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Escola do Governo da Bahia forma jovens para o mundo do chocolate

Estudantes são incentivados à inovação e ao empreendedorismo

Fazer chocolate também se aprende na escola. Os Centros Estaduais de Educação Profissional (Ceeps), da Secretaria Estadual de Educação, através da Superintendência de Educação Profissional e Tecnológica, implantaram fábricas-escola em Ilhéus, Arataca e Gandu, no sul da Bahia, criando novas oportunidades para os jovens num mercado em franca expansão.

O Ceep do Chocolate Nelson Schaun, em Ilhéus, mostra esse trabalho no Festival Internacional do Cacau e Chocolate, o Chocolat Festival, evento que tem o apoio do Governo da Bahia, realizado no  Centro de Convenções da cidade. No seu estande, com a presença de professores e alunos, está parte do que é produzido na unidade escolar: barras de chocolate com 50% e 70% de cacau, trufas, nibs e outros derivados. “Os estudantes vivem todo o processo, da amêndoa ao chocolate e são incentivados a empreender e inovar criando novos produtos, e muitos já estão atuando em empresas que fabricam chocolates artesanais”, afirma a professora Alessandra Bueno de Oliveira.

A estudante Maria Cristina dos Santos destaca que “temos um ganho enorme de conhecimento e de experiência e é essa carreira que pretendo seguir no futuro, porque sou apaixonada pelo chocolate”. “É uma grande oportunidade para nós jovens, porque o processo de aprendizagem é excelente. Me identifico muito, vivemos na terra do cacau que também está se transformando na terra do chocolate”, ressalta Taisa Silva da Luz.


Árvore de chocolate

Os estudantes também participam da confecção de uma árvore de Natal com 350kg de chocolate, com mais de dois metros de altura. A escultura é obra do chef Abner Ivan, diretor executivo do Clube dos Padeiros e Confeiteiros do Brasil (Cpac Brasil) produzida durante o festival. “Está sendo uma experiência fantástica, poder fazer parte desse trabalho e ter contato com um chef consagrado, com quem posso aprender muito. Assim que concluir o ensino médio pretendo faze graduação em Engenharia de Alimentos. O meu futuro passa pelo chocolate”, disse Ligia Santos.

Abner. que esteve no Ceep Nelson Schaun e conheceu a estrutura da fábrica escola, elogiou a inciativa do Governo do Estado. “É uma ação inédita no Brasil, que abre as portas de um mercado promissor: a produção de chocolates finos com cacau de origem”, disse.

 

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