
Em meio ao momento crítico vivido pela cacauicultura brasileira — marcado por concorrência desleal, pressão sobre preços e riscos sanitários associados à importação de cacau — é fundamental reconhecer a atuação de parlamentares baianos que têm contribuído de forma concreta para a defesa do setor. Entre eles, destacam-se Lídice da Mata, Zé Neto, Angelo Coronel e Paulo Magalhães, todos da base do Governo Federal e do Governo do Estado, com ações objetivas em favor do cacau.
Lídice da Mata (PSB)

A senadora Lídice da Mata tem uma trajetória histórica de defesa da cadeia do cacau no Congresso Nacional. É autora e articuladora de projetos que buscam estabelecer percentual mínimo de cacau nos produtos comercializados como chocolate, uma medida fundamental para valorizar o cacau brasileiro, proteger o consumidor e combater práticas que confundem o mercado.
Além disso, liderou o projeto que concedeu a Ilhéus o título de Capital Nacional da Rota do Cacau e do Chocolate, fortalecendo o reconhecimento econômico, cultural e simbólico da região cacaueira no Brasil.
Zé Neto (PT)

O deputado federal Zé Neto teve atuação decisiva ao apresentar Projeto de Decreto Legislativo para sustar mudanças nas regras fitossanitárias de importação de cacau africano. A iniciativa buscou impedir a flexibilização de normas que poderiam expor as lavouras brasileiras a pragas e doenças, colocando em risco toda a cadeia produtiva.
Sua atuação trouxe o debate técnico e sanitário para o centro das discussões, reforçando a necessidade de proteção do produtor nacional.
Angelo Coronel (PSD)

O senador Angelo Coronel foi autor de projeto que se transformou em lei federal de incentivo ao setor cacaueiro, com foco em pesquisa, modernização da produção, melhoria de infraestrutura e fortalecimento da cadeia produtiva.
Também teve participação relevante no debate legislativo sobre a regulação do teor mínimo de cacau em chocolates, contribuindo para que o tema avançasse no Congresso e ganhasse respaldo institucional.
Paulo Magalhães (PSD)

O deputado federal Paulo Magalhães atuou de forma decisiva na tramitação e apoio ao projeto que atualiza a Política Nacional de Incentivo à Produção de Cacau de Qualidade. A proposta amplia diretrizes voltadas à sustentabilidade ambiental, inovação tecnológica, assistência técnica, crédito e fortalecimento dos produtores, especialmente os de menor escala.
Sua atuação ajudou a consolidar bases legais mais modernas e alinhadas às necessidades reais do setor.
Num cenário de forte pressão internacional e distorções de mercado, a atuação política responsável é essencial. O trabalho desses parlamentares demonstra que, quando há diálogo com o setor produtivo e compromisso institucional, é possível avançar na construção de um modelo mais justo, sustentável e competitivo para a cacauicultura brasileira.
Reconhecer essas ações é um registro necessário de quem contribuiu — e contribui — para defender quem está na base da produção e sustenta uma das cadeias mais importantes do país.






