
A redução do prazo do drawback, a suspensão das importações de cacau africano e a necessidade de união para superar a crise na lavoura. Esses foram os principais temas da entrevista concedida pelo presidente do Sindicato Rural de Ipiaú e filiado à Federação de Agricultura do Estado da Bahia, Sérgio Gondim.

1. Medidas emergenciais
As medidas defendidas FAEB, e replicadas pelos sindicatos, foram provocadas e acordadas entre a diretoria da instituição e os sindicatos da região cacaueira para dar seguimento às demandas emergenciais diante da crise causada pelo deságio sobre o preço de Bolsa.
2. Pressão política em Brasília
Houve avanço no diálogo com deputados, senadores e a Frente Parlamentar da Agropecuária sobre o PDL que tenta derrubar a IN 125. Graças à interlocução da FAEB, CNA e ANPC em Brasília, o Ministério da Agricultura enviou uma equipe à Africa para avaliar a situação..
3. Fiscalização e importação de cacau
Por enquanto, não houve mudanças efetivas no controle do cacau importado, mas isso faz parte das reivindicações constantes. O setor segue atento e acompanhando de perto.
4. Suspeita de cartel
A suspeita de cartel é considerada fundamentada. Embora não se espere uma mudança imediata no curto prazo, o tema já está junto à CNA e ao setor de advocacia para que o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) seja acionado.
5. Drawback e distorções de mercado
Sabe-se que o drawback é um mecanismo legal abrangente, mas houve uma vitória: a mudança do prazo de dois anos para seis meses para a reexportação do produto manufaturado. Isso aconteceu devido à pressão dos sindicatos.
6. Relação com as indústrias
A reação das indústrias já está publicada nas redes sociais. Elas estão reagindo porque, talvez pela primeira vez em muitos anos, veem o produtor de forma organizada e unida para reivindicar seus direitos.

7. Próximos passos
As ações estão sendo acompanhadas de perto, inclusive com diálogo com deputados sobre a aprovação do projeto de lei 1769 (que trata dos 35% de cacau no chocolate). Foram enviadas quatro emendas essenciais; algumas não passaram, mas uma de 70% foi aprovada.
8. Mobilização do setor
Sim, existe a possibilidade de uma mobilização maior. O setor não vai parar. O trabalho começou de forma institucional e respeitosa, mas agora o mercado e o governo sabem que o produtor acordou.
10. Tempo de união
O momento atual exige extrema necessidade de união e organização. É preciso continuar fortalecendo as cooperativas existentes e criar novas. A grande verdade é que tudo isso só terá resultado se o produtor se mantiver unido e firme em seus propósitos.






