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Projeto da Teia dos Povos e Zoológico de Antuérpia incentiva cacau cabruca e preservação do mico-leão-de-cara-dourada

Uma parceria entre o Zoológico de Antuérpia, na Bélgica, apoiada por outros zoológicos da Europa e Estados Unidos, e a ONG  Teia dos Povos vai contribuir para a preservação do  mico-leão-de-cara-dourada, , cujo habitat  são as matas do Sul a Bahia, principalmente em Una, Canavieiras, Arataca, Ilhéus, São José da Vitória, Camacan, Jussari  e Santa Luzia.

Área abrangida pelo projeto

O projeto prevê a conservação e ampliação de áreas de cabruca, onde o cacau é cultivado em meio a mata  preservada. “Ao fortalecer a cabruca, vamos contribuir para evitar a extinção do  mico-leão-de-cara-dourada, que também chamamos de mico leão da Bahia”, afirma Joelson Ferreira, coordenador do Assentamento Terravista, em Arataca, e diretor da Teia dos Povos.

A parceria prevê ações ao longo de 10 anos, com ações como  formação de guardas-parque,  preservação da mata, educação no campo, formação de capacitação de cuidadores de animais e  campanhas de conscientização.  É importante destacar que os animais não serão encaminhados para zoológicos, permanecendo em seu habitat natural, expandido nas áreas de cabruca. A Cabruca é o sistema de produção agroflorestal em que a sombra das outras árvores ajuda no desenvolvimento do cacaueiro.

Joelson Ferreira (à esquerda): cabruca garante conservação

Joelson prevê a realização da Semana da Cabruca, com exposições e seminários, visitas a escolas do Sul da Bahia, além de trabalhar junto a assentados e agricultores familiares, que hoje formam a base do cultivo de cacau no Sul da Bahia.

A cabruca e o mico-leão-de-cara-dourada são dois componentes importantes na valorização do cacau fino e do chocolate premium no Sul da Bahia, que passam por um momento de expansão e consolidação em mercados do Brasil e do Exterior. O mico leão já é um dos símbolos do IG Cacau Sul da Bahia, que rastreia a origem do cacau em todas as suas etapas de produção.

Em abril deste ano, o Governo da Bahia publicou, através da Secretaria de Meio Ambiente, a chamada  “Portaria da Cabruca”, que define um novo modelo de manejo para o cacau cultivado junto com as outras árvores da mata, no meio do bosque. A portaria facilita o cadastramento das Cabrucas no CEFIR; esclarece a desnecessidade de autorização para o manejo de espécies exclusivamente exóticas; reduz o custo do projeto técnico; traz maior segurança jurídica ao manejo; e estabelece a isenção da taxa de análise para os produtores da agricultura familiar.

“Vamos sair de uma média atual de 300, para uma expectativa de 700 pés de cacau por hectare, preservando a Mata Atlântica. Isso nos leva ao aumento da produção e da produtividade, viabilizando a cabruca como uma atividade positiva no contexto econômico, social, ambiental e cultural, beneficiando mais de 20 mil produtores de cacau”, afirma o secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira.

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