
A Coordenação do IV Encontro Nacional do Projeto Cacau 500 + Sustentável recebeu com grande alegria a publicação da Portaria CEPLAC/MAPA nº 273, de 10 de agosto de 2026, que institui uma Comissão Técnica responsável pelo planejamento, coordenação, acompanhamento e execução das ações institucionais da CEPLAC no âmbito do evento e das comemorações alusivas aos 69 anos da instituição.
A iniciativa representa um importante passo para colocar a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira – CEPLAC no lugar de protagonismo que sua história lhe assegura. São quase sete décadas de conhecimento acumulado, pesquisa, inovação, transferência de tecnologia e contribuição direta para o desenvolvimento econômico, social e ambiental das regiões produtoras de cacau.

O diretor da CEPLAC, Thiago Guedes Viana, instituiu a Comissão Técnica e designou a Coordenadora-Geral de Pesquisa e Inovação, Monaliza Lopes da Silva Sales, para coordenar os trabalhos no âmbito da instituição. Também integram a Comissão Dan Érico Vieira Petit Lobão, Joelma Araujo da Cunha, Carlyle Brito Matos, Milton José da Conceição e Gabriela Costa Silva.
Entre suas atribuições estão a construção da programação técnico-científica, a mobilização de pesquisadores, extensionistas e técnicos, o levantamento e organização do acervo histórico da instituição e a realização da exposição “Veredas da Cabruca – Uma Jornada pela Ciência, Cultura e Legados da CEPLAC”.

A presença institucional da CEPLAC amplia a dimensão do IV Encontro e cria as condições para que passado, presente e futuro da cacauicultura brasileira estejam reunidos em um mesmo espaço.
Pesquisa, novos clones e respostas às ameaças da cacauicultura
Uma das grandes novidades do IV Encontro será a apresentação dos avanços da pesquisa desenvolvida pela CEPLAC.
O produtor terá a oportunidade de conhecer resultados e perspectivas relacionados a novos clones e materiais genéticos, produtividade, resistência, qualidade, sustentabilidade e novas tecnologias de manejo da lavoura cacaueira.
Mais do que apresentar pesquisas, o objetivo será aproximar novamente a ciência de quem está no campo.

O Encontro também dedicará espaço especial à prevenção e ao enfrentamento das ameaças que hoje preocupam os cacauicultores, incluindo pragas, doenças, riscos fitossanitários, mudanças climáticas e outros fatores capazes de comprometer a segurança e a produtividade das lavouras.
Pesquisadores, extensionistas, técnicos e produtores poderão discutir juntos não apenas os problemas atuais, mas principalmente as respostas que a ciência e a tecnologia podem oferecer à cacauicultura nos próximos anos.
Municípios, Consórcios, AMURC e FREAD terão papel estratégico
Outro eixo importante do IV Encontro será o fortalecimento da participação dos municípios produtores de cacau. Prefeitos, secretários municipais de Agricultura e equipes técnicas serão chamados a participar das discussões sobre planejamento agropecuário, assistência técnica, desenvolvimento rural, inovação, geração de emprego e renda e fortalecimento da cadeia produtiva.

Ao lado dos municípios, terão participação estratégica os Consórcios Públicos Intermunicipais, a AMURC e a FREAD, ampliando a capacidade de articulação regional e permitindo a construção de ações integradas para os territórios produtores.
A proposta é aproximar CEPLAC, municípios, Consórcios Públicos, AMURC, FREAD, produtores, universidades, instituições de pesquisa, extensão rural, iniciativa privada e demais organizações ligadas ao cacau.
É no município que o produtor vive, trabalha e enfrenta os desafios cotidianos da produção. Por isso, as políticas voltadas à cacauicultura precisam cada vez mais chegar aos territórios.
Temas como assistência técnica, defesa fitossanitária, infraestrutura rural, planejamento territorial, acesso à tecnologia, geração de renda e modernização das propriedades exigem uma atuação articulada entre os governos locais e as instituições responsáveis pelo desenvolvimento do setor.
Governo Federal fortalece importantes pautas da cacauicultura

O IV Encontro também acontece em um momento de avanços importantes para o setor no âmbito federal. Em 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou duas legislações de grande importância para a cadeia produtiva do cacau.
A Lei nº 15.337, de 8 de janeiro de 2026, fortaleceu expressamente a Política Nacional de Incentivo à Produção de Cacau de Qualidade e ampliou o papel da CEPLAC em áreas fundamentais para o produtor, incluindo a assistência técnica e a extensão rural.
A legislação também incentiva a pesquisa e o desenvolvimento de variedades superiores de cacaueiro, novas tecnologias de cultivo, boas práticas de produção, inovação e proteção fitossanitária. Para a Coordenação do IV Encontro, trata-se de uma conquista importante.
Pesquisa sem extensão não chega ao produtor.

