{"id":192,"date":"2019-08-05T17:01:55","date_gmt":"2019-08-05T20:01:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/?p=192"},"modified":"2019-08-05T17:01:55","modified_gmt":"2019-08-05T20:01:55","slug":"da-novela-para-a-vida-o-empresario-que-fez-o-cacau-da-bahia-renascer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/2019\/08\/05\/da-novela-para-a-vida-o-empresario-que-fez-o-cacau-da-bahia-renascer\/","title":{"rendered":"Da novela para a vida: o empres\u00e1rio que fez o cacau da Bahia renascer"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A \u00b4descoberta` do chocolate nas terras do cacau do Sul da Bahia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>\u00a0<\/strong>Mario Bittencourt, de Ilh\u00e9us (BA), no UOL<strong> \u00a0<\/strong><strong>\u00a0 <\/strong><strong><a href=\"https:\/\/twitter.com\/mariobtagro?ref_src=twsrc%5Etfw\">@mariobtagro<\/a><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_193\" aria-describedby=\"caption-attachment-193\" style=\"width: 165px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-193\" src=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/mario-B.jpg\" alt=\"\" width=\"165\" height=\"165\" srcset=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/mario-B.jpg 225w, https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/mario-B-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 165px) 100vw, 165px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-193\" class=\"wp-caption-text\">Mario Bittencourt<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cAqui eu planto a minha alma, como se fosse uma semente de cacau\u201d.<\/p>\n<p>A frase acima, do fazendeiro Jos\u00e9 Inoc\u00eancio, foi dita pouco antes dele fincar seu fac\u00e3o \u00e0 beira de um p\u00e9 de Jequitib\u00e1, em meio \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica. Logo ap\u00f3s, ele escaparia da morte e construiria seu imp\u00e9rio numa fazenda de cacau do sul da Bahia.<\/p>\n<p>Era a primeira cena da telenovela Renascer (1993), da Rede Globo, e que contava a est\u00f3ria dos bar\u00f5es do cacau na regi\u00e3o, seus conflitos familiares e disputa pela posse da terra, a partir do personagem Jos\u00e9 Inoc\u00eancio, interpretado na fase inicial pelo ator Leonardo Vieira e depois, j\u00e1 como coronel, por Ant\u00f4nio Fagundes.<\/p>\n<p>Nos bastidores da novela, atuava como produtor, na loca\u00e7\u00e3o de fazendas e figurino, conta o hoje publicit\u00e1rio e empres\u00e1rio Marco Lessa, um guanambiense de 49 anos que se mudou para Ilh\u00e9us por conta do pai, que atuava no setor banc\u00e1rio.<\/p>\n<p>Antes de a novela ir ao ar, Lessa percorreu o sul da Bahia para conhecer as fazendas de cacau que mais se encaixavam no roteiro, o que o fez ver de perto a realidade das fazendas, \u00e0 \u00e9poca em plena crise por conta da praga da vassoura-de-bruxa, introduzida de forma criminosa na regi\u00e3o em 1989, conforme uma investiga\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal que n\u00e3o apontou culpados.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-194\" src=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cacau-ouro-2-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cacau-ouro-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cacau-ouro-2.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>De grande sucesso, a novela que tinha tamb\u00e9m entre seus atores principais Marcos Palmeira, Adriana Esteves, Taumaturgo Ferreira e Luciana Braga fez com que a zona cacaueira do sul da Bahia povoasse o imagin\u00e1rio popular nacional, como j\u00e1 vinha sendo feito na literatura pelo escritor itabunense Jorge Amado (1912-2001).<\/p>\n<p>Mas para a regi\u00e3o do sul da Bahia o nome \u201crenascer\u201d viria a fazer mais sentido muitos anos depois, quando foram iniciados movimentos na regi\u00e3o para valoriza\u00e7\u00e3o da am\u00eandoa do cacau e produ\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio chocolate. \u00c0 frente desse movimento, iniciado h\u00e1 11 anos, estava o empres\u00e1rio Marco Lessa.