
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, debateu ontem (11) de temas estratégicos da cadeia do cacau durante reunião com representantes do setor produtivo e autoridades estaduais, na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em Brasília. O encontro contou com a presença do governador do Pará, Helder Barbalho e dirigentes da Associação Nacional dos Produtores de Cacau-ANPC, liderados pela presidente Vanuza Barroso (BA) e Eunice Gutzeit (BA)
Entre os principais pontos abordados esteve a questão das importações de cacau, especialmente de países africanos, assunto que tem mobilizado produtores nas últimas semanas.
Sensibilidade ao momento do produtor

Durante o encontro, o ministro afirmou estar sensível ao momento vivido pelos produtores brasileiros, reconhecendo os desafios enfrentados pela cadeia cacaueira em um cenário de oscilações de mercado e pressão sobre preços.
Fávaro ressaltou que o Ministério acompanha a situação com atenção e que o diálogo com o setor produtivo é fundamental para a construção de soluções equilibradas.Além das discussões regulatórias, o ministro também estimulou produtores e entidades a ampliarem a busca por novos canais de comercialização, destacando a importância da organização de mercado, agregação de valor e diversificação de estratégias para fortalecer a renda no campo.
Rigor técnico e responsabilidade sanitária

No que se refere às importações, o ministro destacou que qualquer decisão será baseada em critérios técnicos e científicos. O MAPA enviou missão oficial à Costa do Marfim para verificar in loco as condições sanitárias da produção local, reforçando o compromisso do Brasil com a proteção fitossanitária.
Segundo Fávaro, o país não comprometerá sua segurança sanitária e seguirá preservando sua reputação como fornecedor confiável no mercado internacional.
Posicionamentos do setor

A reunião também registrou manifestações de representantes da cadeia produtiva. A ANPC (Associação Nacional dos Produtores de Cacau), presente no encontro, apresentou posicionamento firme em defesa da produção nacional e da revisão de aspectos regulatórios ligados às importações.
O ambiente foi de diálogo institucional, com exposição de diferentes visões, refletindo a complexidade do momento vivido pela cacauicultura brasileira.