Fortalecer novamente essa ligação significa criar condições para que o conhecimento acumulado pela CEPLAC se transforme cada vez mais em produtividade, qualidade, sustentabilidade e segurança para quem vive do cacau.
Outro avanço veio com a Lei nº 15.404, de 8 de maio de 2026, que estabeleceu novos parâmetros para os produtos derivados de cacau comercializados no Brasil.
Entre as principais mudanças, a legislação estabelece que o produto denominado chocolate deverá conter no mínimo 35% de sólidos totais de cacau, além de determinar percentuais mínimos para outras categorias e ampliar a transparência das informações apresentadas ao consumidor.
A medida representa um passo importante para a valorização do cacau como matéria-prima e para o fortalecimento do verdadeiro chocolate brasileiro.
Essas iniciativas demonstram uma atenção importante do Governo Federal a reivindicações históricas da cadeia produtiva e reforçam um ambiente de valorização da CEPLAC, da pesquisa, da extensão rural, da qualidade do chocolate e do produtor de cacau.
“Veredas da Cabruca” contará a história e o legado da CEPLAC

Além das discussões sobre o futuro, o IV Encontro reservará um espaço especial para a memória.
A exposição “Veredas da Cabruca – Uma Jornada pela Ciência, Cultura e Legados da CEPLAC” deverá reunir acervos históricos, científicos, tecnológicos, documentais, fotográficos e museológicos relacionados à trajetória da instituição.
Será uma verdadeira viagem pela história da cacauicultura e pelas histórias dos homens e mulheres que dedicaram suas vidas ao desenvolvimento do setor.
A própria Portaria prevê a participação de pesquisadores, extensionistas, técnicos, servidores ativos, aposentados e colaboradores, inclusive com a possibilidade de homenagens durante as comemorações dos 69 anos da instituição.
O objetivo é preservar a memória e, ao mesmo tempo, permitir que a experiência acumulada por esses profissionais dialogue com uma nova geração de pesquisadores, extensionistas, técnicos e produtores.
A velha guarda encontra a nova geração

O IV Encontro Nacional do Projeto Cacau 500 + Sustentável pretende ser muito mais do que uma celebração. Será um espaço para resgatar conhecimento, apresentar novas tecnologias, fortalecer instituições, aproximar a pesquisa do produtor e construir respostas para os desafios da cacauicultura brasileira.
É a velha guarda encontrando a nova geração.
É a memória dialogando com a inovação.
É a pesquisa chegando novamente ao produtor.
É a CEPLAC fortalecendo sua missão científica, tecnológica e extensionista.
É o município assumindo papel estratégico no desenvolvimento da cacauicultura.
É o cacau conquistando maior valorização também dentro do chocolate brasileiro.
Para a Coordenação do IV Encontro, a decisão do diretor Thiago Guedes Viana de constituir a Comissão Técnica e confiar à diretora Monaliza Sales a coordenação dos trabalhos representa um importante compromisso da CEPLAC com o evento e com o futuro da cadeia produtiva.
Ao mesmo tempo, os avanços promovidos pelo Governo Federal fortalecem o ambiente institucional necessário para que a cacauicultura volte a ocupar posição de destaque nas políticas de pesquisa, assistência técnica, inovação e valorização da produção nacional.
De 9 a 13 de dezembro de 2026, em Ilhéus, produtores, pesquisadores, técnicos, gestores públicos, municípios, Consórcios Públicos, AMURC, FREAD, universidades, empresas e instituições parceiras terão uma grande oportunidade de construir conjuntamente novos caminhos para o setor.
Pesquisa, novos clones, extensão rural, prevenção das ameaças fitossanitárias, participação dos municípios, valorização do verdadeiro chocolate, memória e reconhecimento de quem construiu essa história estarão entre os grandes eixos do IV Encontro.
Ilhéus voltará a ocupar o centro das grandes discussões sobre o futuro do cacau brasileiro.
E a CEPLAC estará onde sua história a colocou: como protagonista da ciência, da tecnologia, da memória e do futuro da cacauicultura brasileira.






