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Gestão de resíduos e a relação com a saúde pública

Como cidades sem lixões podem reduzir gastos com saúde?

 

Mariane Gagulich

Cuidar do resíduo vai muito além de uma boa administração pública. Também é saúde. E esse último elo, embora muitas vezes subestimado, precisa começar a ser considerado como um dos pontos primordiais ao se pensar na gestão e bem-estar de uma população. O cenário brasileiro vai nos revelar que o descarte incorreto não é apenas crime ambiental, mas um verdadeiro ralo financeiro. Cerca de R$97 bilhões anuais do Brasil, conforme dados recentes da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA), são desperdiçados, considerando desde custos operacionais ineficientes até o tratamento de doenças que poderiam ser evitadas. Isso te faz entender como o lixo barato dos lixões é, na verdade, uma das faturas mais caras pagas pela sociedade como um todo?

 

E temos mais pontos de reflexão!

 

Outros dados que nos chamam atenção são os do Instituto Trata Brasil, que apontam mais de 344 mil internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por doenças relacionadas à falta de saneamento inadequado. Com isso, fica claro que áreas de descarte irregular funcionam como precursoras de crises sanitárias. Em uma conta simples, para o gestor público, cada cidadão que busca uma UPA com sintomas de viroses ou infecções ligadas à má gestão do resíduo representa um custo que poderia ter sido evitado com a destinação adequada.

 

Quando o resíduo é confinado em aterros sanitários que protegem o lençol freático e eliminam vetores de doenças, o dividendo que não se enxerga com tanta facilidade, aparece na redução das filas nos hospitais e na liberação de recursos da Secretaria de Saúde para investimentos em outras áreas prioritárias, mostrando que a gestão correta de resíduos é o alicerce de uma gestão e economia municipal saudáveis.

 

Hoje, no Sul da Bahia, nossa atuação enquanto CVR Costa do Cacau, é trabalhar ativamente na interrupção desse ciclo. Fazemos isso ao garantir que 457 toneladas de resíduos deixem de ser despejadas diariamente em terrenos baldios para receberem tratamento em uma Central de Valorização de Resíduos licenciada. A CVR Costa do Cacau tem se empenhado, continuamente, desde sua fundação para que as regiões e comunidades que ainda são reféns dos lixões a céu aberto, deixem cada vez mais essa história no passado, que possíveis prejuízos e negativas para o setor de saúde sejam minimizados com o avanço do fim dos lixões.

 

O encerramento dos lixões em cidades como Itabuna e Ilhéus não deve ser lido apenas como o cumprimento de um prazo legal, mas como a contratação de um seguro-saúde preventivo à população.

 

Clicando aqui você confere um artigo completo sobre o fim da era dos lixões no Sul da Bahia

 

CVR Costa do Cacau como braço estratégico para a gestão pública de saúde

 

Nossa Central de Tratamento de Resíduos surgiu como a resposta necessária para que os municípios da Bahia pudessem, finalmente, cumprir as metas do Plano Nacional de Resíduos Sólidos e erradicar os lixões. O prazo, que no início de nossa operação, já era um agravante para municípios que ainda não haviam adotado as medidas adequadas, hoje, se torna uma questão de urgência máxima. E, para te relembrar sobre datas, para capitais e regiões metropolitanas o limite foi agosto de 2021, já municípios com mais de 100 mil habitantes, agosto de 2022. Cidades com 50 mil a 100 habitantes o marco máximo era agosto de 2023, e, locais com menos de 50 mil habitantes se encerrou em agosto de 2024.

 

Seja qual for seu papel de atuação na sociedade, esperamos que esta reflexão tenha feito você entender que, quando um lixão é encerrado, o saldo positivo da conta também será considerado no setor da saúde. Estamos falando que retiramos o peso da comunidade de ser um epicentro de viroses, doenças respiratórias e infecções dermatológicas. Para as prefeituras, isso se traduz em menos pressão sobre as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais, permitindo o redirecionamento de recursos financeiros de tratamentos curativos para ações preventivas.

 

No Sul da Bahia, a transformação foi liderada pela parceria entre a CVR e alguns municípios pioneiros, incluindo Ilhéus e Itabuna, que hoje servem de modelo para o restante do estado. E, se, hoje, sua cidade ainda não adotou a transformação, nós estamos aqui, a postos para te apoiar.

 

A nossa atuação enquanto CVR Costa do Cacau, integrante do Grupo Marca, vai além da simples recepção de resíduos. Implementamos um ecossistema de valorização que inclui o tratamento de resíduos de serviços de saúde por autoclavagem, a gestão de resíduos industriais e a futura produção de biometano. Ao processar adequadamente cerca de 457 toneladas de resíduos por dia, a nossa unidade garante que o passivo ambiental de prefeituras e de mais de 70 empresas privadas não se torne um problema de saúde coletiva. Esse rigor operacional é respaldado por licenças ambientais rigorosas, como as portarias INEMA nº 21.687 e 31.303, que atestam a segurança técnica de todo o processo.

 

Atração de novas frentes e oportunidades para além da saúde

 

Em resumo, a erradicação dos lixões no Sul da Bahia, viabilizada por nossa CVR Costa do Cacau, representa o resgate da autoestima da região e um investimento inteligente na longevidade da população. Governos que priorizam a destinação correta de resíduos não estão apenas cumprindo prazos. Eles estão blindando suas cidades contra crises e garantindo que o desenvolvimento econômico caminhe ao da proteção à vida. Decidir pelo fim dos lixões, acima de tudo, passa a ser uma vitória da saúde pública sobre o atraso. É uma decisão estratégica que só é definida por quem decide ser um agente de transformação.

 

 Mariane Gagulich é assessora de imprensa do  Grupo Marca-CVR Costa do Cacau 

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