
A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) publicou o resultado do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) 2026/2027. Ao todo, 12 estudantes de graduação foram selecionados para bolsas disponibilizadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio do sistema de Cotas Institucionais.
Os estudantes atuarão em projetos de pesquisa da CEPLAC/CEPEC, sob orientação de pesquisadores com titulação mínima de doutorado, vínculo com a instituição e carga horária de 40 horas semanais ou dedicação exclusiva. O PIBIC busca despertar nos universitários a vocação científica, o pensamento crítico e a criatividade, aproximando-os dos desafios atuais e futuros da cacauicultura brasileira.
Cada bolsa terá valor mensal de R$ 700. O benefício possui caráter transitório e não configura vínculo empregatício. Também não pode ser acumulado com estágio remunerado, vínculo empregatício ou outra bolsa de natureza acadêmica ou profissional, ressalvadas as exceções previstas no edital e nas normas do CNPq.
Apoio à nova geração de cientistas no campo
Na avaliação do diretor da CEPLAC, Thiago Guedes Viana, o apoio a esses jovens é tratado como uma estratégia fundamental para assegurar a competitividade, a economia e a continuidade da produção de cacau no Brasil a longo prazo. “Estamos ampliando as frentes para formar essa nova geração de pesquisadores. Permitir que jovens cientistas adquiram experiência prática dentro dos nossos territórios é garantir inovação e assegurar o futuro da cacauicultura brasileira”, destaca.
A coordenadora-geral de Pesquisa e Inovação da CEPLAC, Monaliza Lopes da Silva Sales, afirma que a formação de novos pesquisadores é parte da continuidade da ciência produzida pela instituição. “A ciência pública se constrói com continuidade, investimento e formação de novas gerações. Ao fortalecer o Programa de Iniciação Científica, a CEPLAC reafirma uma responsabilidade que acompanha sua história: produzir conhecimento para responder aos desafios do presente e, ao mesmo tempo, preparar o país para os desafios do futuro”.
Ainda de acordo com Monaliza, “é uma oportunidade para a própria instituição se renovar, incorporar novos olhares e formar novos talentos. Investir em iniciação científica é fortalecer a capacidade do Estado brasileiro de produzir ciência, inovação e soluções para uma cacauicultura cada vez mais sustentável, competitiva e preparada para o futuro”, conclui.
Para a CEPLAC, a iniciativa tem importância que vai além da formação acadêmica dos estudantes. O programa também funciona como instrumento de renovação da pesquisa institucional, ao aproximar jovens universitários de pesquisadores que acumulam décadas de experiência em estudos sobre o cacau e os territórios de atuação do órgão.
“O Programa oferece muitas oportunidades para estudantes universitários, futuros profissionais da pesquisa, se engajarem em atividades de laboratório ou de campo junto a pesquisadores experientes do CEPEC, desenvolvendo pesquisas originais e inovadoras. É como um estágio profissionalizante de longo prazo para jovens que desejam enfrentar o mercado de trabalho após concluir a graduação em uma área correlata ou que pretendem se dedicar à vida acadêmica por meio de uma pós-graduação na mesma área. É estimulante intelectualmente tanto para os estudantes selecionados quanto para os pesquisadores com os quais colaboram”, pontua o coordenador da área de Pesquisa da CEPLAC, Jacques H.C Delabie.
A expectativa é que o programa contribua não apenas para a produção científica durante o período da bolsa, mas também para despertar entre os estudantes o interesse pela carreira de pesquisador. Para a CEPLAC, a formação desses novos talentos ajuda a garantir a continuidade de uma trajetória de pesquisa construída ao longo de décadas.
O resultado do PIBIC CEPLAC/CNPq 2026/2027 está disponível no portal oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária.
(Fotos Divulgação)






