Henrique Almeida
Cacau cotado a USD$2.250,00/ton para o mercado interno brasileiro, em reais R$170,00 a arroba. Sim é esse o preço praticado pelas indústrias moageiras na Bahia, na bolsa de NY USD$3.250,00/ton.
Sim, a indústria é privada, poderiam alegar que devem explicações aos seus acionistas, mas já que a CNA-Confederação Nacional da Agricultura que deveria se pronunciar pelos agricultores permanece em silêncio sepulcral, venho apelar à direção Associação das Indústrias Processadoras de Cacau- AIPC, que nesse momento encontra-se na Holanda, discursando junto com outras entidades que o cacau brasileiro é rastreado é sustentável, que venham de público dar uma explicação aos seus clientes, os produtores de cacau, motivo deles terem aqui o parque moageiro, porque há sete meses estão praticando esse deságio, quando num passado recente chegaram a praticar USD$3.000,00/ton de ágio.
É o mínimo que a AIPC, deveria fazer, já que eles se preocupam tanto com os produtores de cacau, é isso que ela prega no seu discurso, então fica aqui o apelo, pelo amor de Deus expliquem o porquê desse deságio que está inviabilizando a cacauicultura no Brasil especificamente a da Bahia.
Caso o silêncio permaneça ficarão vocês expostos a todo tipo de elocubrações e hipótese, por exemplo, à CNA e AIPC estão de conluio? ou os interesse são outros? Perguntar não ofende
Espero em Deus, que daqui a um ano não seja necessário uma comissão de produtores se fazer presente na Holanda para dizer em alto e bom som, a indústria moageira está matando o produtor de cacau do Brasil, já que os produtores que lá estão parece estar de acordo com esse genocídio ao produtor de cacau
É lamentável!
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Henrique Almeida é produtor de cacau e chocolate no Sul da Bahia






