{"id":534,"date":"2019-10-23T07:31:05","date_gmt":"2019-10-23T10:31:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/?p=534"},"modified":"2019-10-22T16:38:38","modified_gmt":"2019-10-22T19:38:38","slug":"sistemas-online-podem-reinventar-a-producao-industrial-de-cacau-gourmet-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/2019\/10\/23\/sistemas-online-podem-reinventar-a-producao-industrial-de-cacau-gourmet-na-bahia\/","title":{"rendered":"Sistemas online podem reinventar a produ\u00e7\u00e3o industrial de cacau gourmet  na Bahia"},"content":{"rendered":"<p>Com o poder de digitalizar os processos, a internet \u00e9 respons\u00e1vel pelo o que alguns estudiosos chamam de a 4\u00ba revolu\u00e7\u00e3o industrial, na qual novas tecnologias fundem o mundo f\u00edsico, digital e biol\u00f3gico. Trazendo esta realidade para a Bahia, o professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Jauberth Abijaude, aplica um sistema baseado em Internet das Coisas para otimizar a produ\u00e7\u00e3o do cacau, uma das maiores riquezas do estado. O intuito \u00e9 montar uma cadeia de monitoramento, a fim de avaliar os processos do fruto com foco nas fases de fermenta\u00e7\u00e3o e secagem das am\u00eandoas, per\u00edodo no qual se desenvolvem caracter\u00edsticas fundamentais do cacau gourmet.<\/p>\n<p>Jauberth explica que o conceito de internet das coisas veio para facilitar tarefas do cotidiano que passam a ser realizadas com o aux\u00edlio de sensores e atuadores. \u201cA tecnologia cria uma rede de objetos inteligentes que re\u00fane e transmite dados para otimizar a vida das pessoas. O uso da Blockchain e dos contratos inteligentes adiciona uma camada de seguran\u00e7a nos dados coletados pelos sensores. A inspira\u00e7\u00e3o de trazer esta realidade virtual para o mundo do cacau veio do anseio de valorizar o fruto, que \u00e9 uma joia baiana. Eu e meu grupo de pesquisadores buscamos tamb\u00e9m driblar o decl\u00ednio na produ\u00e7\u00e3o causado por infesta\u00e7\u00f5es como a Vassoura de Bruxa, fungo que atingiu a produ\u00e7\u00e3o brasileira de cacau no final dos anos 1980\u201d, contou o pesquisador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O novo sistema \u00e9 composto de microcontroladores program\u00e1veis e um aplicativo capaz de monitorar e registrar atributos como temperatura, umidade, pH, al\u00e9m de acionar fontes de calor ou resfriamento. Ele funciona da seguinte maneira: a plataforma acompanha e interv\u00e9m no processo que \u00e9 monitorado de forma online ou autom\u00e1tica, configurando agendas e gatilhos para manter a fermenta\u00e7\u00e3o dentro de par\u00e2metros desejados. Assim, a evolu\u00e7\u00e3o do fruto \u00e9 mensurada e poss\u00edveis danos na planta\u00e7\u00e3o podem ser evitados previamente com os dados coletados.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, a inova\u00e7\u00e3o do sistema est\u00e1 em acompanhar e interferir no processo de fermenta\u00e7\u00e3o em tempo de execu\u00e7\u00e3o, capturando os dados e enviando-os para os contratos eletr\u00f4nicos hospedados na Blockchain. \u201cIsto permite que as informa\u00e7\u00f5es capturadas possam ser auditadas sem a necessidade de um terceiro elemento de confian\u00e7a\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>A primeira vers\u00e3o do prot\u00f3tipo j\u00e1 foi testada e o software est\u00e1 em processo de atualiza\u00e7\u00e3o para funcionar em fazendas que n\u00e3o possuem internet. O projeto ganhou reconhecimento internacional e ser\u00e1 apresentado em um congresso sediado no Brasil, especificamente em Salvador, chamado Latin-American Conference on Communications (LATINCOM 2019), considerada a maior confer\u00eancia sobre comunica\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Latina. O pesquisador vislumbra que, no futuro, a ind\u00fastria do cacau ter\u00e1 mais dados e conhecimentos sobre a produ\u00e7\u00e3o e poder\u00e1 melhorar ainda mais a qualidade do alimento.<\/p>\n<p>O trabalho foi realizado em colabora\u00e7\u00e3o com os professores Fab\u00edola Greve, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Juliana Torres, do Instituto Federal Baiano (IF Baiano), al\u00e9m de P\u00e9ricles Sobreira e Omar Wahab, ambos da Universidade de Qu\u00e9bec (UOQ), no Canad\u00e1. A orienta\u00e7\u00e3o do projeto ficou a cargo de \u00cdtalo Pinto da Uesc e Cristian Zubieta da UOQ. A Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa da Bahia (Fapesb) tamb\u00e9m apoiou a iniciativa, atrav\u00e9s dos pesquisadores Henrique Serra e Isaac Allef, da Uesc. Estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de outras universidades como Uesc, Ufba e IF Baiano tamb\u00e9m participaram. Foram eles: Levy Santiag, Hellan Vianna, Noberto Hess, e Lucas Arl\u00e9o, e os volunt\u00e1rios Jo\u00e3o Victor Rupp e Pablo Carvalho.<\/p>\n<p>Bahia Faz Ci\u00eancia<\/p>\n<p>A Secretaria Estadual de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Secti) e a Fapesb estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ci\u00eancia, uma s\u00e9rie de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o de forma a contribuir com a melhoria de vida da popula\u00e7\u00e3o em temas importantes como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a, dentre outros. As mat\u00e9rias ser\u00e3o divulgadas semanalmente, sempre \u00e0s segundas-feiras, para a m\u00eddia baiana, e estar\u00e3o dispon\u00edveis no site e redes sociais da Secretaria. Se voc\u00ea conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomenda\u00e7\u00f5es podem ser feitas atrav\u00e9s do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o poder de digitalizar os processos, a internet \u00e9 respons\u00e1vel pelo o que alguns estudiosos chamam de a 4\u00ba revolu\u00e7\u00e3o industrial, na qual novas tecnologias fundem o mundo f\u00edsico, digital e biol\u00f3gico. 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