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Cooperast participa de projeto de conservação do Mico-Leão-Baiano

Projeto de 10 anos prevê investimentos em educação e conservação ambiental

Durante encontro realizado em Ilhéus, foi debatido o projeto de conservação que inclui a preservação do mico-leão-da-cara-dourada, também conhecido como mico-leão-baiano,  organizado pelo Projeto BioBrasil, que foi iniciado em 2002 pelo Centre for Research and Conservation, (Centro de pesquisa da Sociedade Zoológica de Antuérpia), na Bélgica.. O SZA é uma instituição zoológica com longa tradição de compromisso com a conservação do mico-leão-de-cara-dourada. A principal contribuição do Projeto é a pesquisa aplicada de conservação, focando na questão de entender como a degradação e fragmentação do habitat afetam grupos de micos-leões-da-cara-dourada, e obter informações básicas essenciais para o desenvolvimento de um programa de conservação e pesquisa.

O Projeto BioBrasil mantém um programa de pesquisa multidisciplinar com foco em lacunas de conhecimento relevantes para a conservação dos micos-leões-da-cara-dourada, e também atua para apoiar ações que promovam planejamento da conservação com base em dados científicos, aumentam o envolvimento de ´stakeholders´ relevantes, e trabalhos na área de sensibilização e capacitação das comunidades locais para participação no processo de conservação.

Visita às áreas de conservação ambiental

O evento contou com visitas a  área de estudo do Projeto BioBrasil onde os participantes fizeram no primeiro dia uma caminhada a  trilha interpretativa na floresta , ao grupo de micos-leões, viveiro de mudas e sistema agroflorestal, além de discussões e   revisões do Projeto Atual com a Visão do Futuro, o Escopo Geográfico, o Alvos de Conservação, o Alvos de Bem Estar Humano, e a apresentação a metodologia a ser utilizada.

MATA ATLÂNTICA E SISTEMAS AGROFLORESTAIS

Por estar prestando assistência técnica na região de Una, no Sul da Bahia,  área de atuação do Projeto BioBrasil, a  Cooperativa de Desenvolvimento Territorial – Cooperast, contribui com o planejamento estratégico para conservação dos micos baiano. Estiveram presentes no encontro, o presidente da cooperativa, Vinicius Monteiro e Walter Sousa, bem como  dirigentes do  ICM Bio, INEMA, secretários de Meio Ambiente das cidades de Una, São José da Vitória, Santa Luzia, IESB, UFRB, Cooperativa Cabruca, Rede dos Povos, Assentamento Terra Vista e Colégio Estadual Menandro Manahim, através da Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (Com-Vida).

Debates definem metas do projeto

Para Walter Sousa, Mestre em Ecologia da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, coordenador do projeto de sistema agroflorestal da Cooperast com a Fundação Cargill e assessor técnico no projeto de conservação do mico leão, construindo SAF”s na Colônia de Una-Ba pelo projeto da Bio Brasil, “é uma oportunidade única para discutirmos e construirmos juntos o Planejamento Estratégico para a Conservação do Mico-Leão-Baiano  e tenho certeza que além de aprendermos muito com o evento, a expectativa é sair com um plano de atividades estratégicas para os próximos 10 anos, incluindo os produtores rurais, Instituições Públicas e Privadas e a sociedade civil”.

UM SIMBOLO DA  CONSERVAÇÃO

Sistemas Agro Florestais garantem conservação

O mico-leão é um animal encontrado somente no Brasil, em regiões de Mata Atlântica. Faz parte do grupo dos primatas, o mesmo dos macacos. Mas é bem menor que seus primos – o adulto mede cerca de 60 cm da cabeça até a ponta da cauda, pesando entre 360 e 710 gramas, enquanto o filhote geralmente pesa em torno de 60 gramas.

Os micos-leões têm o pelo dourado ou preto. Possuem garras que são usadas para cavar e procurar raízes e insetos, mas eles também comem frutas, gomas de árvores, ovos e pequenos animais, como pássaros e lagartos. Na natureza, vivem, em média, de oito a quinze anos. Em cativeiro, no entanto, podem chegar a 30 anos de idade. De todos os animais brasileiros ameaçados de extinção, ele é o que mais chama a atenção internacional. É o símbolo da conservação do meio ambiente no Brasil.

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