<\/p>\n<p>Vendo o potencial da regi\u00e3o, Lessa passou a mobilizar o setor p\u00fablico e privado para a realiza\u00e7\u00e3o de um festival do cacau e do chocolate, bancado nas duas primeiras edi\u00e7\u00f5es por ele mesmo. O investimento foi de cerca de R$ 150 mil em cada edi\u00e7\u00e3o, e teve como atra\u00e7\u00e3o principal o fundador da marca Cacau Show, Alexandre Costa.<\/p>\n<p>\u201cNa primeira edi\u00e7\u00e3o, tivemos 13 stands, os ocupados eram 6 que tinham sido doados, e os restantes estavam vazios\u201d, lembra o empres\u00e1rio, aos risos, durante um jantar no lend\u00e1rio restaurante Bataclan, antigo reduto dos coron\u00e9is do cacau e hoje um dos pontos tur\u00edsticos mais visitados de Ilh\u00e9us.<\/p>\n<p><strong>Avan\u00e7os<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_133\" aria-describedby=\"caption-attachment-133\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-133\" src=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/CF-69.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-133\" class=\"wp-caption-text\">Chocolat Bahia: aqui come\u00e7ou a \u00b4descoberta` do chocolate (foto Clodoaldo Ribeiro)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A presen\u00e7a de Alexandre Costa no festival surtiu efeito, muitos cacauicultores ficaram empolgados para produzir seu pr\u00f3prio chocolate, o que \u00e0 \u00e9poca era feito apenas de forma caseira, com p\u00f3 de cacau. Marco Lessa, para incentivar os produtores, passou a criar de gra\u00e7a at\u00e9 as marcas de chocolate de cada fazenda.<\/p>\n<p>E criou a marca dele tamb\u00e9m, a ChOr \u2013 Chocolates de Origem, da qual \u00e9 s\u00f3cio junto com a esposa Luana Lessa, respons\u00e1vel pela loja no Centro de Ilh\u00e9us e pela produ\u00e7\u00e3o \u201cfrom bean-to-bar\u201d (da am\u00eandoa \u00e0 barra) do chocolate.<\/p>\n<p>O movimento em torno da produ\u00e7\u00e3o selecionada das am\u00eandoas de cacau e do chocolate come\u00e7ou a tomar corpo a partir da realiza\u00e7\u00e3o do festival do cacau e do chocolate, que passou a ter incentivo do setor p\u00fablico. Aliado a isso, produtores buscavam tamb\u00e9m testar variedades de p\u00e9s de cacau mais resistentes \u00e0 vassoura-de-bruxa.<\/p>\n<p>Hoje o evento \u00e9 o maior do setor na Am\u00e9rica Latina, e al\u00e9m de Ilh\u00e9us, onde ocorre sempre no m\u00eas de julho, \u00e9 realizado tamb\u00e9m no Par\u00e1 e na capital paulista.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da venda de chocolates e outros derivados do cacau selecionado, o festival promove experi\u00eancias sensoriais, exposi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e art\u00edsticas, cursos de capacita\u00e7\u00e3o, debates sobre temas do setor e palestras ministradas por especialistas internacionais.<\/p>\n<p>Em setembro deste ano, de 19 a 22, ocorrer\u00e1 a edi\u00e7\u00e3o do Par\u00e1 \u2013 em S\u00e3o Paulo ocorreu em abril. E em 2020 o festival estar\u00e1 presente tamb\u00e9m no Chocolate Experience, em Campos do Jord\u00e3o (SP), em Portugal e na Argentina.<\/p>\n<p>Por conta do seu trabalho, Marco Lessa foi eleito uma das 100 personalidades mais influentes do agroneg\u00f3cio no Brasil nos anos de 2016 e 2018, pela revista Isto\u00c9 Dinheiro Rural. Al\u00e9m de s\u00f3cio da ChOr, ele \u00e9 dono do Grupo M21 de Comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O festival ganhou nome e status internacional: hoje se chama Chocolat Bahia. Na edi\u00e7\u00e3o deste ano (a 11\u00aa), em Ilh\u00e9us, o festival atraiu p\u00fablico de cerca de 60 mil pessoas, nos quatro dias de evento, e movimentou aproximadamente R$ 15 milh\u00f5es em neg\u00f3cios, com 170 expositores e mais de 70 marcas de chocolate.