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Sessão Solene na Câmara dos Deputados celebra os 69 anos da CEPLAC

Em uma cerimônia marcada pelo reconhecimento ao desenvolvimento científico e à preservação ambiental, a Câmara dos Deputados realizou, na última terça-feira (17), uma sessão solene para homenagear os 69 anos da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC). A solenidade, fruto do Requerimento 53/2026 de autoria da deputada federal Elisângela Araújo (PT-BA), reuniu parlamentares, autoridades do setor agropecuário e representantes de produtores para destacar o papel estratégico da instituição na economia brasileira.

Fundada em 20 de fevereiro de 1957, a Ceplac vincula-se ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e é apontada como o principal motor da modernização da cacauicultura no país. Durante o evento, a deputada Elisângela Araújo, que presidiu a sessão, reafirmou seu compromisso com a reestruturação do órgão. “Celebrar a CEPLAC é reconhecer o esforço dos produtores e produtoras que mantêm viva uma atividade fundamental para o desenvolvimento nacional. Nosso foco é o fortalecimento das mulheres do campo e da agricultura familiar”, declarou a parlamentar.

Inovação e reconhecimento internacional

O diretor da CEPLAC, o engenheiro agrônomo Thiago Guedes, enfatizou que o Brasil vive um momento de protagonismo global. Segundo Guedes, a instituição, como Centro de Excelência em Pesquisa, Liderança da Agrofloresta e do Cacau é o único ativo da agropecuária nacional que executa e elabora a política pública específica para o setor. “Investidores e pesquisadores apostam no Brasil por ter cacau de alta competitividade, rastreabilidade, origem, reputação e qualidade. Avançamos do tradicional cacau da Mata Atlântica e Amazônia para uma expensão no Cerrado e na Caatinga”, afirmou.

A excelência técnica da Comissão também foi exaltada por Wallace Setenta, presidente do Sindicato Rural de Itabuna-BA. Para ele, a CEPLAC detém o maior acervo científico de cultivos de ciclo longo dos trópicos no mundo. “Nenhum outro órgão produziu ciência como a CEPLAC. Ela e o sistema Cabruca são expressões culturais e exemplos de eficácia para o planeta”, pontuou.

Thiago Guedes

Sustentabilidade e desafios regionais

O impacto ambiental da cacauicultura foi o tom do discurso de Lanns Almeida, superintendente da Bahiater/SDR, que representou o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Almeida destacou que 70% dos 69 mil estabelecimentos rurais de cacau na Bahia pertencem à agricultura familiar, sendo essenciais para a conservação da Mata Atlântica através das cabrucas (sistema de cultivo sob a sombra das árvores nativas).

Chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP) do Governo do Pará, Alan Pombo representou o titular da pasta, Giovanni Queiroz, e defendeu a necessidade de novos investimentos federais. “É preciso um olhar atento para a valorização dos servidores e para a reestruturação das unidades, garantindo que o produtor e produtora recebam de forma digna pelo seu trabalho”, disse.

A solenidade foi prestigiada pelos deputados Zé Netto (PT-BA); Daniel Almeida (PCdoB-BA); André Janones (AVANTE-MG); deputada Jack Rocha (PT-ES), além de representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI); Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e representantes de instituições, como o reitor da Universidade Federal do Oeste Baiano (UFOB), Jacques Antonio de Miranda; o diretor-presidente da CODEVASF, Lucas Felipe de Oliveira; o diretor-geral da ADAB, Paulo Sérgio Luz; o produtor e criador do Chocolat Festival, Marco Lessa e o diretor da Biofábrica da Bahia, Valdemir Santos.

Com o lançamento do programa Cacau Brasil Agrofloresta na COP30, do Inova Cacau 2030 e o contínuo trabalho do PROCACAU, a CEPLAC chega aos 69 anos reafirmando sua missão: transformar o Brasil em uma referência de produção sustentável, aliando o aumento da produtividade à preservação dos biomas brasileiros.

 

(Fotos Vinicius Loures-Câmara dos Deputados)

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