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Estudantes do 3ª ano do ensino médio do Colégio Jorge Amado participam de oficinas do projeto que celebra legado de Waldeny Andrade

Na tarde desta quarta-feira, dia 16, estudantes do 3ª ano do ensino médio do Colégio Jorge Amado,  em Itabuna, participaram da penúltima oficina do projeto executado conjuntamente com a editora grapiúna Via Litterarum e a Fundação Pedro Calmon, que celebra o legado literário do jornalista, radialista e escritor Waldeny Andrade, com a reedição de quatro obras. O ciclo de oficinas, iniciado no dia 9 será encerrado na próxima terça-feira, dia 22.

O projeto da editora foi 1º colocado nos editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal, repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado para a reedição das quatro obras do também jornalista Waldeny Andrade: Vidas Cruzadas, Serra do Padeiro – a saga dos Tupinambás, A Ilha de Aramys e Noite no Vale do Cotia.

“Atualmente, projeto envolve cerca 130 alunos distribuídos em turmas do Ensino Fundamente II e Ensino Médio. Cada um deles, recebeu um dos livros do autor em doação para a leitura, estudo com professores em sala de aula, participação nas oficinas e posterior elaboração de um trabalho em qualquer forma de expressão literária. As oficinas literárias integram o processo educacional da nossa escola. Há cinco anos que vem sendo desenvolvido e neste ano tivemos a parceria da Fundação Pedro Calmon e da Via Litterarum”, afirma a professora Danilla Ferreira.

A turma das oficinas desta quarta-feira trabalhou com A Ilha de Aramys, o terceiro livro do escritor Waldeny Andrade. “A gente espera que os alunos compreendam, entendam melhor a região Sul da Bahia, dialoguem sobre personagens, o meio ambiente e tragam isso para a sua realidade, já que a temática do escritor é muito atual”, acrescenta. “O tema do que venham a ser produzido na reescrita literária pelos participantes que é de escolha livre e culminância do projeto que prevê a edição de um livro a ser lançado”, disse.

Segundo ela, cada um dos professores e das turmas participantes recebeu um dos livros de Waldeny Andrade, gratuitamente, tendo citado como exemplo que o 9º ano do ensino fundamental trabalha com o livro Noite no Vale do Cotia; o 1º ano do ensino médio, Serra do Padeiro – a saga dos Tupinambás; o 2º ano, Vidas Cruzadas, enquanto o 3º ano, A Ilha de Aramys. Para a professora Moniquele da Hora, as obras de Waldeny Andrade trazem uma essência muito clara aos jovens, mesmo tendo iniciado a carreira literária ao final de sua vida de radialista e jornalista na Região Cacaueira, além de dar outra perspectiva e vivência de uma outra época.

“É leitura de fácil acesso e compreensão e os nossos alunos se sentem representados pelas histórias que contam a trajetória de Itabuna, a questão do Rio Cachoeira, vivências regionais e até períodos de eleição e o diálogo de 40 anos de política na cidade na obra A Ilha de Aramys”, comenta.

A educadora concorda que as obras também trazem aspectos relativos à fauna e flora, sociológicos e antropológicos, como em Serra do Padeiro – a saga dos Tupinambás, e questões locais como o Café Pomar, point de encontro de estudantes, empresários e políticos de sua época o que fascina alguns estudantes. “Então, num mundo atual tão tecnológico fazê-los entender a realidade das narrativas é algo extraordinário, além de trabalhar temas importantes que vão ajudar a galera do 3º ano a ter outras perspectivas”, frisa.
A coordenadora pedagógica do Colégio Jorge Amado e uma das fundadoras da COOPEDI, professora Miralva Moitinho, afirma que a experiência das oficinas com a Fundação Pedro Calmon e a a Via Litterarum tem sido uma nova realidade que prestigia a unidade escolar. “Sempre foi inquietação trazer o saber da universidade e de instituições culturais regionais e estaduais baianas para uma unidade escolar da educação básica. Poderíamos ser uma região mais rica ainda se tivéssemos mais leitores com projetos como este”, assegura.

Ela informa que o projeto literário do Colégio Jorge Amado é estruturante depois de ter saída das praças públicas para receber o apoio da Fundação Pedro Calmon. “Nas praças cidade demonstramos que a nossa literatura regional podia ser vista e valorizada. Temos cerca de 300 escritores, mas sempre se adotou escritores e obras distantes da nossa realidade o que fazia os estudantes imaginarem distância, ausência e falta de oportunidade de interação”, afirma.
“Com o projeto, trouxemos autores como Ruy Póvoas, Daniel Thame, Cyro de Mattos, Margarida Fahel e tantos outros com quem puderam dialogar com nossos alunos. Muitos conheciam apenas de citações na mídia. É muito importante que as cerca de 300 escolas de Itabuna trabalhem os nossos escritores e a nossa literatura regional. Quem nos deu o maior incentivo foi a poetisa Geny Xavier, leitora extraordinária. Portanto, temos avançado com este projeto da Fundação Pedro Calmon e da editora Via Litterarum para motivar os alunos a ler livros físicas em tempos de internet, celular e IA”, concluiu.

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