<\/p>\n<p>O evento, h\u00e1 anos, tem a presen\u00e7a de personalidades nacionais e mundiais do chocolate e cacau, como a francesa Chlo\u00e9 Doutre-Roussel, autora do livro \u201cThe Chocolat Connaisseur\u201d (Berklei Publisching), e da embaixadora do cacau da Venezuela, Maria Fernanda Di Giacobre, fundadora das marcas Cacao de Origem e Kakao Bombones Venezoelanos. Ambas participam com palestras e realiza\u00e7\u00e3o de cursos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Valoriza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_197\" aria-describedby=\"caption-attachment-197\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-197\" src=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Choc-Sul-da-Bahia-Foto-Ana-Lee-2.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-197\" class=\"wp-caption-text\">Chocolates do Sul da Bahia (foto Ana Lee)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao refletir sobre o desenvolvimento da cadeia do cacau, Marco Lessa avalia que a sua valoriza\u00e7\u00e3o de mercado se dar\u00e3o quando houver por parte da popula\u00e7\u00e3o um aumento no consumo do chocolate, sobretudo o que \u00e9 feito a partir de am\u00eandoas selecionadas.<\/p>\n<p>\u201cCom a melhoria do consumo por chocolates de qualidade, as f\u00e1bricas moageiras v\u00e3o passar a se sentir pressionadas a comprar am\u00eandoas melhores e pagar\u00e3o pre\u00e7os mais justos que os de hoje\u201d, disse. \u201cPor isso o aumento do consumo \u00e9 importante\u201d.<\/p>\n<p>Para Lessa, os produtores de cacau do sul da Bahia n\u00e3o podem fazer como os da \u00c1frica, \u201cque fizeram \u2018bico\u2019 para as grandes fabricantes e est\u00e3o amea\u00e7ando n\u00e3o vender o cacau na safra do ano que vem por causa dos pre\u00e7os baixos\u201d. Mas ele questiona: \u201cE vai vender pra onde?\u201d.<\/p>\n<p>Marcos Lessa se refere aos pa\u00edses de Gana e Costa do Marfim, de onde saem mais de 60% do cacau consumido no mundo. Em junho, representantes desses pa\u00edses anunciaram que suspender\u00e3o a venda de cacau da temporada 2020-2021 se n\u00e3o for estabelecido pre\u00e7o m\u00ednimo de R$ 9.000 por tonelada de cacau.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do consumo, Lessa acha \u201cextremamente necess\u00e1rio\u201d a volta da porcentagem m\u00ednima da quantidade de cacau no chocolate fabricado no Brasil. Pelas regras atuais, s\u00f3 pode ser considerado chocolate o produto com ao menos 25% de cacau.<\/p>\n<p>Antes da vassoura-de-bruxa era de 35%, e a redu\u00e7\u00e3o ocorreu justamente por press\u00e3o das grandes fabricantes de chocolate, diante da escassez da am\u00eandoa na Bahia. Um projeto de lei chegou a ser proposto, em 2015, pela ex-senadora baiana L\u00eddice da Mata (PSB), mas acabou arquivado tr\u00eas anos depois, ao fim do mandato dela.<\/p>\n<p>\u201cTinha que voltar ao que era antes a porcentagem, mas as grandes marcas de chocolate fazem press\u00e3o contra. As pessoas precisam saber que o chocolate com mais cacau \u00e9 muito mais saud\u00e1vel\u201d, declarou.<\/p>\n<p>Segundo Lessa, chocolate com 40% a 60% cacau vai ainda leite, a\u00e7\u00facar e cacau; e de 60 a 100% apenas a\u00e7\u00facar e cacau. \u201cAumentar o n\u00edvel de cacau deixa o chocolate muito menos cal\u00f3rico, o que serve para estabilizar a press\u00e3o arterial\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Outro ponto importante no processo de desenvolvimento da cadeia, na avalia\u00e7\u00e3o de Lessa, \u00e9 a conscientiza\u00e7\u00e3o dos cerca de 45 mil produtores de cacau, \u201cde que eles podem se restabelecer dentro de um novo conceito, que \u00e9 o chocolate de origem\u201d. Dessa maneira, ele diz \u201ciremos retomar, em bases s\u00f3lidas e sustent\u00e1veis, o caminho do desenvolvimento\u201d.<\/p>\n<p>Do brigadeiro \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de chocolates especiais<\/p>\n<figure id=\"attachment_195\" aria-describedby=\"caption-attachment-195\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-195\" src=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Luana-Lessa-foto-Ana-Lee-2.