A decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária que suspende temporariamente a importação de cacau da Costa do Marfim foi recebida de forma positiva pela Federação de Agricultura do Estado da Bahia-Faeb e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que participaram de uma reunião técnica com o MAPA em novembro, quando foram apresentadas preocupações relacionadas à sanidade vegetal e solicitada a revisão da Análise de Risco de Pragas (ARP).
O tema vem sendo acompanhado com rigor e atenção pelas duas entidades. De acordo com o presidente do Sistema Faeb/Senar, Humberto Miranda, a decisão decorre de um processo técnico conduzido pelas autoridades sanitárias brasileiras.

“O envio da missão e a publicação da medida refletem o funcionamento dos protocolos de defesa agropecuária, que têm como base critérios técnicos e científicos. Trata-se de um procedimento previsto para avaliar riscos e subsidiar as decisões relacionadas ao comércio internacional de produtos agrícolas”, afirmou.
Segundo ele, a Faeb também segue atuando em duas frentes: a revisão do drawback na importação e a um estudo sobre a formação do preço interno do cacau e uma eventual carteirização no setor.

A medida do Ministério da Agricultura, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24), é baseada em uma nova análise de risco fitossanitário realizada pela missão técnica brasileira no país africano, entre os dias 1 e 14 de fevereiro, cujo relatório deve ser divulgado até o final desta semana.






