{"id":18747,"date":"2026-07-30T16:30:19","date_gmt":"2026-07-30T19:30:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/?p=18747"},"modified":"2026-07-30T14:38:08","modified_gmt":"2026-07-30T17:38:08","slug":"a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/2026\/07\/30\/a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta\/","title":{"rendered":"A formiga tem perna mais curta onde h\u00e1 mais floresta"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\" style=\"text-align: right;\"><strong><em>por Pavel Dodonov para o Blog InfloresCi\u00eancia<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Esse texto fala sobre o artigo \u201c<a href=\"https:\/\/periodicos.uefs.br\/index.php\/sociobiology\/article\/view\/12407\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Effects of Habitat Amount and Configuration on Ant Functional traits in a Neotropical Rainforest<\/a>\u201d (\u201cEfeitos da Quantidade e Configura\u00e7\u00e3o de Habitat sobre Tra\u00e7oes Funcionais de Formigas em uma Floresta \u00damida Neotropical\u201d), da autoria de Bianca Caitano e com participa\u00e7\u00e3o do professor do IBIO Pavel Dodonov, o qual coorientou o trabalho que deu origem a essa pesquisa. O trabalho foi publicado em julho de 2026 na revista Sociobiology e\u00a0<a href=\"https:\/\/periodicos.uefs.br\/index.php\/sociobiology\/article\/view\/12407\">pode ser acessado clicando aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tenho quase certeza de que voc\u00ea viu uma formiga hoje. E se n\u00e3o viu hoje, com certeza viu nos \u00faltimos dias. Talvez voc\u00ea nem tenha reparado nela, mas ela estava l\u00e1 \u2013 talvez na pra\u00e7a onde voc\u00ea passeia com sua cachorrinha, ou no asfalto do seu ponto de \u00f4nibus, ou dentro da sua casa querendo comer a sua comida. Elas est\u00e3o em muitos lugares, e s\u00e3o t\u00e3o comuns que talvez nem prestemos mais aten\u00e7\u00e3o nelas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas nem todas as formigas s\u00e3o iguais! S\u00f3 na Bahia, estima-se que temos cerca de mil esp\u00e9cies de formigas, tr\u00eas mil no Brasil e 23 mil no mundo (cerca de 15 mil est\u00e3o descritas)! E com esse enorme n\u00famero de esp\u00e9cies, \u00e9 de se esperar que elas tamb\u00e9m variem muito entre si \u2013 o que de fato acontece! Assim, por exemplo, em termos de tamanho, temos\u00a0<a href=\"https:\/\/howitsee.com\/smallest-ants\/\">desde as min\u00fasculas\u00a0<em>Carebara<\/em>, com menos de 1 mm, e as um pouquinho maiores\u00a0<em>Solenopsis<\/em>, com 1 a 4 mm<\/a>, at\u00e9 a\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/campinas-regiao\/terra-da-gente\/noticia\/2024\/01\/03\/maior-formiga-operaria-do-mundo-ocorre-no-brasil-e-possui-picada-potente-e-dolorosa.ghtml\">Formiga-Gigante-da-Mata-Atl\u00e2ntica,\u00a0<em>Dinoponera lucida<\/em>, chegando a 3 cm de comprimento<\/a>\u00a0\u2013 uma verdadeira gigante entre as formigas!<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As formigas tamb\u00e9m realizam diversas fun\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas, com grande import\u00e2ncia, por exemplo, para a ciclagem de nutrientes nas florestas, processo pelo qual os nutrientes voltam ao solo e ficam dispon\u00edveis para as plantas. As famosas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-publicacoes\/-\/publicacao\/956104\/formigas-cultivadoras-de-fungos-estado-da-arte-e-direcionamento-para-pesquisas-futuras\">formigas-cortadeira, tamb\u00e9m chamadas de sa\u00favas, pertencentes aos g\u00eaneros\u00a0<em>Atta\u00a0<\/em>e\u00a0<em>Acromyrmex<\/em><\/a>, fazem sua parte nesta ciclagem atrav\u00e9s de seus ninhos, ou formigueiros, que ficam no solo. Essas formigas-cortadeiras cortam peda\u00e7os de plantas, as levam para seus formigueiros, e se alimentam de fungos que crescem sobre as folhas. Assim, elas transportam material org\u00e2nico pelo solo e as galerias de seus ninhos tamb\u00e9m deixam o solo mais ventilado.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas outras esp\u00e9cies, por exemplo algumas do g\u00eanero\u00a0<em>Camponotus<\/em>, instalam seus ninhos em qualquer cavidade no ch\u00e3o ou nas plantas, ou ainda constroem uma estrutura embaixo de folhas ou na extremidade de galhos. Essas formigas se alimentam de l\u00edquidos, inclusive n\u00e9ctar de flores e de secre\u00e7\u00f5es de pulg\u00f5es e cochonilhas; e formigas arbor\u00edcolas de diversos g\u00eaneros que se alimentam de l\u00edquidos, mas que s\u00e3o tamb\u00e9m oportunamente predadoras, tamb\u00e9m protegem a planta em que vivem de outros insetos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem formigas predadoras, que se alimentam de outros insetos e at\u00e9 de animais maiores. Existem formigas que vivem em climas mais frios e outras que vivem em climas mais quentes. Existem formigas que conseguem fazer seus ninhos at\u00e9 mesmo dentro de um ba\u00fa de madeira dentro de uma casa (como j\u00e1 aconteceu com o autor deste texto), enquanto outras s\u00f3 vivem em florestas bem preservadas. Enfim, acho que deu pra ter uma no\u00e7\u00e3o da diversidade de formigas e da diversidade de fun\u00e7\u00f5es que elas desempenham, n\u00e9?<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large wp-duotone-unset-4\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Uma formiga da esp\u00e9cie\u00a0<\/em>Ectatomma tuberculatum<em>\u00a0carregando uma gota de n\u00e9ctar. Formigas desta esp\u00e9cie podem se associar com pulg\u00f5es que secretam n\u00e9ctar, e assim essas formigas tamb\u00e9m os protegem. Foto por Paulo Robson de Souza,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.inaturalist.org\/photos\/113053500\">disp\u00f3n\u00edvel no iNaturalist<\/a>.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pois bem, nesse trabalho, um dos frutos da tese de doutorado de Bianca Caitano, n\u00f3s investigamos como o desmatamento pode afetar essa diversidade de formas e tamanhos que as formigas t\u00eam. Afinal, o desmatamento \u00e9 uma das principais amea\u00e7as \u00e0 biodiversidade e aos processos ecol\u00f3gicos, e as formigas, como acabamos de ver, s\u00e3o um grupo extremamente importante!