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Produtores destacam Chocolat Bahia: “uma vitrine para novos negócios”

Produtores de cacau e de chocolate de origem que participaram do Chocolat Bahia 2026, em Ilhéus, destacaram a importância do evento, o maior do gênero na América Latina. Para eles, o festival é um espaço para comercialização e também para realização de novos negócios com empresas do Brasil e do Exterior.

Este ano, o festival recebeu cerca de 90 mil visitantes nos quatro dias do evento. Participaram mais de  180 expositores de diversas regiões da Bahia, Pará e outros estados,  200 marcas de chocolates bean to bar (do grão à barra) e tree to ba (da árvore à barra), com uma média de R$25 milhões em negócios diretos e futuros.

 

DEPOIMENTOS

Sheyla Tomás

“Esse festival impulsionou a  produção de chocolates de origem no Sul da Bahia e nos incentiva a investir em novos produtos e conquistar mercados no Brasil e no Exterior, porque além dos consumidores, também recebemos empresários do setor”, afirma Sheyla Tomás.

Isaias Lopes e a filha Júlia

Começamos aqui em 2022, com  apenas quatro versões de hoje já chegamos a 20 versões de chocolate. É uma visibilidade fantástica e a cada ano o festival fica melhor”, afirma  Isaias Alves, da Chocolate Tombador, que mantém a empresa com a esposa Genilda Vieira e as filhas Bianca e Júlia, com cacau da Fazenda Saudade. Durante o evento deste ano, a Tombador recebeu medalha de prata no concurso nacional de mel de cacau, promovido pelo Sebrae e melhada do bronze no concurso de melhor  chocolate, promovido pelo Centro de Inovação do Cacau-CIC.

João Geraldo dos Santos

“O Chocolat Festival é fundamental para dar visibilidade  à produção da agricultura familiar, porque abre as portas para a comercialização das nossas marcas de chocolate. É consolidação de marcas produzidas por cooperativas da economia solidária”, destaca João Geraldo dos Santos, presidente da Chocosol.

Carine Assunção

“A gente faz questão de estar presente no festival, que é a casa do chocolate de origem e uma janela para o Brasil e outros países. Temos o orgulho de ser uma marca de Ilhéus que hoje mantém uma base de comercialização na Europa e isso se deve muito à visibilidade que esse evento proporciona”, afirma Carine Assunção, do Chocolate Natucoa.

Gerson Marques

Gerson Marques, presidente da Associação dos Produtores de Chocolate do Sul da Bahia-Chocosul, com mais de 100 associados, afirma que “mesmo com a alta do cacau, que afeta os preços dos chocolates de origem, as nossas empresas estão fazendo negócios e consolidando o projeto do polo chocolateiro, além de elevar a autoestima da região, que se orgulha de ter um produto que além da qualidade, traz em si toda a magia que cerca o mundo do cacau”

 

Marco Lessa

De acordo com Marco Lessa, criador do evento, o Chocolat deixa um legado econômico e cultural para a região. “O Chocolat Bahia movimenta toda a cadeia produtiva do cacau do estado e o turismo. Durante o evento, chegamos a uma ocupação hoteleira de quase 100%, além da visibilidade para os expositores, com uma estimativa de R$25 milhões em negócios. Então, o impacto é altamente positivo: fortalece a imagem de Ilhéus como a Capital do Cacau, estimula os pequenos empreendedores, a agricultura familiar e todos os setores relacionados”, disse.

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