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Degeneração Macular Relacionada à Idade: prevenção e diagnóstico precoce preservam a visão

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma das principais causas de perda da visão em pessoas com mais de 60 anos. A doença afeta a mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes, leitura, reconhecimento de rostos e percepção de cores. Embora não provoque cegueira total, pode comprometer significativamente a visão central, reduzindo a autonomia e a qualidade de vida.

A oftalmologista Dra. Luciana  Pinto de Carvalho, da Clinica Mais Luz, em Itabuna,   especialista em Oftalmologia geral, pediátrica e baixa visão, destaca que a  DMRI é dividida em dois tipos. “A forma seca é a mais comum, correspondendo à maioria dos casos, e caracteriza-se pelo desgaste gradual das células da mácula. Sua evolução costuma ser lenta e progressiva. Já a forma úmida, menos frequente, é mais agressiva e ocorre devido ao crescimento anormal de vasos sanguíneos sob a retina, que podem causar vazamentos e hemorragias, levando à perda rápida da visão se não forem tratados”.

Dra. Luciana Carvalho (foto Guthierry Andrade

Os principais sintomas incluem visão embaçada, dificuldade para ler, necessidade de maior iluminação para realizar atividades, percepção de manchas escuras no centro do campo visual e distorção das linhas retas, que podem parecer onduladas. Em muitos casos, a doença evolui de forma silenciosa em seus estágios iniciais, tornando as consultas oftalmológicas periódicas fundamentais para o diagnóstico precoce.

De acordo com a Dra. Luciana, “entre os fatores de risco estão o envelhecimento, histórico familiar da doença, tabagismo, hipertensão arterial, obesidade, colesterol elevado e exposição excessiva à radiação ultravioleta sem proteção adequada”. “A adoção de hábitos saudáveis, como alimentação rica em frutas, verduras, peixes e vegetais de folhas verdes, prática regular de atividade física, controle das doenças crônicas e abandono do cigarro, contribui para reduzir o risco de desenvolvimento e progressão da DMRI”, ressalta a oftalmologista.

Fundo do olho normal

DIAGNÓSTICO E PREVENÇÃO

O diagnóstico é realizado pelo oftalmologista por meio do exame de fundo de olho e, quando necessário, exames complementares como a tomografia de coerência óptica (OCT) e a angiografia da retina.

De acordo com a Dra. Luciana, “embora a forma seca ainda não tenha cura, existem estratégias para retardar sua evolução, incluindo acompanhamento médico e, em casos selecionados, suplementação vitamínica específica. Para a forma úmida, o tratamento com medicamentos antiangiogênicos aplicados diretamente no olho revolucionou o controle da doença, permitindo estabilizar e, em muitos pacientes, melhorar a visão quando iniciado precocemente”.

Fundo do olho com DMRI

A prevenção continua sendo a melhor estratégia. Pessoas acima dos 60 anos, especialmente aquelas com fatores de risco, devem realizar exames oftalmológicos regularmente, mesmo na ausência de sintomas. “O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para preservar a visão e garantir mais qualidade de vida durante o envelhecimento”, finaliza a oftalmologista.

 

Contatos Clínica Mais Luz

 

Fone 32115811

Wathsapp- (73) 99913 2583

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Um Comentário

  1. Muito boa a matéria!!! A gente acaba deixando a consulta com o oftalologista pra depois e nem imagina que algumas doenças podem evoluir sem dar sinais. Valeu o alerta!!! Informação faz toda a diferença pra cuidar da visão e da saúde em geral

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