Seagri visita Centro Mars de Ciência do Cacau e reforça integração entre pesquisa e produção na Bahia

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) realizou uma visita técnica ao Centro Mars de Ciência do Cacau (MCCS), localizado em Barro Preto, no sul da Bahia. A agenda teve como objetivo conhecer de perto as pesquisas e tecnologias desenvolvidas pela instituição, considerada uma das principais referências mundiais em estudos voltados à cultura do cacau.
Durante a visita, a comitiva percorreu áreas de cultivo experimental conduzidas em sistemas agroflorestais, além de conhecer os setores de fermentação, análise de qualidade das amêndoas e manejo integrado de pragas. Participaram da atividade a chefe de gabinete da Seagri, Jorgete Oliveira, e o diretor de Desenvolvimento da Agricultura, Assis Pinheiro.
Segundo Jorgete Oliveira, o contato direto com centros de excelência em pesquisa é fundamental para aproximar o conhecimento científico da realidade dos produtores rurais. Para ela, a integração entre universidades, instituições de pesquisa e o setor produtivo pode acelerar a adoção de soluções capazes de aumentar a produtividade e a sustentabilidade da cacauicultura baiana.
Fundado pela Mars em 1981, o Centro Mars de Ciência do Cacau atua exclusivamente na pesquisa voltada ao desenvolvimento da cultura cacaueira. Ao longo de mais de quatro décadas, a instituição tem contribuído para avanços em áreas como melhoramento genético, resistência a pragas e doenças, aumento da produtividade e qualidade das amêndoas, beneficiando produtores em diversas regiões produtoras do mundo.
A visita ocorre em um momento estratégico para a cacauicultura baiana. De acordo com dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM/IBGE) de 2024, a Bahia produziu aproximadamente 119 mil toneladas de cacau em uma área plantada de 449 mil hectares, mantendo-se como uma das principais regiões produtoras do país e desempenhando papel fundamental na cadeia nacional do cacau.
Para o diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro, a experiência reforça a importância do fortalecimento das câmaras setoriais do cacau, fóruns que reúnem representantes do governo, produtores, indústria, cooperativas e instituições de pesquisa. Segundo ele, esses espaços são fundamentais para ampliar o diálogo e transformar avanços científicos em ferramentas efetivas para o desenvolvimento da atividade.
A aproximação entre o poder público e centros de pesquisa como o MCCS também ganha relevância diante dos desafios enfrentados pela cadeia cacaueira, que busca aumentar sua competitividade por meio da inovação, da sustentabilidade e da adoção de tecnologias capazes de elevar a produtividade sem comprometer os recursos naturais.






