
Mordam os cotovelos distintas co-irmãs, com o devido cuidado de não rasgar os caríssimos fardões. A Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc., ALAMBIQUE atingiu os píncaros da glória. A modesta academia de bebedores e literatos (mais bebedores do que literatos) acaba de receber em seus quadros Arnaldo Antunes, ex-Titãs, ex-Tribalistas, carreira solo de sucesso, poeta e escritor com ´apenas` três prêmios Jabuti nas costas.
Arnaldo Antunes foi imortalizado pelo presidente vitalício, imortalício e ditatorialício da ALAMBIQUE, Daniel Thame, após a mesa de abertura da Festa Literária do Cacau, a Flicacau em Itabuna, mesa esta mediada pelo próprio Daniel, mais pela generosidade dos organizadores do que pelos seus discutíveis talentos literários.

Além da imortalidade grapiúna, Arnado Antunes também recebeu a Comenda Caboclo Alencar, a mais elevada honraria da ALAMBIQUE, justíssimo tributo ao Rei do Beco do Fuxico.
Emocionados com o tamanho do homenageado, alguns dos 1313131313313 exclusivos membros da ALAMBIQUE pensaram em arrombar o ABC da Noite (afinal já eram 22 horas e o Caboclo dormia o sono dos justos) e se apropriar (o termo correto é ´roubar` mesmo, mas estamos tratando de imortais) algumas garrafas de batida de pitanga para comemorar.

Como a polícia anda muito ativa por esses dias, contentaram-se com uma dúzia de Haineken (pqp, justo a mais cara!) o que significou mais da metade do modesto cachê do mediador.
Alvíssaras a Arnaldo Antunes!!!!
O pulso ainda pulsa!






