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Aldeia pataxó implanta Sistemas Agroflorestais e melhora produção de cacau

Projeto contribui para a conservação do meio ambiente

A Cooperativa Agrícola de Pau Brasil-COOAP, a Teia dos Povos, a Associação das Mulheres Indígenas – AMI   e  a  família indígena Trajano Pataxó, fizeram aliança para implantação de Sistemas Agroflorestais-SAFs na  região da Água Vermelha em Pau Brasil.

A Agua Vermelha é uma tradicional região de produção de cacau, antes explorada por agricultores tradicionais inclusive grandes produtores e há  mais de vinte anos está sob o domínio da tribo Pataxó Hã hã hãe, no  polígono da Aldeia Caramuru Catarina Paraguassu.


” Fiquei encantado pela agroecologia, definimos pela transição agroecológica, sou líder de um povo e tenho que pensar o melhor pra minha comunidade, convenci meus irmãos a se cooperarem na COOAP”, disse  o Cacique Flávio Trajano Pataxó.  “Nós também somos um núcleo da Teia dos Povo e vamos nós cinco os irmãos, minha irmã e minha mãe marcharmos em favor da agroecologia e da cooperação entre os povos”.

Na área  está sendo implantando um SAF numa área de 20 hectares, além de recuperar o cacau no manejo agroecológico. O grupo também assinou uma carta de adesão ao projeto de Conservação Produtiva-PRODESEMA

O povo pataxó tem tradição na produção de alimentos, inclusive fornecem a toda região, os 54 mil hectares de terra do Território Pataxó compreende 3 cidades que juntas tem cerca de 50 mil habitantes, em Pau Brasil 35% da população é Indígena.

A COOAP junto com o ECOBAHIA através do ATER AGROECOLOGIA LOTE 12 do Governo do Estado através da Secretaria de Desenvolvimento Rural-SDR e os programas Bahia Produtiva e Alianças Produtivas,  estão capacitando os índios em cacau de qualidade, hoje a produção é em média 04 a 06@ por hectares, a previsão é que já ano vem essa produção dobre e nos próximos 3 anos seja alcançado 50@ por hectares. “Estamos fazendo um trabalho que vai ampliar a produção de cacau de qualidade, permitir a agroindústria com o chocolate de origem e conservar o meio ambiente, melhorando de forma expressiva as condições de vida das comunidades tradicionais e agricultores familiares”, afirma Nego Elder, coordenador do Instituto ECOBAHIA e da Teia dos Povos.

 

 

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