<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 que ao inv\u00e9s de ver como a diversidade de esp\u00e9cies de fomigas \u00e9 afetada pelo desmatamento, decidimos ver como a morfologia delas muda. Em vinte fragmentos florestais distribu\u00eddos pelo Sul da Bahia, e que j\u00e1 foram e continuam sendo estudados em diversas pesquisas pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www.appliedecologylab.org\/research-projects\">Rede SISBIOTA<\/a>, foram amostradas formigas em ramos de arbustos e \u00e1rvores e tamb\u00e9m formigas que ocorrem no solo e no folhi\u00e7o; isso tamb\u00e9m fez parte da pesquisa de doutorado de \u00cdcaro Menezes, um dos coautores do artigo. Ent\u00e3o, em laborat\u00f3rio, as formigas foram identificadas \u2013 resultando em um total de 123 esp\u00e9cies, pertencentes a oito subfam\u00edlias. E depois das identifica\u00e7\u00f5es, Bianca mediu, com o aux\u00edlio de um estereomicrosc\u00f3pio (que \u00e9 como se fosse um microsc\u00f3pio, mas com um aumento menor, apropriado para ver pequenos invertebrados), algumas caracter\u00edsticas de alguns indiv\u00edduos de cada esp\u00e9cie de formiga.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando se faz uma pesquisa cient\u00edfica, podemos querer medir o m\u00e1ximo de coisas poss\u00edveis para ver quais resultados obteremos com isso, mais ou menos como se estiv\u00e9ssemos colocando evid\u00eancias em um balde e gerando conhecimento cient\u00edfico a partir disso. Em alguns casos isso funciona; em outros isso pode gerar evid\u00eancias esp\u00farias, que n\u00e3o representam a realidade, simplesmente por termos coletado uma quantidade muito grande de informa\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, muitas vezes \u00e9 mais interessante primeiro definirmos exatamente o que queremos medir, partindo de conhecimento pr\u00e9vio sobre o assunto, e s\u00f3 depois medirmos essas vari\u00e1veis \u2013 como se estiv\u00e9ssemos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cambridge.org\/core\/services\/aop-cambridge-core\/content\/view\/6540CF2D0F83406042BA112F6376DCBA\/S1635792211001011a.pdf\/bucket_and_the_searchlight_formulating_and_testing_risk_hypotheses_about_the_weediness_and_invasiveness_potential_of_transgenic_crops.pdf\">apontando uma lanterna<\/a>\u00a0na dire\u00e7\u00e3o que escolhemos previamente. E foi exatamente isso que foi feito nessa pesquisa!<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, demos \u00eanfase em quatro caracter\u00edsticas das formigas. A primeira foi o tamanho das suas antenas: formigas se orientam e se comunicam primariamente por sinais qu\u00edmicos, percebidos por suas antenas, de modo que ter antenas maiores pode ser vantajoso em ambientes com uma estrutura tridimensional mais complexa, tais como frequentemente ocorre nas bordas das florestas. A segunda foi o tamanho das mand\u00edbulas: esp\u00e9cies predadoras normalmente t\u00eam mand\u00edbulas maiores, e assim seria esperado que as maiores mand\u00edbulas seriam observadas nas formigas em paisagens mais preservadas, com mais florestas e portanto mais presas para para essas formigas. Por outro lado, formigas que consomem alimentos l\u00edquidos, tais como o n\u00e9ctar produzido por algumas plantas e por alguns pulg\u00f5es, usam uma outra estrutura, chamada cl\u00edpeo \u2013 assim, era esperado que as formigas em locais com muitas plantas que produzem n\u00e9ctar, tais como as bordas das florestas, tivessem cl\u00edpeos maiores. E finalmente, foi medido o tamanho das pernas das formigas (especificamente da parte da perna chamada de f\u00eamur), esperando encontrar formigas maiores em paisagens mais desmatadas, j\u00e1 que essas paisagens costumam ser mais quentes, e formigas com pernas maiores s\u00e3o mais resistentes ao calor.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large wp-duotone-unset-5\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-649 aligncenter\" src=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/tracos-1.png?w=611\" sizes=\"(max-width: 611px) 100vw, 611px\" srcset=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/tracos-1.png 611w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/tracos-1.png?w=92 92w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/tracos-1.png?w=184 184w\" alt=\"\" width=\"222\" height=\"363\" data-attachment-id=\"649\" data-permalink=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/2026\/07\/30\/a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta\/tracos-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/tracos-1.png\" data-orig-size=\"611,998\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"tracos\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/tracos-1.png?w=611\" \/><\/figure>\n<p><em>Esquema das caracter\u00edsticas das formigas que foram avaliadas nesse estudo: escapo antenal em verde, cl\u00edpeo em laranja, mand\u00edbulas em roxo, e f\u00eamur em rosa.<\/em><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, resumindo, era esperado que em paisagens mais desmatadas as formigas tivessem pernas maiores, antenas maiores, cl\u00edpeos maiores, e mand\u00edbulas menores. E, em linhas gerais, foi exatamente isso que aconteceu!<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com rela\u00e7\u00e3o ao desmatamento, existem v\u00e1rias formas de medi-lo. Neste estudo, duas medidas foram usadas: a quantidade de floresta remanescente e a quantidade de bordas entre florestas e ambientes antropizados, como pastagens e planta\u00e7\u00f5es. Em paisagens com mais bordas, e portanto mais sujeitas aos\u00a0<a href=\"https:\/\/anotherecoblog.wordpress.com\/2023\/03\/23\/efeitos-de-borda-fantasticos-e-como-encontra-los-ou-nao\/comment-page-1\/\">efeitos de borda<\/a>, as formigas realmente tiveram pernas maiores, antenas maiores, e cl\u00edpeos maiores \u2013 como era esperado. J\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o com a quantidade de floresta foi mais complexo. Assim, em uma das regi\u00f5es estudadas, o tamanho das mand\u00edbulas variou pouco com a quantidade de floresta remanescente, mas na outra regi\u00e3o foi maior em locais com\u00a0<strong>menos<\/strong>\u00a0floresta \u2013 exatamente o contr\u00e1rio do que era esperado! Isso pode se dever ao fato de que nessa regi\u00e3o h\u00e1 muitas agroflorestas de cacau, as chamadas cabrucas, nas quais parece haver ainda muitas presas para as formigas predadores. O tamanho do cl\u00edpeo, por sua vez, foi maior em locais com uma quantidade intermedi\u00e1ria de floresta.