{"id":7699,"date":"2024-06-27T09:00:56","date_gmt":"2024-06-27T12:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/?p=7699"},"modified":"2024-06-26T15:08:08","modified_gmt":"2024-06-26T18:08:08","slug":"estudo-descreve-historia-genetica-do-cacau-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/2024\/06\/27\/estudo-descreve-historia-genetica-do-cacau-no-brasil\/","title":{"rendered":"Estudo descreve hist\u00f3ria gen\u00e9tica do cacau no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Peter Moon \u00a0| \u00a0Ag\u00eancia FAPESP \u2013 A saga do cacau no sul da Bahia faz parte da hist\u00f3ria econ\u00f4mica e cultural do Brasil. N\u00e3o fosse a bem-sucedida introdu\u00e7\u00e3o dos cacaueiros na regi\u00e3o de Ilh\u00e9us no s\u00e9culo 18, n\u00e3o haveria o ciclo do cacau da Bahia nem motivos para inspirar Jorge Amado a escrever Gabriela, Cravo e Canela.<\/p>\n<p>Mas o sucesso da cultura do cacau na Bahia \u00e9 coisa do passado. O Brasil, que j\u00e1 foi o segundo maior produtor mundial de cacau, hoje \u00e9 apenas o sexto. E foi somente em 2015, ap\u00f3s mais de 20 anos exclu\u00edda do mercado mundial, que a Bahia p\u00f4de retomar a exporta\u00e7\u00e3o do produto.<br \/>\nA culpa do decl\u00ednio da cacauicultura baiana \u00e9 o fungo Moniliophtora perniciosa, que transmite a doen\u00e7a da vassoura-de-bruxa. A praga apareceu na regi\u00e3o de Ilh\u00e9us-Itabuna em 1989 e se alastrou afetando os frutos, os brotos e as flores dos cacaueiros.<\/p>\n<p>As \u00e1rvores deixaram de dar frutos. A produ\u00e7\u00e3o brasileira, que era de 320 mil toneladas por ano, despencou para 190 mil toneladas por ano em 1991. Toda a queda corresponde ao tombo da cacauicultura baiana, estado que concentrava 80% da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-7701\" src=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/PHOTO-2024-06-26-14-08-23-1.jpg\" alt=\"\" width=\"381\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/PHOTO-2024-06-26-14-08-23-1.jpg 765w, https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/PHOTO-2024-06-26-14-08-23-1-300x207.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 381px) 100vw, 381px\" \/><\/p>\n<p>Nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, muitos esfor\u00e7os t\u00eam sido feitos para o combate \u00e0 vassoura-de-bruxa, especialmente na busca de novas variedades de cacau resistentes \u00e0 praga, pois o fungo continua presente no sul da Bahia.<\/p>\n<p>Uma iniciativa inovadora \u00e9 o estudo de estrutura gen\u00e9tica e da diversidade molecular do assim chamado \u201ccacau da Bahia\u201d, um conjunto de variedades locais desenvolvidas nos \u00faltimos dois s\u00e9culos. O estudo \u00e9 conduzido pela professora Anete Pereira de Souza, do Instituto de Biologia e do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Gen\u00e9tica da Universidade Estadual de Campinas, ao lado de pesquisadores de diversas universidades e centros de pesquisa da Bahia, como a Comiss\u00e3o Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e o Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia Baiano (IF Baiano).<br \/>\nOs resultados foram publicados na PLoS One, com apoio da FAPESP.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-7702\" src=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/PHOTO-2024-06-26-14-08-23.jpg\" alt=\"\" width=\"355\" height=\"213\" srcset=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/PHOTO-2024-06-26-14-08-23.jpg 765w, https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/PHOTO-2024-06-26-14-08-23-300x180.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 355px) 100vw, 355px\" \/><\/p>\n<p>\u201cA baixa resist\u00eancia do cacau da Bahia \u00e0 praga da vassoura-de-bruxa sempre me intrigou\u201d, disse Souza. \u201cA Amaz\u00f4nia brasileira \u00e9 um dos centros da esp\u00e9cie Theobroma cacao. Portanto, devem existir muitas variedades e tipos de cacau diferentes, alguns inclusive resistentes ao fungo M. perniciosa. Ent\u00e3o, como se explica que a praga praticamente dizimou as planta\u00e7\u00f5es de cacau do sul da Bahia em poucos anos, sendo que ele veio da Amaz\u00f4nia? Decidimos ent\u00e3o estudar a hist\u00f3ria gen\u00e9tica do cacau da Bahia para encontrar a raz\u00e3o de sua baixa resist\u00eancia \u00e0 vassoura-de-bruxa e assim encontrar uma maneira de torn\u00e1-lo mais resistente ao fungo.