CEPLAC e UFSB unem tradição científica e inovação para liderar nova fase da cacauicultura sustentável
Acordo de cooperação técnica firmado em Ilhéus fortalece a integração entre pesquisa, ensino e extensão, ampliando o alcance do Projeto Cacau Brasil Agrofloresta pelos próximos cinco anos

Em um movimento que reforça o compromisso com a inovação e a sustentabilidade na cacauicultura brasileira, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) firmaram, em maio, um Acordo de Cooperação Técnica durante o lançamento do Projeto “Cacau Brasil Agrofloresta”, em Ilhéus. Com vigência de cinco anos, a iniciativa consolida uma aliança estratégica voltada à pesquisa, inovação e promoção de sistemas produtivos alinhados aos desafios climáticos e ao desenvolvimento sustentável.
A simbologia do ato é poderosa. Sob a liderança do engenheiro agrônomo Thiago Guedes, diretor da CEPLAC, a instituição federal vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) finca bandeira na vanguarda do desenvolvimento agrário e abre as portas de seu patrimônio técnico para cooperar intensamente com a academia. O coração do acordo bate forte na integração de infraestruturas: laboratórios de ponta, espaços de formação agroflorestal e o valioso Herbário da CEPLAC passam a ser operados em um ecossistema compartilhado de altíssimo nível.

Do ponto de vista macroeconômico e ambiental, a iniciativa ataca o principal gargalo do setor: a transferência de tecnologia. O decano do Centro de Formação em Ciências Agroflorestais da UFSB, Carlos Eduardo Pereira, detalhou que essa simbiose já viabiliza o funcionamento de sete laboratórios, salas de aula e estruturas de pós-graduação. Ou seja, a CEPLAC oferece o solo firme da pesquisa aplicada de décadas para que a universidade cultive recursos humanos qualificados e inovação disruptiva.
Para Fabrício Berton Zanchi, Reitor da UFSB, a cooperação técnica com a CEPLAC viabiliza o acesso de estudantes e pesquisadores à infraestrutura e aos acervos da entidade, ampliando as opções de formação acadêmica na área. “É um passo decisivo para a consolidação da UFSB como um vetor de desenvolvimento científico e social no Sul da Bahia. Esta parceria materializa o nosso compromisso em conectar a produção acadêmica diretamente com as vocações produtivas e ambientais do nosso território”, destaca.

“A CEPLAC acumula uma bagagem técnico-científica única no mundo sobre o cultivo do cacau e sistemas agroflorestais. O que estamos fazendo aqui é conectar esse patrimônio vivo ao dinamismo acadêmico da UFSB, criando soluções reais para o nosso território”, avalia Thiago Guedes Viana, Diretor da CEPLAC.
O plano de trabalho estabelece metas claras e urgentes. Uma delas é a modernização e digitalização da Biblioteca do Cacau, um acervo histórico precioso que guarda a memória e a ciência da cacauicultura nacional, além da conservação de coleções biológicas estratégicas. Trata-se de colocar a bioeconomia baiana no mapa global da ciência acessível e digital.

A visão de longo prazo defendida pela CEPLAC mostra que o fortalecimento da lavoura não caminha separado da conservação ambiental. A floresta em pé, preservada pelo tradicional sistema cabruca e impulsionada pelos novos arranjos agroflorestais do projeto recém-lançado, passa a ser um ativo econômico mensurável. Ganha o produtor, ganha a biodiversidade e ganha a ciência brasileira.
O avanço desenhado neste início de semana prova que o fortalecimento institucional é o caminho mais seguro para o desenvolvimento regional. Ao coordenar o Projeto “Cacau Brasil Agrofloresta” e estender as mãos à UFSB, com o apoio do reitor em exercício Francisco Mesquita e do pró-reitor Franklin Matos, a CEPLAC reassume com vigor seu papel histórico de bússola da economia cacaueira. O futuro do Sul da Bahia continuará sendo desenhado à sombra das árvores, mas agora sob a luz viva da mais avançada pesquisa científica. <Mensagem editada>
Fotos: Aguido Ferreira dos Santos/CEPLAC