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, o estudo mostra que o desmatamento afeta sim as caracter\u00edsticas das formigas em fragmentos florestais, favorecendo esp\u00e9cies com determinadas caracter\u00edsticas \u2013 tais como pernas maiores e antenas maiores \u2013 em detrimento de outras. E tamb\u00e9m esse \u00e9 um bom exemplo em que bom conhecimento sobre a hist\u00f3ria natural do grupo estudado resultou em boas perguntas cient\u00edficas e respostas elegantes a elas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/periodicos.uefs.br\/index.php\/sociobiology\/article\/view\/12407\">Se quiser ler o artigo, clique aqui<\/a>!<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sobre os autores<\/h2>\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-79fb870f wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bianca Caitano<\/strong>\u00a0\u00e9 Doutora e Mestra em Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Atualmente \u00e9 coordenadora t\u00e9cnica na Reserva Biol\u00f3gica da Mata Escura dentro do acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica Vale S.A e ICMBio, desenvolvendo trabalhos de monitoramento com mam\u00edferos e aves e tamb\u00e9m projetos de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental. Sua trajet\u00f3ria de pesquisa concentra-se em compreender os efeitos de dist\u00farbios antr\u00f3picos sobre a biodiversidade, com \u00eanfase em processos decorrentes de fragmenta\u00e7\u00e3o, perda de habitat e efeitos do fogo em florestas tropicais \u00famidas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large wp-duotone-unset-6\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-653 aligncenter\" src=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_biancacaitano.jpg?w=642\" sizes=\"(max-width: 642px) 100vw, 642px\" srcset=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_biancacaitano.jpg 642w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_biancacaitano.jpg?w=119 119w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_biancacaitano.jpg?w=239 239w\" alt=\"\" width=\"271\" height=\"340\" data-attachment-id=\"653\" data-permalink=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/2026\/07\/30\/a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta\/cientista_biancacaitano\/\" data-orig-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_biancacaitano.jpg\" data-orig-size=\"642,807\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"cientista_BiancaCaitano\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_biancacaitano.jpg?w=642\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-79fb870f wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pavel Dodonov<\/strong>\u00a0\u00e9 professor do Instituto de Biologia da UFBA, tendo feito seu Mestrado e Doutorado em Ecologia e Recursos Naturais na UFSCar (S\u00e3o Carlos, SP) e seu P\u00f3s-Doutorado em Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade na UESC (Ilh\u00e9us, BA). Ministra disciplinas de Estat\u00edstica para Biologia e de Ecologia em cursos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Suas linhas de pesquisa abordam principalmente os impactos de a\u00e7\u00f5es antr\u00f3picas em ecossistemas naturais. Tamb\u00e9m desenvolve projetos de extens\u00e3o em divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large wp-duotone-unset-7\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-656 aligncenter\" src=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_paveldodonov_formigas.jpg?w=377\" sizes=\"auto, (max-width: 377px) 100vw, 377px\" srcset=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_paveldodonov_formigas.jpg 377w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_paveldodonov_formigas.jpg?w=100 100w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_paveldodonov_formigas.jpg?w=201 201w\" alt=\"\" width=\"246\" height=\"367\" data-attachment-id=\"656\" data-permalink=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/2026\/07\/30\/a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta\/cientista_paveldodonov_formigas\/\" data-orig-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_paveldodonov_formigas.jpg\" data-orig-size=\"377,563\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"cientista_PavelDodonov_formigas\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_paveldodonov_formigas.jpg?w=377\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-79fb870f wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00cdcaro Menezes\u00a0<\/strong>\u00e9 Mestre e Doutor em Ecologia Aplicada \u00e0 Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Ilh\u00e9us, BA). Atua na \u00e1rea de pesquisa com Ecologia de Paisagens e Ornitofauna associada. Tamb\u00e9m atuou na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, especificamente no ensino fundamental (6\u00aa e 7\u00aa s\u00e9rie). Atualmente \u00e9 Bi\u00f3logo Ornit\u00f3logo Anilhador S\u00eanior cadastrado no CEMAVE\/ICMBio, especialista em Fauna pelo Senai Cimatec e Micro Empreendedor Individual (MEI), realizando cursos capacitativos, presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os na \u00e1rea de Meio Ambiente e Consultoria Ambiental.