\u201d<\/p>\n<p>O cacau chegou \u00e0 Bahia em 1746, quando um colonizador franc\u00eas que vivia no Par\u00e1, Luiz Frederico Warneau, enviou algumas sementes da variedade \u201cForastero\u201d (do grupo Amelonado) ao fazendeiro baiano Antonio Dias Ribeiro, que as semeou no munic\u00edpio de Canavieiras.<br \/>\nEm 1752, foram plantadas as primeiras sementes em Ilh\u00e9us. As plantas se aclimataram bem \u00e0 regi\u00e3o. Ao longo do s\u00e9culo 19, as fazendas de cacau foram se disseminando na regi\u00e3o e as exporta\u00e7\u00f5es avan\u00e7aram \u00e0 medida que aumentava o consumo de chocolate na Europa e nos Estados Unidos. Nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo 20, o cacau era o principal produto de exporta\u00e7\u00e3o da Bahia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-7703\" src=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/PHOTO-2024-06-26-14-08-24.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/PHOTO-2024-06-26-14-08-24.jpg 765w, https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/PHOTO-2024-06-26-14-08-24-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/p>\n<p>\u201cO cacau da Bahia \u00e9 de excelente qualidade, tanto que todos os cinco maiores produtores mundiais (Costa do Marfim, Gana, Indon\u00e9sia, Nig\u00e9ria e Camar\u00f5es, nesta ordem) plantam o cacau da Bahia. As sementes que l\u00e1 foram introduzidas pertenciam todas \u00e0 variedade Forastero da Bahia\u201d, explicou Souza.<\/p>\n<p>A vassoura-de-bruxa \u00e9 end\u00eamica na Am\u00e9rica do Sul e no Caribe, mas jamais atravessou o oceano para infestar os plantios na \u00c1frica e no sudeste asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s grande combate epidemiol\u00f3gico e cient\u00edfico \u00e0 vassoura-de-bruxa, resultados come\u00e7aram a aparecer. A produ\u00e7\u00e3o brasileira de cacau, que havia recuado a um m\u00ednimo de 170 mil toneladas em 2003, atingiu 291 mil toneladas em 2014, a maior safra em 26 anos.<br \/>\nO maior controle da vassoura-de-bruxa possibilitou \u00e0 Bahia voltar ao mercado externo, com a exporta\u00e7\u00e3o de 6,6 mil toneladas de am\u00eandoas para o mercado europeu em 2015.<\/p>\n<p>Base gen\u00e9tica estreita<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_7465\" aria-describedby=\"caption-attachment-7465\" style=\"width: 220px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-7465\" src=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/cocoa-3.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"452\" srcset=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/cocoa-3.jpg 389w, https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/cocoa-3-146x300.jpg 146w\" sizes=\"(max-width: 220px) 100vw, 220px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7465\" class=\"wp-caption-text\">Cacau produzido na Fazenda Santa Ana<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para entender a raz\u00e3o gen\u00e9tica da extrema suscetibilidade do cacau da Bahia \u00e0 vassoura-de-bruxa, Souza e a ent\u00e3o doutoranda Elisa Santos, da Universidade Estadual do Sudeste da Bahia, juntamente com pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz e da Comiss\u00e3o Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, ambas em Ilh\u00e9us (BA), foram a campo. Santos coletou 219 amostras de folhas de cacaueiros em sete fazendas, assim como outras 51 amostras de h\u00edbridos desenvolvidos ao longo de d\u00e9cadas no Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec\/Ceplac), de Ilh\u00e9us.<\/p>\n<p>De volta ao Centro de Biologia Molecular da Unicamp, foi realizado o sequenciamento do DNA nuclear das 270 amostras, focalizando a investiga\u00e7\u00e3o em 30 marcadores moleculares \u2013 pequenos trechos do DNA que servem de par\u00e2metro de compara\u00e7\u00e3o entre as variedades.