No Dia Mundial do Chocolate, celebrado em 7 de julho, vale ir além da doçura e lembrar que cada barra carrega uma história de origem, território e saber fazer. No Brasil, poucas regiões traduzem isso tão bem quanto o Sul da Bahia, uma das áreas mais emblemáticas da cultura cacaueira nacional.
Na região celebrizada mundialmente por Jorge Amado, o cacau faz parte da paisagem, da economia e da identidade cultural. Ali, a produção ganhou novo fôlego com os chamados chocolates de origem, feitos com cacau rastreável e valorização do terroir – isto é, das características únicas do solo, do clima, da mata e do manejo que influenciam diretamente o sabor das amêndoas.

A partir da criação do Festival Internacional do Cacau e do Chocolate em Ilhéus, hoje Chocolat Festival, com versões em Salvador, Belém do Pará, Brasília, e em Portugal, pelo empreendedor Marco Lessa, o Sul da Bahia deixou de ser apenas produtor de amêndoas e hoje possui mais de 200 marcas de chocolates de origem.

O Sul da Bahia possui excelentes chocolates de origem como Natucoa, Bahia Cacau, Cacau do Céu, Benevides, Ju, Só Cacau, Sagarana, Yrerê, Chor, ChocoSol, Modaka, Amado Cacau e Simplicitude, com qualidade reconhecida e sabores únicos, muitas delas premiadas nos Estados Unidos e Europa.

“O Sul da Bahia deixou de ser coadjuvante e se tornou protagonista na produção de chocolates de qualidade e a cada dia cresce se fortalece no cenário mundial”, afirma Marco Lessa, que em dezembro trará para Salvador a versão brasileira do Salon du Chocolat, abrindo uma nova vitrine e novos mercados para os chocolates sul baianos.

“A nossa regiãol possui uma combinação única de cacau, chocolate, a Mata Atlântica conservada, um litoral exuberante, uma cultura rica e a magia que Jorge Amado projetou para o mundo”, destaca Marco Lessa,
Diferente do chocolate industrial comum, muitos chocolates de origem baianos seguem propostas como bean to bar ou tree to bar. No modelo bean to bar, o fabricante acompanha o processo “do grão à barra”, controlando etapas como seleção, torra, moagem e conchagem. Já no tree to bar, esse controle começa ainda antes, na própria fazenda, “da árvore à barra”, permitindo maior rastreabilidade e cuidado em toda a cadeia.
O resultado são chocolates com identidade própria: barras de alto teor de cacau, menos açúcar e notas sensoriais que podem lembrar frutas secas, caramelo, castanhas, especiarias, acidez delicada ou sabores florais, dependendo da variedade do cacau e do processo de fermentação e secagem. No Sul da Bahia, esse cuidado pós-colheita é essencial para transformar boas amêndoas em chocolates finos e premiados.

CACAU, CHOCOLATE E CONSERVAÇÃO AMBIENTAL
Também é importante destacar o papel ambiental da região. Em muitas propriedades, o cacau é cultivado no sistema cabruca, em que os cacaueiros crescem sob a sombra da Mata Atlântica. Esse modelo ajuda a preservar a biodiversidade e reforça a relação entre chocolate, floresta e sustentabilidade.

Celebrar o Dia Mundial do Chocolate, portanto, é celebrar mais do que um sabor. É reconhecer o trabalho de produtores, chocolateiros, agricultores familiares, fazendas históricas e novas marcas que vêm reposicionando o cacau baiano no mapa dos chocolates especiais. Cada pedaço de chocolate de origem do Sul da Bahia é também um pedaço de história, cultura e floresta – uma experiência que começa no fruto do cacau e termina na barra, com sabor único e mágico do Sul da Bahia.

(Texto produzido com apoio de IA)