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large wp-duotone-unset-8\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-658 aligncenter\" src=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg?w=754\" sizes=\"auto, (max-width: 754px) 100vw, 754px\" srcset=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg?w=754 754w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg?w=110 110w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg?w=221 221w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg?w=768 768w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg 868w\" alt=\"\" width=\"298\" height=\"404\" data-attachment-id=\"658\" data-permalink=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/2026\/07\/30\/a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta\/cientista_icaromenezes\/\" data-orig-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg\" data-orig-size=\"868,1179\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;4&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;Canon EOS 5D Mark III&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1511028687&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;35&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;2500&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.008&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"cientista_IcaroMenezes\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg?w=754\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-79fb870f wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Deborah Fariah<\/strong>\u00a0\u00e9 Doutora em Ecologia, Professora Plena da Universidade Estaudal de Santa Cruz (Ilh\u00e9us, BA) e coordenadora do Laborat\u00f3rio de Ecologia Aplicada \u00e0 Conserva\u00e7\u00e3o (LEAC). Sua pesquisa concentra-se em entender a biodiversidade e os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos na paisagem cacaueira, os impactos antr\u00f3picos e, mais recentemente, em como este relevante capital natural pode alavancar o desenvolvimento sustent\u00e1vel deste territ\u00f3rio.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large wp-duotone-unset-9\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-660 aligncenter\" src=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_deborahfaria.jpeg?w=816\" sizes=\"auto, (max-width: 816px) 100vw, 816px\" srcset=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_deborahfaria.jpeg 816w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_deborahfaria.jpeg?w=150 150w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_deborahfaria.jpeg?w=300 300w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_deborahfaria.jpeg?w=768 768w\" alt=\"\" width=\"288\" height=\"286\" data-attachment-id=\"660\" data-permalink=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/2026\/07\/30\/a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta\/cientista_deborahfaria\/\" data-orig-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_deborahfaria.jpeg\" data-orig-size=\"816,810\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"cientista_DeborahFaria\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_deborahfaria.jpeg?w=816\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-79fb870f wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Jacques Hubert Charles Delabie<\/strong>\u00a0\u00e9 graduado em biologia pelas Universit\u00e9 Montpellier II e Universit\u00e9 Paris XI (Paris-Sud), com Mestrado e Doutorado em entomologia pela Universit\u00e9 Paris VI. Fez P\u00f3s-Doutorado em Entomologia na UFV (Vi\u00e7osa, MG). Possui uma \u201dHabilitation \u00e0 Diriger des Recherches, Sciences du Comportement\u201d \u2013 Universit\u00e9 Paris XIII (Paris Nord). Atualmente \u00e9 Pesquisador em Tecnologia e Ci\u00eancia Agr\u00edcola da Comiss\u00e3o Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, Professor Pleno da Universidade Estadual de Santa Cruz, e orientador no Curso de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Zoologia da mesma universidade.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large wp-duotone-unset-10\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-663 aligncenter\" src=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_jacquesdelabie.jpg?w=768\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" srcset=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_jacquesdelabie.jpg 768w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_jacquesdelabie.jpg?w=116 116w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_jacquesdelabie.jpg?w=232 232w\" alt=\"\" width=\"268\" height=\"347\" data-attachment-id=\"663\" data-permalink=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/2026\/07\/30\/a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta\/cientista_jacquesdelabie\/\" data-orig-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_jacquesdelabie.jpg\" data-orig-size=\"768,993\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;6&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;COOLPIX L19&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;-62169984000&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;20.492&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;800&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.013513513513514&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"cientista_JacquesDelabie\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_jacquesdelabie.jpg?w=768\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Esse texto fala sobre o artigo \u201c<a href=\"https:\/\/periodicos.uefs.br\/index.php\/sociobiology\/article\/view\/12407\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Effects of Habitat Amount and Configuration on Ant Functional traits in a Neotropical Rainforest<\/a>\u201d (\u201cEfeitos da Quantidade e Configura\u00e7\u00e3o de Habitat sobre Tra\u00e7oes Funcionais de Formigas em uma Floresta \u00damida Neotropical\u201d), da autoria de Bianca Caitano e com participa\u00e7\u00e3o do professor do IBIO Pavel Dodonov, o qual coorientou o trabalho que deu origem a essa pesquisa. O trabalho foi publicado em julho de 2026 na revista Sociobiology e\u00a0<a href=\"https:\/\/periodicos.uefs.br\/index.php\/sociobiology\/article\/view\/12407\">pode ser acessado clicando aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tenho quase certeza de que voc\u00ea viu uma formiga hoje. E se n\u00e3o viu hoje, com certeza viu nos \u00faltimos dias. Talvez voc\u00ea nem tenha reparado nela, mas ela estava l\u00e1 \u2013 talvez na pra\u00e7a onde voc\u00ea