
O mercado de chocolates no Brasil está passando por uma das suas transformações mais importantes. Longe de ser apenas uma mudança técnica na legislação, a aprovação do Projeto de Lei (PL) 1769 desenha um novo horizonte para quem produz e para quem consome: a transição definitiva para a valorização da pureza e da origem.
No episódio de estreia do Cabruca Podcast, no dia 15 de maio, o agricultor e assessor especial da Casa Civil do Governo da Bahia (ex-superintendente da BAHIATER), Lanns Almeida, trouxe um olhar profundo sobre esse cenário. Em um diálogo que uniu conhecimento técnico e vivência de campo, o debate destacou como a nova regulamentação encontra-se com o movimento de transformação que o Sul da Bahia já lidera há anos.
Veja a entrevista:
O Novo Padrão de Identidade: O que define a PL 1769?
Historicamente, as regras comerciais no Brasil permitiam margens muito amplas para que produtos com teores reduzidos de cacau fossem rotulados como chocolate. Essa realidade frequentemente distanciava o consumidor final da verdadeira experiência sensorial do fruto e reduzia o espaço de mercado para os derivados de alta qualidade.
Com a nova legislação, as diretrizes tornam-se mais rigorosas, estabelecendo um padrão de qualidade que protege a integridade do setor:
Pureza Elevada: Para receber o rótulo de chocolate intenso, o produto passará a exigir um teor mínimo de 35% de cacau em sua composição.

Transparência na Rotulagem: Produtos que utilizam substitutos e aditivos para simular o sabor precisarão deixar claro suas categorias comerciais, separando o chocolate de origem dos produtos compostos.
Redefinição Comercial: O termo “amargo” dá lugar a “intenso” na legislação. Uma mudança sutil, mas essencial para alinhar o produto nacional ao mercado global de alta gastronomia e ao movimento Bean to Bar, removendo conotações pejorativas.
Fonte: https://cabrucapodcast.com.br/2026/05/15/fim-do-chocolate-fake-no-brasil/






