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Mercado global de chocolate deve alcançar US$ 152 bilhões até 2031, impulsionado por inovação e produtos premium

Estudo projeta crescimento médio de 4,97% ao ano, com avanço das vendas digitais, chocolates com maior teor de cacau e alternativas vegetais.

 

O mercado mundial de chocolate deverá continuar crescendo nos próximos anos, apesar da volatilidade do cacau e das pressões sobre os custos de produção. Segundo ao setor deve movimentar US$ 119,62 bilhões em 2026 e alcançar US$ 152,45 bilhões em 2031, com expansão média anual de 4,97%. A projeção representa um aumento acumulado de aproximadamente 27,4% no período.

A expansão combina inovação, diversificação dos canais de venda e maior procura por produtos diferenciados. Nesse cenário, fabricantes investem em qualidade, origem identificada, novas formulações e experiências de consumo capazes de justificar preços mais elevados.

A Europa permanece como o maior mercado, respondendo por 43,56% do valor global em 2025. A tradição de consumo e a importância dos chocolates como presentes sustentam essa liderança. Já o Oriente Médio e a África deverão apresentar o crescimento mais acelerado, com taxa média anual de 5,96% até 2031.

Embora os produtos de consumo massificado tenham concentrado 76,81% do mercado em 2025, o segmento premium deverá avançar acima da média, crescendo 5,84% ao ano. Chocolates de origem única, produção artesanal e propostas bean-to-bar, elaboradas da amêndoa à barra, ganham espaço entre consumidores interessados em procedência e qualidade.

Também cresce a procura por chocolate amargo, cuja expansão prevista é de 5,34% ao ano. O movimento acompanha o interesse por formulações com maior teor de cacau e menos açúcar. Essa preferência, porém, não significa que todo chocolate amargo tenha baixo teor de açúcar: a composição varia conforme o produto.

As alternativas sem ingredientes lácteos apresentam outra oportunidade, com crescimento estimado de 6,11% ao ano. Além do público vegano, essas formulações atendem consumidores com intolerância à lactose ou interessados em reduzir ingredientes de origem animal. Preservar sabor, textura e cremosidade continua sendo um desafio para os fabricantes.

Na distribuição, supermercados e hipermercados seguem na liderança, com 43,82% do mercado em 2025. Entretanto, as vendas online deverão crescer 7,07% ao ano, favorecidas pelas lojas próprias das marcas, assinaturas e vendas diretas ao consumidor. O canal também amplia o alcance de fabricantes artesanais e permite comunicar melhor a origem e os diferenciais dos produtos.

A sustentabilidade ganha peso comercial e operacional. Rastreabilidade, condições de trabalho e responsabilidade ambiental passam a influenciar decisões de compra e estratégias de abastecimento. Para a cadeia brasileira do cacau, esse movimento abre oportunidades de diferenciação por qualidade, origem e transparência.

Fonte: mercadodocacau com informações grandeconsumo

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