passeia com sua cachorrinha, ou no asfalto do seu ponto de \u00f4nibus, ou dentro da sua casa querendo comer a sua comida. Elas est\u00e3o em muitos lugares, e s\u00e3o t\u00e3o comuns que talvez nem prestemos mais aten\u00e7\u00e3o nelas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas nem todas as formigas s\u00e3o iguais! S\u00f3 na Bahia, estima-se que temos cerca de mil esp\u00e9cies de formigas, tr\u00eas mil no Brasil e 23 mil no mundo (cerca de 15 mil est\u00e3o descritas)! E com esse enorme n\u00famero de esp\u00e9cies, \u00e9 de se esperar que elas tamb\u00e9m variem muito entre si \u2013 o que de fato acontece! Assim, por exemplo, em termos de tamanho, temos\u00a0<a href=\"https:\/\/howitsee.com\/smallest-ants\/\">desde as min\u00fasculas\u00a0<em>Carebara<\/em>, com menos de 1 mm, e as um pouquinho maiores\u00a0<em>Solenopsis<\/em>, com 1 a 4 mm<\/a>, at\u00e9 a\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/campinas-regiao\/terra-da-gente\/noticia\/2024\/01\/03\/maior-formiga-operaria-do-mundo-ocorre-no-brasil-e-possui-picada-potente-e-dolorosa.ghtml\">Formiga-Gigante-da-Mata-Atl\u00e2ntica,\u00a0<em>Dinoponera lucida<\/em>, chegando a 3 cm de comprimento<\/a>\u00a0\u2013 uma verdadeira gigante entre as formigas!<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As formigas tamb\u00e9m realizam diversas fun\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas, com grande import\u00e2ncia, por exemplo, para a ciclagem de nutrientes nas florestas, processo pelo qual os nutrientes voltam ao solo e ficam dispon\u00edveis para as plantas. As famosas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-publicacoes\/-\/publicacao\/956104\/formigas-cultivadoras-de-fungos-estado-da-arte-e-direcionamento-para-pesquisas-futuras\">formigas-cortadeira, tamb\u00e9m chamadas de sa\u00favas, pertencentes aos g\u00eaneros\u00a0<em>Atta\u00a0<\/em>e\u00a0<em>Acromyrmex<\/em><\/a>, fazem sua parte nesta ciclagem atrav\u00e9s de seus ninhos, ou formigueiros, que ficam no solo. Essas formigas-cortadeiras cortam peda\u00e7os de plantas, as levam para seus formigueiros, e se alimentam de fungos que crescem sobre as folhas. Assim, elas transportam material org\u00e2nico pelo solo e as galerias de seus ninhos tamb\u00e9m deixam o solo mais ventilado.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas outras esp\u00e9cies, por exemplo algumas do g\u00eanero\u00a0<em>Camponotus<\/em>, instalam seus ninhos em qualquer cavidade no ch\u00e3o ou nas plantas, ou ainda constroem uma estrutura embaixo de folhas ou na extremidade de galhos. Essas formigas se alimentam de l\u00edquidos, inclusive n\u00e9ctar de flores e de secre\u00e7\u00f5es de pulg\u00f5es e cochonilhas; e formigas arbor\u00edcolas de diversos g\u00eaneros que se alimentam de l\u00edquidos, mas que s\u00e3o tamb\u00e9m oportunamente predadoras, tamb\u00e9m protegem a planta em que vivem de outros insetos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem formigas predadoras, que se alimentam de outros insetos e at\u00e9 de animais maiores. Existem formigas que vivem em climas mais frios e outras que vivem em climas mais quentes. Existem formigas que conseguem fazer seus ninhos at\u00e9 mesmo dentro de um ba\u00fa de madeira dentro de uma casa (como j\u00e1 aconteceu com o autor deste texto), enquanto outras s\u00f3 vivem em florestas bem preservadas. Enfim, acho que deu pra ter uma no\u00e7\u00e3o da diversidade de formigas e da diversidade de fun\u00e7\u00f5es que elas desempenham, n\u00e9?<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large wp-duotone-unset-4\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-642\" src=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ectatomma-tuberculatum_paulo-robson-de-souza.jpg?w=1024\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ectatomma-tuberculatum_paulo-robson-de-souza.jpg?w=1024 1024w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ectatomma-tuberculatum_paulo-robson-de-souza.jpg 2048w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ectatomma-tuberculatum_paulo-robson-de-souza.jpg?w=150 150w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ectatomma-tuberculatum_paulo-robson-de-souza.jpg?w=300 300w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ectatomma-tuberculatum_paulo-robson-de-souza.jpg?w=768 768w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ectatomma-tuberculatum_paulo-robson-de-souza.jpg?w=1440 1440w\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"682\" data-attachment-id=\"642\" data-permalink=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/2026\/07\/30\/a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta\/ectatomma-tuberculatum_paulo-robson-de-souza\/\" data-orig-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ectatomma-tuberculatum_paulo-robson-de-souza.jpg\" data-orig-size=\"2048,1365\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"Ectatomma-tuberculatum_Paulo-Robson-de-Souza\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ectatomma-tuberculatum_paulo-robson-de-souza.jpg?w=1024\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Uma formiga da esp\u00e9cie\u00a0<\/em>Ectatomma tuberculatum<em>\u00a0carregando uma gota de n\u00e9ctar. Formigas desta esp\u00e9cie podem se associar com pulg\u00f5es que secretam n\u00e9ctar, e assim essas formigas tamb\u00e9m os protegem. Foto por Paulo Robson de Souza,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.inaturalist.org\/photos\/113053500\">disp\u00f3n\u00edvel no iNaturalist<\/a>.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pois bem, nesse trabalho, um dos frutos da tese de doutorado de Bianca Caitano, n\u00f3s investigamos como o desmatamento pode afetar essa diversidade de formas e tamanhos que as formigas t\u00eam. Afinal, o desmatamento \u00e9 uma das principais amea\u00e7as \u00e0 biodiversidade e aos processos ecol\u00f3gicos, e as formigas, como acabamos de ver, s\u00e3o um grupo extremamente importante!