<br \/>\nO que se descobriu foi que a base gen\u00e9tica do cacau da Bahia \u00e9 muito estreita. Literalmente todos os cacaueiros baianos t\u00eam a sua origem em um n\u00famero muito pequeno de indiv\u00edduos, ou seja, de sementes da variedade Forastero. \u00c9 que essas sementes foram muito bem escolhidas pela qualidade do cacau produzido pelas \u00e1rvores que deram origem a elas. Entre aquelas est\u00e3o as sementes trazidas por Warneau h\u00e1 270 anos.<\/p>\n<p>Se por um lado a baixa diversidade gen\u00e9tica das plantas garantia a qualidade do fruto, por outro tornava toda a popula\u00e7\u00e3o de cacaueiros fr\u00e1gil, dada a aus\u00eancia de variedades que pudessem resistir a uma amea\u00e7a como acabou sendo a vassoura-de-bruxa.<\/p>\n<p>Para piorar a situa\u00e7\u00e3o, os pesquisadores descobriram que os h\u00edbridos desenvolvidos pelo centro de melhoramento nos anos 1950 e 1960 (e cultivados at\u00e9 hoje), em vez de aumentarem a varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica na popula\u00e7\u00e3o cacaueira, acabaram por reduzi-la ainda mais, j\u00e1 que tamb\u00e9m foram produzidos com base apenas na qualidade do cacau.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-6725\" src=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Dia-do-Cacau-6.jpg\" alt=\"\" width=\"403\" height=\"269\" srcset=\"https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Dia-do-Cacau-6.jpg 538w, https:\/\/www.cacauechocolate.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Dia-do-Cacau-6-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 403px) 100vw, 403px\" \/><\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 havia uma base gen\u00e9tica estreita. Ent\u00e3o se escolheu unicamente plantas dessa base para obter h\u00edbridos. N\u00e3o se pensou em trazer novas variedades de fora da Bahia para ampliar a base gen\u00e9tica das \u00e1rvores da regi\u00e3o. O resultado foi a obten\u00e7\u00e3o de h\u00edbridos ainda menos resistentes \u00e0 vassoura-de-bruxa\u201d, disse Souza.<\/p>\n<p>Uma boa not\u00edcia da pesquisa foi a descoberta nas fazendas de \u00e1rvores resistentes \u00e0 doen\u00e7a e com maior varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica que aquela encontrada nos h\u00edbridos atualmente existentes.<br \/>\n\u201cS\u00e3o cacaueiros anteriores \u00e0 praga, que jamais foram atacados, n\u00e3o foram derrubados e continuam produzindo. E devem existir outros, al\u00e9m dos que coletamos. Essas \u00e1rvores n\u00e3o podem ser perdidas. Governo e fazendeiros precisam preservar essas variedades, elas representam o sucesso no futuro da cacauicultura baiana, nacional e tamb\u00e9m mundial, j\u00e1 que o cacau da Bahia foi exportado para o mundo todo\u201d, disse Souza.<\/p>\n<p>Atualmente novos h\u00edbridos envolvendo as \u00e1rvores de cacau com resist\u00eancia \u00e0 vassoura-de-bruxa e maior varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica j\u00e1 est\u00e3o sendo obtidos pelos pesquisadores dos centros de pesquisa na Bahia.<\/p>\n<p>O artigo Genetic Structure and Molecular Diversity of Cacao Plants Established as Local Varieties for More than Two Centuries: The Genetic History of Cacao Plantations in Bahia, Brazil (doi: http:\/\/dx.doi.org\/10.1371\/journal.pone.0145276), de Elisa S. L. Santos, Carlos Bernard M. Cerqueira-Silva, Gustavo M. Mori, D\u00e1rio Ahnert, Durval L. N. Mello, Jos\u00e9 Luis Pires, Ronan X. Corr\u00eaa, Anete P. de Souza, pode ser lido em http:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0145276.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(Fotos Fapesp e Arquivo Cacau&amp;Chocolate)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Peter Moon \u00a0| \u00a0Ag\u00eancia FAPESP \u2013 A saga do cacau no sul da Bahia faz parte da hist\u00f3ria econ\u00f4mica e cultural do Brasil. 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