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-195\" class=\"wp-caption-text\">Luana Lessa (foto Ana Lee)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na ChOr, o trabalho a que se refere Marco Lessa j\u00e1 vem sendo desenvolvido pela esposa. Eles come\u00e7aram juntos o movimento pela valoriza\u00e7\u00e3o do cacau e chocolate no sul da Bahia \u2013 ele na articula\u00e7\u00e3o para realiza\u00e7\u00e3o do festival e ela com uma loja de brigadeiros que depois viria a ser a da marca do chocolate.<\/p>\n<p>No embalo do \u201cbean-to-bar\u201d, Luana Lessa, 39 anos, comanda uma das marcas de chocolate mais conhecidas de Ilh\u00e9us. H\u00e1 seis anos ela tem uma loja no centro da cidade, para onde v\u00e3o aos montes os turistas que chegam por meio dos navios cruzeiros, durante o ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Os chocolates da Chor s\u00e3o produzidos com am\u00eandoas selecionadas de produtores da regi\u00e3o que possuem o selo do Centro de Inova\u00e7\u00e3o do Cacau (CIC), um laborat\u00f3rio de an\u00e1lise e classifica\u00e7\u00e3o das am\u00eandoas de cacau, com base nas caracter\u00edsticas de aroma, cor e propriedades f\u00edsico-qu\u00edmicas.<\/p>\n<p>O laborat\u00f3rio funciona na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) como uma ponte entre quem produz e quem compra com qualidade. Com as am\u00eandoas selecionadas, Luana Lessa fabrica 17 produtos, entre chocolates, bombons variados, trufas e doces.<\/p>\n<p>A brincadeira come\u00e7ou com uma brigaderia h\u00e1 mais de dez anos, quando se fabricava apenas o chocolate caseiro. De uma tonelada de chocolate por ano, logo no in\u00edcio, em 2013, hoje a Chor produz 6 toneladas no mesmo per\u00edodo de tempo.<\/p>\n<p>E vende para todo o pa\u00eds. \u201cMeu produto \u00e9 de valor agregado, e as pessoas querem saber como ele \u00e9 produzido, por isso muitas v\u00eam aqui s\u00f3 para saber isso, ver de perto\u201d, disse Luana.<\/p>\n<p>Na loja da Chor, uma das quatro marcas de chocolate que possuem local pr\u00f3prio de venda, das 70 que existem no sul da Bahia, h\u00e1 espa\u00e7o ainda para homenagens.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio da Ba\u00eda de Todos os Santos, em Salvador, e um resumo da sua hist\u00f3ria vem na embalagem do chocolate 88% cacau; o que tem 70% homenageia Porto Seguro e descobrimento do Brasil; e o chocolate Terra de Santa Cruz (44%) \u00e9 sobre S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us, nome da cidade na \u00e9poca da coloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEsse ano lan\u00e7amos o 77% cacau, que \u00e9 um chocolate fino do fino, pois tem um cuidado mais especial com as am\u00eandoas\u201d, afirmou Luana, que atrai clientes de v\u00e1rias idades com as vendas de bombons de avel\u00e3, pa\u00e7oca, caramelo de castanha-do-Par\u00e1, caipirinha de lim\u00e3o, chocolate 70% com nibs, maracuj\u00e1 com 70%, geleia de cacau, leite ninho com pat\u00ea de avel\u00e3.<\/p>\n<p>E personaliza sabores tamb\u00e9m, caso uma pessoa queira, como fez a sueca Basia Pier Chocilska, , 43, que mora h\u00e1 seis anos em Ilh\u00e9us. Ela trabalha com hipnoterapia, t\u00e9cnica de hipnose cl\u00ednica usada, por exemplo, no tratamento de transtornos emocionais, f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos. \u201cMeu consumo \u00e9 de chocolate de hortel\u00e3\u201d, disse. E \u00e9 s\u00f3 dela.<\/p>\n<figure id=\"attachment_196\" aria-describedby=\"caption-attachment-196\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-196\" src=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Basia-PierChocilska-foto-Ana-Lee-2.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-196\" class=\"wp-caption-text\">Basia Pier Chocilska (foto Ana Lee)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; A \u00b4descoberta` do chocolate nas terras do cacau do Sul da Bahia \u00a0Mario Bittencourt, de Ilh\u00e9us (BA), no UOL \u00a0\u00a0 @mariobtagro \u201cAqui eu planto a minha alma, como se fosse uma semente de cacau\u201d. 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