<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 que ao inv\u00e9s de ver como a diversidade de esp\u00e9cies de fomigas \u00e9 afetada pelo desmatamento, decidimos ver como a morfologia delas muda. Em vinte fragmentos florestais distribu\u00eddos pelo Sul da Bahia, e que j\u00e1 foram e continuam sendo estudados em diversas pesquisas pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www.appliedecologylab.org\/research-projects\">Rede SISBIOTA<\/a>, foram amostradas formigas em ramos de arbustos e \u00e1rvores e tamb\u00e9m formigas que ocorrem no solo e no folhi\u00e7o; isso tamb\u00e9m fez parte da pesquisa de doutorado de \u00cdcaro Menezes, um dos coautores do artigo. Ent\u00e3o, em laborat\u00f3rio, as formigas foram identificadas \u2013 resultando em um total de 123 esp\u00e9cies, pertencentes a oito subfam\u00edlias. E depois das identifica\u00e7\u00f5es, Bianca mediu, com o aux\u00edlio de um estereomicrosc\u00f3pio (que \u00e9 como se fosse um microsc\u00f3pio, mas com um aumento menor, apropriado para ver pequenos invertebrados), algumas caracter\u00edsticas de alguns indiv\u00edduos de cada esp\u00e9cie de formiga.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando se faz uma pesquisa cient\u00edfica, podemos querer medir o m\u00e1ximo de coisas poss\u00edveis para ver quais resultados obteremos com isso, mais ou menos como se estiv\u00e9ssemos colocando evid\u00eancias em um balde e gerando conhecimento cient\u00edfico a partir disso. Em alguns casos isso funciona; em outros isso pode gerar evid\u00eancias esp\u00farias, que n\u00e3o representam a realidade, simplesmente por termos coletado uma quantidade muito grande de informa\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, muitas vezes \u00e9 mais interessante primeiro definirmos exatamente o que queremos medir, partindo de conhecimento pr\u00e9vio sobre o assunto, e s\u00f3 depois medirmos essas vari\u00e1veis \u2013 como se estiv\u00e9ssemos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cambridge.org\/core\/services\/aop-cambridge-core\/content\/view\/6540CF2D0F83406042BA112F6376DCBA\/S1635792211001011a.pdf\/bucket_and_the_searchlight_formulating_and_testing_risk_hypotheses_about_the_weediness_and_invasiveness_potential_of_transgenic_crops.pdf\">apontando uma lanterna<\/a>\u00a0na dire\u00e7\u00e3o que escolhemos previamente. E foi exatamente isso que foi feito nessa pesquisa!<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, demos \u00eanfase em quatro caracter\u00edsticas das formigas. A primeira foi o tamanho das suas antenas: formigas se orientam e se comunicam primariamente por sinais qu\u00edmicos, percebidos por suas antenas, de modo que ter antenas maiores pode ser vantajoso em ambientes com uma estrutura tridimensional mais complexa, tais como frequentemente ocorre nas bordas das florestas. A segunda foi o tamanho das mand\u00edbulas: esp\u00e9cies predadoras normalmente t\u00eam mand\u00edbulas maiores, e assim seria esperado que as maiores mand\u00edbulas seriam observadas nas formigas em paisagens mais preservadas, com mais florestas e portanto mais presas para para essas formigas. Por outro lado, formigas que consomem alimentos l\u00edquidos, tais como o n\u00e9ctar produzido por algumas plantas e por alguns pulg\u00f5es, usam uma outra estrutura, chamada cl\u00edpeo \u2013 assim, era esperado que as formigas em locais com muitas plantas que produzem n\u00e9ctar, tais como as bordas das florestas, tivessem cl\u00edpeos maiores. E finalmente, foi medido o tamanho das pernas das formigas (especificamente da parte da perna chamada de f\u00eamur), esperando encontrar formigas maiores em paisagens mais desmatadas, j\u00e1 que essas paisagens costumam ser mais quentes, e formigas com pernas maiores s\u00e3o mais resistentes ao calor.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large wp-duotone-unset-5\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-649 aligncenter\" src=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/tracos-1.png?w=611\" sizes=\"(max-width: 611px) 100vw, 611px\" srcset=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/tracos-1.png 611w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/tracos-1.png?w=92 92w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/tracos-1.png?w=184 184w\" alt=\"\" width=\"242\" height=\"395\" data-attachment-id=\"649\" data-permalink=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/2026\/07\/30\/a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta\/tracos-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/tracos-1.png\" data-orig-size=\"611,998\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"tracos\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/tracos-1.png?w=611\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Esquema das caracter\u00edsticas das formigas que foram avaliadas nesse estudo: escapo antenal em verde, cl\u00edpeo em laranja, mand\u00edbulas em roxo, e f\u00eamur em rosa.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, resumindo, era esperado que em paisagens mais desmatadas as formigas tivessem pernas maiores, antenas maiores, cl\u00edpeos maiores, e mand\u00edbulas menores. E, em linhas gerais, foi exatamente isso que aconteceu!<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com rela\u00e7\u00e3o ao desmatamento, existem v\u00e1rias formas de medi-lo. Neste estudo, duas medidas foram usadas: a quantidade de floresta remanescente e a quantidade de bordas entre florestas e ambientes antropizados, como pastagens e planta\u00e7\u00f5es. Em paisagens com mais bordas, e portanto mais sujeitas aos\u00a0<a href=\"https:\/\/anotherecoblog.wordpress.com\/2023\/03\/23\/efeitos-de-borda-fantasticos-e-como-encontra-los-ou-nao\/comment-page-1\/\">efeitos de borda<\/a>, as formigas realmente tiveram pernas maiores, antenas maiores, e cl\u00edpeos maiores \u2013 como era esperado. J\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o com a quantidade de floresta foi mais complexo. Assim, em uma das regi\u00f5es estudadas, o tamanho das mand\u00edbulas variou pouco com a quantidade de floresta remanescente, mas na outra regi\u00e3o foi maior em locais com\u00a0<strong>menos<\/strong>\u00a0floresta \u2013 exatamente o contr\u00e1rio do que era esperado! Isso pode se dever ao fato de que nessa regi\u00e3o h\u00e1 muitas agroflorestas de cacau, as chamadas cabrucas, nas quais parece haver ainda muitas presas para as formigas predadores. O tamanho do cl\u00edpeo, por sua vez, foi maior em locais com uma quantidade intermedi\u00e1ria de floresta.