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Defensoria Pública da Bahia acompanha início do Projeto “Catadores Mais Fortes”

Iniciativa reforça parceria em prol da inclusão socioprodutiva

A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA), por meio da Coordenação de Gestão Ambiental (COGAM) e do Programa Mãos que Reciclam, acompanha o início das atividades do Projeto Catadores Mais Fortes, iniciativa executada pela SER – Desenvolvimento Humano e Organizacional, em parceria com a Badame e com apoio do Fundo Socioambiental CAIXA.

 

A participação da Defensoria reafirma seu compromisso institucional com a promoção da inclusão socioprodutiva, da justiça socioambiental, da economia solidária e da valorização dos catadores e catadoras de materiais recicláveis.

 

Construído de forma colaborativa desde sua concepção, o projeto tem como objetivo fortalecer associações e cooperativas do sul e sudoeste da Bahia por meio da qualificação da gestão administrativa e financeira, do desenvolvimento de lideranças, do planejamento estratégico, da ampliação do acesso a políticas públicas e de investimentos em infraestrutura e equipamentos, contribuindo para melhores condições de trabalho, aumento da produtividade e geração de renda.

As primeiras apresentações reuniram representantes das organizações participantes em um ambiente de diálogo, escuta qualificada e construção coletiva, permitindo o alinhamento das ações e o fortalecimento da parceria entre as instituições envolvidas e os empreendimentos da economia solidária.

As atividades foram conduzidas por uma equipe multidisciplinar formada por Otávio Leme, representante da Badame; Marcos Vinícius Pedra Pereira, técnico do projeto; Jeane Santos, mobilizadora e representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR); e Juca Cunha, diretor-presidente da SER – Desenvolvimento Humano e Organizacional. Também participaram das agendas representantes da Defensoria Pública nas regionais de Ipiaú, Itapetinga e Vitória da Conquista, fortalecendo a atuação institucional junto às organizações locais.

 

Para a assistente social Andrea Pires dos Reis, da Coordenação de Gestão Ambiental da Defensoria Pública da Bahia, “o projeto representa uma oportunidade de consolidar políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos empreendimentos de catadores, e destaca ainda que a construção coletiva será um dos pilares para o sucesso da iniciativa”. “Cada território possui suas particularidades, mas todos compartilham o mesmo desejo de crescer, se fortalecer e conquistar mais autonomia”.

De acordo com Andrea, “nosso papel é contribuir para que essas organizações estejam preparadas para acessar políticas públicas, ampliar sua capacidade de gestão e consolidar um modelo de desenvolvimento baseado na economia solidária, na justiça socioambiental e na valorização do trabalho dos catadores e catadoras.”

 

Representando as organizações participantes, a presidente da Associação de Agentes Ambientais e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis de Itabuna (AACRRI), Carissa Araújo Santos, destacou a confiança na equipe responsável pelo projeto e a expectativa positiva para os próximos meses.


“Eu já conhecia o trabalho de Otávio Leme, o nosso Tatá, e sempre acompanhei seu compromisso com os catadores e catadoras. Quando soubemos que ele estava à frente de mais este edital, recebemos a notícia com muita alegria e esperança, porque sabemos da sua dedicação, do respeito e da seriedade com que sempre trabalhou pela nossa categoria”. “O Projeto Catadores Mais Fortes chega para fortalecer as nossas associações, ampliar oportunidades e mostrar que investir nos catadores é investir em pessoas que cuidam do meio ambiente e transformam vidas todos os dias”, disse.

O diretor-presidente da SER – Desenvolvimento Humano e Organizacional, Juca Cunha, ressaltou que o projeto foi concebido para respeitar a identidade e a trajetória de cada organização, promovendo um processo participativo de fortalecimento institucional. “O Catadores Mais Fortes nasce do diálogo e da construção coletiva. Não chegamos aos territórios levando respostas prontas, mas com a disposição de ouvir, compreender os desafios de cada associação e construir soluções junto com os catadores e catadoras. Nosso propósito é fortalecer lideranças, qualificar a gestão e deixar um legado de autonomia, organização e sustentabilidade. Investir nessas organizações é investir em desenvolvimento local, geração de renda, preservação ambiental e transformação social”, ressalta.

 

Com a participação de associações e cooperativas dos municípios de Itabuna, Ilhéus, Una, Jussari, Ipiaú, Vitória da Conquista e Itapetinga, o Projeto Catadores Mais Fortes representa uma importante estratégia para ampliar a capacidade institucional das organizações, fortalecer a atuação em rede e valorizar o trabalho de centenas de catadores e catadoras que desempenham papel fundamental na gestão dos resíduos sólidos e na economia circular. A parceria entre a Defensoria Pública da Bahia, por meio da Coordenação de Gestão Ambiental, a SER, a Badame e o Fundo Socioambiental CAIXA demonstra que a união entre poder público, organizações da sociedade civil e movimentos sociais é essencial para promover políticas públicas inclusivas, fortalecer a economia solidária e reconhecer os catadores e catadoras como protagonistas da sustentabilidade, da justiça socioambiental e do desenvolvimento de cidades mais justas, humanas e ambientalmente responsáveis.

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