u00e7\u00e3o de 1.772 toneladas, em 1974, para 137.455 toneladas em 2024, registrando um crescimento de 135.683 toneladas. Esses dados evidenciam que, enquanto a Bahia perdeu a hegemonia de maior produtor mundial de cacau, o Par\u00e1 consolidou-se como o principal produtor brasileiro.<\/p>\n<p>No auge da cacauicultura o Brasil manteve-se na lideran\u00e7a da produ\u00e7\u00e3o mundial da commodity at\u00e9 1975, segundo o banco de dados FAOSTAT, da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO). Nesse contexto, o Litoral Sul da Bahia destacava-se como uma das mais importantes regi\u00f5es\u00a0 produtoras de cacau do mundo. Em 1975, os 26 munic\u00edpios que atualmente comp\u00f5em essa regi\u00e3o produziram 173.942 toneladas de cacau, volume equivalente a 75% das 231.136 toneladas \u00a0produzidas na Costa do Marfim naquele mesmo ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Valen\u00e7a, junho de 2026<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS (FAO).<\/strong> <em>FAOSTAT<\/em>. Roma, 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.fao.org\/faostat\/\">https:\/\/www.fao.org\/faostat\/<\/a>. Acesso em: 20 jun. 2026.<\/p>\n<p><strong>INSTITUTO DE PESQUISA ECON\u00d4MICA APLICADA (IPEA).<\/strong> <em>IPEAData<\/em>. Bras\u00edlia, DF. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ipeadata.gov.br\/\">https:\/\/www.ipeadata.gov.br\/<\/a>. Acesso em: 15 jun. 2026.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Givaldo Ferreira Couto Ao longo de cinco d\u00e9cadas, entre 1974 e 2024, a produ\u00e7\u00e3o de cacau apresentou diferentes taxas de crescimento nos oito territ\u00f3rios produtores que se estendem do Rec\u00f4ncavo Baiano a Medeiros Neto, no extremo sul da Bahia. 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