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, o estudo mostra que o desmatamento afeta sim as caracter\u00edsticas das formigas em fragmentos florestais, favorecendo esp\u00e9cies com determinadas caracter\u00edsticas \u2013 tais como pernas maiores e antenas maiores \u2013 em detrimento de outras. E tamb\u00e9m esse \u00e9 um bom exemplo em que bom conhecimento sobre a hist\u00f3ria natural do grupo estudado resultou em boas perguntas cient\u00edficas e respostas elegantes a elas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/periodicos.uefs.br\/index.php\/sociobiology\/article\/view\/12407\">Se quiser ler o artigo, clique aqui<\/a>!<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sobre os autores<\/h2>\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-79fb870f wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bianca Caitano<\/strong>\u00a0\u00e9 Doutora e Mestra em Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Atualmente \u00e9 coordenadora t\u00e9cnica na Reserva Biol\u00f3gica da Mata Escura dentro do acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica Vale S.A e ICMBio, desenvolvendo trabalhos de monitoramento com mam\u00edferos e aves e tamb\u00e9m projetos de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental. Sua trajet\u00f3ria de pesquisa concentra-se em compreender os efeitos de dist\u00farbios antr\u00f3picos sobre a biodiversidade, com \u00eanfase em processos decorrentes de fragmenta\u00e7\u00e3o, perda de habitat e efeitos do fogo em florestas tropicais \u00famidas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large wp-duotone-unset-6\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-653 aligncenter\" src=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_biancacaitano.jpg?w=642\" sizes=\"(max-width: 642px) 100vw, 642px\" srcset=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_biancacaitano.jpg 642w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_biancacaitano.jpg?w=119 119w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_biancacaitano.jpg?w=239 239w\" alt=\"\" width=\"311\" height=\"391\" data-attachment-id=\"653\" data-permalink=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/2026\/07\/30\/a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta\/cientista_biancacaitano\/\" data-orig-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_biancacaitano.jpg\" data-orig-size=\"642,807\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"cientista_BiancaCaitano\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_biancacaitano.jpg?w=642\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-79fb870f wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pavel Dodonov<\/strong>\u00a0\u00e9 professor do Instituto de Biologia da UFBA, tendo feito seu Mestrado e Doutorado em Ecologia e Recursos Naturais na UFSCar (S\u00e3o Carlos, SP) e seu P\u00f3s-Doutorado em Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade na UESC (Ilh\u00e9us, BA). Ministra disciplinas de Estat\u00edstica para Biologia e de Ecologia em cursos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Suas linhas de pesquisa abordam principalmente os impactos de a\u00e7\u00f5es antr\u00f3picas em ecossistemas naturais. Tamb\u00e9m desenvolve projetos de extens\u00e3o em divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large wp-duotone-unset-7\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-656 aligncenter\" src=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_paveldodonov_formigas.jpg?w=377\" sizes=\"auto, (max-width: 377px) 100vw, 377px\" srcset=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_paveldodonov_formigas.jpg 377w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_paveldodonov_formigas.jpg?w=100 100w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_paveldodonov_formigas.jpg?w=201 201w\" alt=\"\" width=\"265\" height=\"396\" data-attachment-id=\"656\" data-permalink=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/2026\/07\/30\/a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta\/cientista_paveldodonov_formigas\/\" data-orig-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_paveldodonov_formigas.jpg\" data-orig-size=\"377,563\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"cientista_PavelDodonov_formigas\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_paveldodonov_formigas.jpg?w=377\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-79fb870f wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00cdcaro Menezes\u00a0<\/strong>\u00e9 Mestre e Doutor em Ecologia Aplicada \u00e0 Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Ilh\u00e9us, BA). Atua na \u00e1rea de pesquisa com Ecologia de Paisagens e Ornitofauna associada. Tamb\u00e9m atuou na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, especificamente no ensino fundamental (6\u00aa e 7\u00aa s\u00e9rie). Atualmente \u00e9 Bi\u00f3logo Ornit\u00f3logo Anilhador S\u00eanior cadastrado no CEMAVE\/ICMBio, especialista em Fauna pelo Senai Cimatec e Micro Empreendedor Individual (MEI), realizando cursos capacitativos, presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os na \u00e1rea de Meio Ambiente e Consultoria Ambiental.