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Agricultura familiar comemora produção de chocolates de qualidade no Dia Mundial do Chocolate

Natucoa e Bahia Cacau consolidam marcas e conquistam mercados

Chocolates em barras, de 35% a 80% de cacau, com nibs, em formato de bombons recheados com frutas, veganos, chocolates de verdade e para todos os gostos. Hoje, 7 de julho, é comemorado o Dia Mundial do Chocolate e a agricultura familiar comemora a data com o sucesso dos chocolates produzidos por cooperativas baianas.

Chocolates Natucoa

A Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), de Ilhéus, produz 500 quilos do Chocolate Natucoa por mês. Em seu catálogo de produtos tem barras de chocolates com teores de 56%, 70% e 80% de cacau, veganos, bombons com geleia de mel de cacau e chocolate em pó. São 372 cooperados que têm como objetivo fortalecer o sistema de produção cacau-cabruca, sistema ecológico de cultivo agroflorestal.

Carine Assunção, da Natucoa

A presidente da Coopessba, Carine Assunção, explica que os chocolates são feitos com amêndoas selecionadas: “A cooperativa possui o selo IG (Identificação Geográfica) Cacau Sul da Bahia, certificado de origem, que rastreia a origem do cacau e dá garantia de qualidade”.

Chocolates da Bahia Cacau

Em Ibicaraí, a Bahia Cacau, gerida pela Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), comercializa os chocolates premium na Bahia e em outros estados brasileiros, com uma produção de 800 quilos por mês, com 35%, 50%, 60% e 70% de cacau, além de nibs, pedaços de amêndoas de cacau torrados e triturados e trufas. São cerca de 200 cooperados, que cultivam amêndoas selecionadas.

Osaná Crisóstomo do Nascimento

A Coopessba e a Coopfesba são apoiadas pelo Governo do Estado para qualificar o processo produtivo, com agregação de valor e acesso a mercado. Os investimentos são realizados pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do Bahia Produtiva, projeto executado Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), com cofinanciamento do Banco Mundial.

São mais de R$30 milhões de investimento para fortalecer a cacauicultura baiana, realizados por meio dos editais de Fruticultura e Alianças Produtivas, do Bahia Produtiva, que está promovendo melhorias no manejo, na produção do cacau e no acesso ao mercado. Também está sendo realizado investimento no serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), com as entidades de Ater parceiras e na Identificação Geográfica.

O chefe de gabinete da SDR, Jeandro Ribeiro, destacou que a Bahia já é referência na produção de chocolate, no Brasil e no mundo e que a participação ativa do chocolates da agricultura familiar nos grandes eventos do Brasil e do mundo confirma: “A agricultura familiar detém 80% dos estabelecimentos que plantam cacau, mais de 60% da produção de amêndoa de cacau está no ambiente da agricultura familiar, nos assentamentos da reforma agrária. A participação na produção do chocolate e da amêndoa de qualidade por esse público se destaca e podemos afirmar que a agricultura familiar tem um chocolate de excelência”.

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