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Inovação tecnológica marca produção de cacau de qualidade no Sul da Bahia.

Novos equipamentos e capacitação fortalecem agricultura familiar

A Teia dos Povos,  articulação de movimentos sociais criada no Sul da Bahia tem buscado parcerias para garantir desenvolvimento econômico com base na agroecologia para garantir que os biomas sobrevivam.

A região é  detentora da maior quantidade de assentamentos de reforma agrária do Brasil, que  possuem um  arranjo produtivo ideal para a produção de cacau e derivados. Além disso, o Cacau Cabruca, que conserva a mata nativa  agrega um outro pensar sobre a relação do homem e a natureza.

A Teia do Povos é sediada no Assentamento Terravista, em Arataca, comunidade que há duas décadas vem  trabalhando a transição agroecológica.  A entidade tem como parceiros o Instituto EcoBahia e o Instituto Cabruca, que atuam na assistência técnica e comercialização da produção.

 

BAHIA PRODUTIVA

Uma das inovações já implantadas em assentamentos e áreas de agricultura familiar são os   cochos arredondados para fermentação de cacau, já em processo de fabricação, uma técnica que permite obter maior qualidade das amêndoas e, em consequência, preços melhores. O projeto, que tem recursos do Projeto Bahia Produtiva e da estratégia de mercado Alianças Produtivas, da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Governo da Bahia, também inclui a capacitação de produtores para as novas técnicas de cultivo e de produção de chocolates.

 

Essas entidades vem trabalhando alianças estratégicas para a produção de cacau de qualidade e  chocolates de origem, ampliando em suas redes a implantação de Sistemas Agroflorestais-SAF’s.

Os próprios elos desta aliança estão produzindo as estruturas necessárias para que novas tecnologias invadam as comunidades e elos da Teia Agricultores e Agricultoras em sua total diversidade para gerar renda, trabalho e uma economia criativa, justa e solidária.

“Nós vamos implantar o Programa de Desenvolvimento Econômico e Social da Mata Atlântica – PRODESEMA, com ele recuperar 400 mil hectares de cacau com manejo agroecológico”, afirma Nego Elder, um dos coordenadores do projeto.  Segundo ele, “em 20 anos seremos a região do trabalho e da renda, com educação contextualizada, inovação tecnológica para garantir a nossa emancipação”.

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