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large wp-duotone-unset-8\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-658 aligncenter\" src=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg?w=754\" sizes=\"auto, (max-width: 754px) 100vw, 754px\" srcset=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg?w=754 754w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg?w=110 110w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg?w=221 221w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg?w=768 768w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg 868w\" alt=\"\" width=\"266\" height=\"361\" data-attachment-id=\"658\" data-permalink=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/2026\/07\/30\/a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta\/cientista_icaromenezes\/\" data-orig-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg\" data-orig-size=\"868,1179\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;4&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;Canon EOS 5D Mark III&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1511028687&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;35&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;2500&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.008&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"cientista_IcaroMenezes\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_icaromenezes.jpg?w=754\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-79fb870f wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Deborah Faria<\/strong>\u00a0\u00e9 Doutora em Ecologia, Professora Plena da Universidade Estaudal de Santa Cruz (Ilh\u00e9us, BA) e coordenadora do Laborat\u00f3rio de Ecologia Aplicada \u00e0 Conserva\u00e7\u00e3o (LEAC). Sua pesquisa concentra-se em entender a biodiversidade e os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos na paisagem cacaueira, os impactos antr\u00f3picos e, mais recentemente, em como este relevante capital natural pode alavancar o desenvolvimento sustent\u00e1vel deste territ\u00f3rio.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large wp-duotone-unset-9\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-660 aligncenter\" src=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_deborahfaria.jpeg?w=816\" sizes=\"auto, (max-width: 816px) 100vw, 816px\" srcset=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_deborahfaria.jpeg 816w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_deborahfaria.jpeg?w=150 150w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_deborahfaria.jpeg?w=300 300w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_deborahfaria.jpeg?w=768 768w\" alt=\"\" width=\"310\" height=\"307\" data-attachment-id=\"660\" data-permalink=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/2026\/07\/30\/a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta\/cientista_deborahfaria\/\" data-orig-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_deborahfaria.jpeg\" data-orig-size=\"816,810\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"cientista_DeborahFaria\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_deborahfaria.jpeg?w=816\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-79fb870f wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Jacques Hubert Charles Delabie<\/strong>\u00a0\u00e9 graduado em biologia pelas Universit\u00e9 Montpellier II e Universit\u00e9 Paris XI (Paris-Sud), com Mestrado e Doutorado em entomologia pela Universit\u00e9 Paris VI. Fez P\u00f3s-Doutorado em Entomologia na UFV (Vi\u00e7osa, MG). Possui uma \u201dHabilitation \u00e0 Diriger des Recherches, Sciences du Comportement\u201d \u2013 Universit\u00e9 Paris XIII (Paris Nord). Atualmente \u00e9 Pesquisador em Tecnologia e Ci\u00eancia Agr\u00edcola da Comiss\u00e3o Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, Professor Pleno da Universidade Estadual de Santa Cruz, e orientador no Curso de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Zoologia da mesma universidade.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large wp-duotone-unset-10\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-663 aligncenter\" src=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_jacquesdelabie.jpg?w=768\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" srcset=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_jacquesdelabie.jpg 768w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_jacquesdelabie.jpg?w=116 116w, https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_jacquesdelabie.jpg?w=232 232w\" alt=\"\" width=\"232\" height=\"300\" data-attachment-id=\"663\" data-permalink=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/2026\/07\/30\/a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta\/cientista_jacquesdelabie\/\" data-orig-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_jacquesdelabie.jpg\" data-orig-size=\"768,993\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;6&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;COOLPIX L19&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;-62169984000&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;20.492&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;800&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.013513513513514&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"cientista_JacquesDelabie\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/infloresciencia.wordpress.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cientista_jacquesdelabie.jpg?w=768\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Pavel Dodonov para o Blog InfloresCi\u00eancia &nbsp; Esse texto fala sobre o artigo \u201cEffects of Habitat Amount and Configuration on Ant Functional traits in a Neotropical Rainforest\u201d (\u201cEfeitos da Quantidade e Configura\u00e7\u00e3o de Habitat sobre Tra\u00e7oes Funcionais de Formigas em uma Floresta \u00damida Neotropical\u201d), da autoria de Bianca Caitano e com participa\u00e7\u00e3o do professor &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18748,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[4319,4318,4320,4317,97],"class_list":["post-18747","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-a-formiga-tem-perna-mais-curta-onde-ha-mais-floresta","tag-blog-infloresciencia","tag-deborah-fariah","tag-pavel-dodonov","tag-uesc"],"views":22,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18747"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18747"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18747\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18750,"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18747\/revisions\/18750"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}