
A cadeia produtiva do cacau se reuniu entre os dias 25 e 27 de agosto no Centro de Convenções de Ilhéus, no sul da Bahia, para a ExpoCacau. Com uma área 25% superior à de estreia, o evento mobilizou mais de 60 expositores, 75 marcas e um público superior a 5 mil pessoas em torno de debates sobre produtividade e tecnologia.
No centro desse caldeirão de ideias e negócios, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) aproveitou o evento para mostrar que, às vésperas de completar 70 anos, marco que será celebrado em fevereiro de 2027, seu lugar continua sendo na vanguarda do campo. O diretor da instituição, Thiago Guedes Viana, ressaltou o papel agregador do evento para o setor produtivo.
“A ExpoCacau consolida um espaço estratégico para conectar produtores, pesquisadores, cooperativas, empresas, estudantes e instituições públicas em torno dos desafios e oportunidades da cacauicultura”, afirmou Thiago. Ainda segundo ele, o momento exige foco em diferenciais de mercado. “Vivemos um momento de valorização da origem, da qualidade, da sustentabilidade e da agregação de valor, e o Brasil reúne todas as condições para ocupar uma posição ainda mais relevante no mercado mundial.”
Manejo e controle de doenças
A programação técnica contou com a oficina gratuita “Prevenção, Manejo e Monitoramento da Monilíase do Cacaueiro e Outras Pragas e Doenças”. A capacitação foi conduzida por especialistas da CEPLAC: a engenheira agrônoma e fitopatologista Karina Gramacho e o especialista em clonagem e enxertia Milton Conceição.
No entendimento dos pesquisadores, o principal objetivo da iniciativa é transformar o conhecimento científico em ferramenta prática para o produtor rural.
“A informação técnica precisa chegar ao produtor e ser transformada em prática no campo. A prevenção, o monitoramento e o manejo adequado são fundamentais para reduzir os riscos fitossanitários e proteger a produção”, destacaram os especialistas.
Com a participação em debates e oficinas técnicas, a CEPLAC buscou alinhar as demandas reais das lavouras às novas exigências de sustentabilidade e sanidade exigidas pelo mercado interno e externo.






