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Cooperast fortalece Sistemas Agroflorestais na produção de cacau no Sul da Bahia

 

Uma equipe técnica da Cooperativa de Desenvolvimento Territorial – Cooperast, juntamente com Cesar Neres, e Mirela Teixeira que são analistas de projetos da Fundação Cargill, e a analista de sustentabilidade Cintia Oliveira, realizaram visita técnica para acompanhamento da experiência de implantação de Sistemas Agroflorestais (SAF) em 20 áreas distribuídas entre os municípios de Una, Buerarema, e Ilhéus, localizado no Território Litoral Sul da Bahia.

Os SAF’s têm como objetivo promover melhorias e avanços na produção, comercialização e renda dos agricultores, a partir de sistemas produtivos com base ecológica. Consistem no plantio de frutas como o cacau, banana, seringueira, açaí, goiaba, entre outras, em conjunto com árvores como piaçava, pau pombo, cedro, pau brasil, ingá, jequitibá, seringueira entre outras diversas espécies nativas da Mata Atlântica.

Os trabalhos de implantação são realizados pelos agricultores locais em parceria com a equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural-ATER, e a Cooperast  com o apoio da Fundação Cargill através do projeto “Construindo o Amanhã”, que oferece cursos, oficinas, dias de campo, intercâmbios de experiências, e mutirões de trabalho, visando facilitar o processo de aprendizagem, desde o plantio até a comercialização dos produtos. A Cooperast tem convênios com o  Programa Estadual de Assistencia técnicas a agricultores familiares. Sdr/Bahiater, do Governo da Bahia,  e  executa projetos do Programa Bahia Produtiva,  que é de fomento a produção, fortalecimento de grupos produtivos e estruturação da agricultura familiar.

Marcello Layandys, diretor da Cooperast destaca  que  “a produção de alimentos por meio dos SAF’s dentro destas comunidades envolvidas no projeto, visam atender a minimização dos impactos negativos causados pela agricultura convencional”. “Além, de que esta pratica tem se mostrado uma alternativa viável para esses agricultores, com potencial de aliar a produção agroecológica, com a recuperação das áreas com uma produção orgânica”, diz

Para o coordenador da Cooperast,  Walter Lima de Sousa, os SAF’s “proporcionam segurança alimentar, pois esse sistema de plantio traz em um período relativamente curto de tempo, uma grande diversidade de alimentos saudáveis, sem necessidade de quaisquer insumos externos”.  “Comisso, melhoramos e diversificamos as atividades agrícolas produtivas numa mesma área, e potencializando o aumento da produtividade e renda para o pequeno agricultor, que na maioria das vezes trabalha sozinho, e de forma totalmente manual”, conclui.

O agricultor João Chaves, durante a visita do grupo nas áreas do município de Una, expressou sua satisfação com o projeto, relatando a importância das orientações, e a assistência para preparar as áreas com mudas de qualidade, e sem usar agrotóxico.

A execução desse projeto trouxe diversas mudanças, que impactaram a rotina de atividades cotidianas dos agricultores. O resgate das técnicas agroecológicas que foram anteriormente apresentados por meio das capacitações, estavam “adormecidos” devido a prática do modelo convencional de produção.

Muitas dessas áreas, que estavam sendo subutilizadas, ganharam mais vida e dedicação de trabalho por parte dos agricultores, pois o resgate dessas práticas agroecológicas com a implantação do SAF, proporcionaram grandes melhorias no solo, que é a principal base para seu sustento.

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